Governo quer arrecadar R$ 40 bilhes, mas s a Eletrobrs j deve R$ 64 bilhes

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Charge do Jota A (Portal O Dia/PI)

Pedro do Coutto

O governo Michel Temer lanou um projeto de privatizao envolvendo nada menos que 57 empresas estatais, entre elas principalmente a Eletrobrs, visando a obter uma arrecadao no montante de 40 bilhes de reais, de acordo com reportagem de Idiana Tomazelli, Fernando Nakagawa e Carla Arajo, O Estado de So Paulo desta quinta-feira. A previso est aqum dos dbitos financeiros que as entidades da relao apresentam, a comear pela Eletrobrs.

A Eletrobrs apresentada como detentora de uma dvida de 43,5 bilhes, mas lendo-se a matria de Fernando Torres, Vitria Mantoan e Camila Maia, edio do Valor, a estatal de energia apresenta contingncias na escala de 64 bilhes de reais. Assim os compradores em potencial tero de avaliar, no apenas a oscilao das aes inicialmente ocorridas na Bovespa, como a soma dos passivos existentes numa escala muito superior avaliao de mercado da empresa.

DISPUTAS JUDICIAIS – Existem tambm disputas judiciais que se elevam, segundo o Valor, a um total de 51 bilhes. A Eletrobrs informou em junho o contingenciamento de crditos que atingem seu sistema, mas este problema no o nico se focada na lente financeira a responsabilidade de mdio e longo prazo.

Existem outros problemas. Um deles a participao em sociedades de propsitos especficos, objeto de observaes tcnicas mais detalhadas. primeira vista os nmeros, para efeito de compra e venda de aes podem seduzir investidores sensveis ao impulso aparente voltado para o lucro a curto prazo. Na Bovespa os vendedores de aes em alta num dia so os mesmos compradores de tais aes em baixa nos dias seguintes. O mercado acionrio encontra-se sempre sujeito inevitavelmente a lances especulativos.

CONTROLE ACIONRIO – A questo, entretanto, no se esgota nesse plano. preciso considerar o problema do controle acionrio. A pulverizao pretendida das aes da Eletrobrs pode reduzir a participao estatal a menos de 49%. Porm isso no significa a perda do comando, uma vez que sempre improvvel uma unio de detentores minoritrios das aes, capaz de formar um bloco em torno da escala de 51%.

Coloca-se, assim, uma anlise bastante sensvel, que a que conduz ao raciocnio de que a participao estatal pode ser reduzida com a venda pulverizada das aes. Mas a pulverizao no ser suficiente para alterar a poltica que ser adotada depois do varejo dos ttulos comprados na Bolsa de Valores.

OUTRAS PRIVATIZAES – Um quadro que envolve a Eletrobrs, entretanto, no o mesmo que focaliza a concesso de aeroportos e, muito menos, a venda da Casa da Moeda. Quanto Casa da Moeda, deve se notar que ela representa um servio pblico, porm no se reveste do sentido de lucro financeiro. um caso parte, que certamente os especialistas do mercado havero de estudar e traduzir mais claramente a oferta menos aparente de sua eventual privatizao. A Casa da Moeda possui diversos clientes, dentre pases na Amrica do Sul. Uma questo parte. Mas uma entre tantas outras que se diluem quando aquecidas pela luz da realidade.

Agora mesmo o Congresso Nacional no debate sobre a reforma poltica chegou a considerar a hiptese de ser criado um Fundo Partidrio para Democracia, cujos recursos seriam fixados pela Comisso Mista de Oramento do Congresso Nacional.

A proposta igualou o recorde do absurdo. Uma comisso parlamentar mista avaliaria o percentual a ser distribudo pelas legendas partidrias. Incrvel. Absurdo total: uma Comisso Parlamentar seria investida de poderes prprios do Executivo. demais.

7 thoughts on “Governo quer arrecadar R$ 40 bilhes, mas s a Eletrobrs j deve R$ 64 bilhes

  1. Os responsveis, que levaram a Eletrobrs a essa situao difcil, deveriam ser presos, pegar priso perptua e ter todos os seus bens sequestrados.
    Quem levou a Eletrobrs s portas da falncia tem nome e sobre nome.

  2. Caro Nlio.

    Prender os criminosos NO PODE!
    Nesta terra de Avatar, onde as pedras flutuam no espao e a lei foi feita para proteger bandidos, os irresponsaveis quebram uma empresa e o que acontece a empresa ser desmanchada e eles promovidos.
    -Lembra-se da CEME – Central de Medicamentos?

  3. Para quem defende as privatizaes e, ingenuamente, acha que ter algo a ganhar sem que seja o comprador da empresa.

    Tribuna da Internet, 2007:

    “A CALAMIDADE DOS 8 ANOS E MAIS 4
    Devastao comandada por FHC, do distante 1995 ao presente 2007
    O governo FHC, que patrocina, divulga, empurra, privilegia Serra, e assusta com o possvel governo Lula, no mostra as suas prprias “faanhas” negativas. Fala incessantemente na maravilha do Brasil de hoje, exibe todo o OTIMISMO VAZIO de 8 anos, culpa com a mesma veemncia, o PESSIMISMO CRNICO dos adversrios.
    A realidade que se esconde por trs (e pela frente) da catstrofe FHC, precisa ser desmontada, no para favorecer Luiz Inacio Lula da Silva e sua eleio, e sim para que todos conheam o que foi feito, ou melhor, foi desfeito nos ltimos 8 anos. Com estes dados, o cidado-contribuinte-eleitor ter condies de duvidar antecipadamente dessa campanha ardilosa, perigosa, fraudada, falseada, fajutada, intitulada, TERO SAUDADES DE MIM. Quem tem saudades do caos, da catstrofe, do tumulto, da pobreza, do ENRIQUECIMENTO para fora e EMPOBRECIMENTO para dentro, encontrar aqui, a verdade sobre os 8 anos, de FHC.
    Todo o mrito a respeito do levantamento destes nmeros cabe ao jornalista e pesquisador, VANDERLEY PEQUENO TEIXEIRA e AGNCIA NOVAE. Ainda existe credibilidade, vontade, dignidade, independncia e esprito pblico para produzir e distribuir dados como os que esto a.
    O cidado-contribuinte-eleitor pode guard-los, emprest-los, copi-los, divulg-los, estud-los. S no poder contest-los. Esto acima de partidos, nomes, propaganda, marqueting, interesses ou ambies. Representam fatos, fatos, fatos, da lancinante ERA FHC.

    1 – O gs de cozinha subiu, nesse 8 anos, 472%.
    2 – A energia eltrica subiu, em 8 anos, 368%.
    3 – A tarifa de telefones fixos subiu, nos 8 anos, 3.700%.
    4 – gua e esgoto subiram, em 8 anos, 420%.
    5 – Transporte urbano subiu, nos ltimos 8 anos, 300%.
    6 – O dlar de US$ 0,80 cents, na edio do Plano real, chegou a mais de 3 reais, quase 4.
    7 – A dvida pblica de 62 bilhes, em 1995, foi deixada em 819 bilhes de reais.
    8 – Em 1994, nossa dvida externa era de US$ 148 bilhes. Nos ltimos quatro anos, pagamos 126 bilhes, 226 milhes e 800 mil. Assim mesmo ela no parou de crescer. Devemos, hoje, 235 bilhes de dlares.
    9 – O salrio mnimo, mesmo reajustado aima da mdia dos demais salrios, afasta-se cada vez mais dos mseros 100 dlares que foram prometidos por FHC.
    10 – Temos hoje 12 milhes de pessoas desempregadas.
    11 – Temos 53 milhes na indigncia.
    12 – Temos 21 milhes na misria.
    13 – S ns e a Guatemala temos um salrio mnimo to pequeno no continente, superados pela Nicargua, o Haiti, o Paraguai e demais vizinhos.
    14 – Este ano de 2003, estaremos enviando para o exterior 101 bilhes de reais como pagamento dos juros da dvida externa.
    15 – Essa dvida multiplicada a cada 12 meses.
    16 – As empresas pblicas privatizadas tm suas tarifas aumentadas muito acima da inflao, vrias vezes por ano, e o governo acabou de ressarci-las daquilo que no faturaram com o racionamento, por responsabilidade do prprio governo, nos ltimos 8 anos. De FHC, claro.
    17 – Todos ns pagamos obrigatoriamente a CPMF, mas quem especula na bolsa de valores est isento, nacionais e estrangeiros.
    18 – Os bancos receberam auxlio do PROER mas o cidado comum quando no pode pagar suas contas tem o nome no SPC, Serasa, as contas de luz, gua e telefone cortadas, e pode ter sua casa tomada se for dbito do IPTU.
    19 – Os bancos obtiveram lucro de bilhes de dlares, no primeiro semestre.
    20 – O cheque especial cobra juros de mais 200% ao ano.

    Um lembrete e um esclarecimento: tudo o que est aqui, representa aquilo que atinge DIRETAMENTE o cidado-contribuinte-eleitor, diariamente. Multipliquem por quantas vezes quiserem, e ento vai aparecer o terrvel retrato digital, INDIRETO, da impressionante mistificao de FHC e sua equipe econmica.
    Com destaque para FHC em todos os quesitos. Ele o porta-bandeira dessa Era FHC, como ele mesmo chama desde o incio. Nem h como negar. No ditatorialssimo regime brasileiro, o presidente pode tudo. At mesmo tentar se esconder ou se refugiar, sem sucesso. Basta examin-lo.

    PS – Tudo o que est a, a herana de FHC. Mas podem acrescentar os “novos” 4 anos de Lula, comeando hoje. Exatamente como FHC. E com Lula assimilando e assumindo toda a desgraa deixada por FHC.”

    De l para c o Lula apenas deram prosseguimento roubalheira…
    Abraos.

  4. A verdade que o legislativo brasileiro est no controle do poder e pode fazer o que bem desejar, com o mote de “que para melhorar o Brasil”, na verdade trata-se de pilhagem pura e simples, esto a lotear o pas, a venda das hidreltricas seria considerado um crime h algum tempo, vejamos, nos Estados Unidos, bero do capitalismo financeiro, quem controla a gerao de energia o governo central, considerado setor estratgico, controlado pelo Department of Energy, uma rea sensvel, que financiada pelo emprstimo compulsrio do nosso dinheiro, que atua em todo o territrio nacional, trazendo energia para o lugares mais remotos, imagine uma empresa privada na gesto dessas hidreltricas, s vai atuar onde haja retorno financeiro. A entrega, provavelmente a preo de banana, por obras de custo astronmico sem contar com o superfaturamento outro atentado aos contribuintes. E ento, vender a casa da Moeda outro delrio opiceo, ser que vamos voltar a depender da Casa Thomas de La Rue? Imagino que seria mais prudente entregar o monoplio de produo das cdulas e moedas ao controle do traficantes, eles tem capital para manter e de quebra vo dar sossego Polcia Federal, no tendo que falsificar cdulas de Real alm de serem da mesma laia do legislativo e do judicirio desse pas moribundo, e a entrega das reservas minerais o que tem de pior nesse loteamento do pas, alm de minrios estratgicos, temos a biodiversidade que agora vai sair sem ser por contrabando, o potencial da flora em produzir frmacos incalculvel, e o Presidente vai entregar na bandeja. Estamos correndo velozmente para trs, logo seremos colnia de explorao de alguma corporao estrangeira.

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