Governo quer que Pazuello assine mudança no protocolo para depois escolher novo ministro da Saúde

Ministros da ala militar avaliam ser um perigo a decisão 

Andréia Sadi
G1

Com a saída de Nelson Teich, o discurso no Palácio do Planalto é de que Jair Bolsonaro deve manter o general Eduardo Pazuello interino por um tempo para que o presidente escolha sem “açodamento” o novo ministro da Saúde.

Nos bastidores, porém, auxiliares do presidente admitem que a ideia é que Pazuello assine a mudança no protocolo da cloroquina — como quer Bolsonaro — pois o governo tem sido alertado de que nenhum médico de renome concordará com a ideia.

QUESTIONAMENTO  – O protocolo deve ser questionado judicialmente. E se algum médico assinar pode responder no banco do conselho, segundo o blog apurou com especialistas da área da Saúde.

Ministros da ala militar — que defendem que Pazuello fique como secretário-executivo — foram procurados por parlamentares que avaliam ser um perigo a decisão de mudança de protocolo.

SEM BASE CIENTÍFICA – Além do risco para a saúde da população, afirmam que a decisão vai prejudicar a imagem das Forças Armadas, se um militar assinar uma mudança sem base científica; e agravar o ambiente político para o presidente no Congresso. Mesmo assim, Bolsonaro quer seguir adiante com a cloroquina. Enquanto isso, o governo diz que procura um médico que “aguente a pressão” do cargo.

7 thoughts on “Governo quer que Pazuello assine mudança no protocolo para depois escolher novo ministro da Saúde

  1. A Dra. Nise Yamaguchi disse ontem em entrevista, fosse ela a ministra da saúde, assinaria. Mas se o general assinar, melhor será para o profissional que assumir a pasta depois.

  2. Parem de bancar médico. Se querem gozar das prerrogativas de um médico, façam Medicina. O comportamento do Bolsonaro é irresponsável e criminoso. Ouçam os médicos – eles são supostamente os experts no assunto. Antigamente se chamava a esse comportamento de cavalice, depois mudaram para burrice, atualmente chamamos de idiotia. Basta de idiotas na presidência!

  3. Comunista não entende de liberdade, entendem de ditar regras que retiram a possibilidade de escolha. Já foi repetido, o protocolo exige a assinatura do paciente. Portanto, é um direito do paciente, ninguém será obrigado a usar o medicamento. Mas, este câncer, chamado esquerda continua com o discurso autoritário de que ninguém possa usar a cloroquina, a não ser os seus amiguinhos. Ninguém aguenta mais esta esquerda, acho que este será o ponto de inflexão.

  4. Boa noite , leitores(as):

    Senhores Eliel , Carlos Newton e Marcelo Copelli , acontece que quando a Dra. Nise Yamaguchi e outros profissionais foram instados na frente do Presidente Jair Bolsonaro e de várias testemunhas pelo então Ministro da saúde Mandeta a provarem sua tese quanto a eficácia da cloroquina , com dados técnicos/científicos , eles pura e simplesmente tiraram o corpo foro para não deixarem suas digitais , agora o Presidente Jair Bolsonaro é indicar um militar se preste ao papel de ” LACAIO ” para alterar e mudar criminosamente os protocolos que regem a matéria .

  5. Alguém sem ser médico, como o general Pazuello, poderia legalmente assinar critérios técnicos como protocolos médicos? Em caso dessa assinatura qual será a posição do CRM diante desse exercício ilegal da medicina?

  6. KKK o boçal pôs um militar para cumprir ordens, mesmo elas vindas de um subalterno. Mas difícil mesmo é entender um militar não-médico receitando ou aconselhando o uso ou não de remédios. Só nestes tempos loucos da pandemia que se vê tal tipo de coisas acontecerem.

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