Governo sofre tripla derrota: decreto de armas, órgãos colegiados e Previdência

Rodrigo Maia acha que mais na frente pode haver mudança. Será?

Deu no Estadão

O presidente Jair Bolsonaro viu três de suas principais medidas neste início de governo ameaçadas nesta quarta-feira, dia 12. No Senado, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou projetos para derrubar o decreto de armas. Enquanto isso, no Supremo Tribunal Federal (STF), a maioria dos ministros decidiu suspender ao menos parte do decreto do governo Bolsonaro que prevê a extinção de órgãos colegiados como conselhos, da administração pública federal. E também saiu perdendo na proposta da reforma da Previdência.

ESTADOS E MUNICÍPIOS – O relator da PEC na Câmara, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), retirou Estados e municípios do seu relatório, o que reduz a economia prevista pelo Ministro da Economia, Paulo Guedes.

No Senado, a Comissão de Constituição e Justiça rejeitou um relatório favorável ao decreto das armas assinado pelo presidente Bolsonaro. Parlamentares contrários queriam levar o tema para plenário no mesmo dia, calculando que havia votos para impor uma derrota ao governo. Após acordo, no entanto, a análise ficou para a próxima terça-feira, dia 18.

O prazo dá mais tempo para o governo buscar votos, já que a votação na CCJ sinalizou ambiente para cancelar o decreto presidencial. Depois do Senado, os projetos ainda precisam passar pela Câmara.

REFORMA DA PREVIDÊNCIA – O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), confirmou que o relatório da reforma da Previdência não vai incluir as regras para o funcionalismo público de Estados e municípios. O texto deve ser apresentado na quinta-feira, 13. “Mas temos até julho para construir acordo para que eles sejam reincluídos”, disse.

Segundo ele, hoje não há votos para que o relator mantenha em seu texto o sistema de capitalização, como previsto pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. Maia sinalizou, no entanto, que esse tema ainda deve ser debatido e não está totalmente descartado.

Pela proposta enviada ao Congresso, as novas regras para os servidores públicos federais também valeriam para Estados e municípios – no caso de policiais militares e bombeiros, as exigências seriam atreladas às das Forças Armadas. Isso representa um alívio de R$ 330 bilhões em dez anos para os Estados e de R$ 170,8 bilhões para os municípios.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Se tivesse havido uma auditoria da Previdência, a reforma chegaria ao Congresso já mastigada, porque seria fruto de consenso técnico e os parlamentares apenas dariam a versão política, digamos assim. Do jeito que o tirânico Paulo Guedes fez, querendo empurrar a reforma pela goela, com dados sob sigilo, o projeto ficou tão confuso e injusto que não há como aprová-lo. (C.N.)

7 thoughts on “Governo sofre tripla derrota: decreto de armas, órgãos colegiados e Previdência

  1. O problema que os dois outros poderes estão nas mãos de quem todos sabemos quem são: tutti buona gente. Assim fica difícil para o cidadão de bem ter alguma chance com ela.

    Será muito muito difícil colocar este país nos trilhos do progresso e da honestidade na máquina pública como pretende este governo.

    Gente de bem aqui neste nunca teve chance com essa bandidagem que tomou conta dos poderes da nação e isso não é de hoje.

  2. A Jovem Pan faz campanha que diz que apoia a Reforma da Previdência e coloca empresários falando como isto irá salvar o Brasil. Porém qualquer decisão contrária dizem que o Bolsonaro perdeu. Se o projeto é para salvar o Brasil então por que dizem que o Governo perdeu?
    QUEM PERDEU É O BRASIL. QUEM PERDEU FOI POVO BRASILEIRO.

  3. .
    13 de Junho de 2019.
    ASSUNTO / ARMAMENTO .

    Capitão Augusto (PR-SP), tem que incluir no pacote anticrime . a entrega da posse de arma pela família do proprietário já falecido . pois a família não pode ficar com a posse da arma no nome do falecido . obs: quando o proprietário da arma registrada morrer ou qualquer cidadão brasileiro . o hospital tem que comunicar a policia para checar se o mesmo possui arma no sistema nacional . para que seja apreendida pela policia . só assim essa arma não vai para mão errada . obs: serão centenas de armas recolhida por dia .
    obs: a responsabilidade e do estado ou da união em recolher essa arma .

  4. Porquê não se aproveitou o projeto de reforma mandado pelo Temer, já era meio caminho andado, mas ligar com gênios dá nisto aí, tem certeza de que todos nós somos idiotas e, idiotas como somos temos que aceitar as “genialidades” criadas pelos gênios.

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