Governo tem ataque de bom-senso e desiste da privatização dos outros aeroportos

Carlos Newton

As trapalhadas com a privatização dos três aeroportos (leia a matéria abaixo) foram tão graves que o governo imediatamente desistiu de privatizar os outros. Logo após os leilões, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, se apressou em anunciar que a concessão à iniciativa privada de outros aeroportos está descartada.

Mantega negou que o governo pretenda privatizar os aeroportos internacionais do Rio de Janeiro (Galeão-Tom Jobim) e de Confins, em Minas Gerais. O ministro também assegurou que não está em estudo a transferência de aeroportos regionais para estados e municípios. “Vamos consolidar aquilo que está sendo feito”, justificou.

O ministro descartou ainda a possibilidade de os R$ 24,5 bilhões obtidos pelo governo no leilão de outorgas dos aeroportos de Brasília, Guarulhos e Campinas serem usados para reforçar o superávit primário, que é a economia de recursos que o governo faz para pagar os juros da dívida pública. Apesar de, em tese, o dinheiro poder ser empregado na ampliação do esforço fiscal, o ministro garantiu que os recursos financiarão investimentos nos terminais aéreos do país nos próximos anos.

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