Governo vai gastar R$ 5,6 milhões com carros para Bolsonaro e Mourão

Governo vai comprar 30 carros para a escolta em 2019

Luiz Felipe Barbiéri,
Delis Ortiz
e João Netto
G1/TV Globo

O Gabinete de Segurança Institucional (GSI) abriu concorrência para renovar a frota de veículos que fazem a escolta do presidente e do vice-presidente da República. Serão adquiridos 30 carros, dos quais 12 blindados. O edital foi publicado na edição da última quinta-feira, dia 8, do “Diário Oficial da União”. O pregão eletrônico será realizado no próximo dia 21, às 9h30. Os carros farão a escolta do presidente eleito, Jair Bolsonaro, e do vice, general Hamilton Mourão, a partir de 2019.

Serão licitações com diferentes requisitos porque são requeridos carros com níveis diferentes de blindagem. O nível III, por exemplo, é o que resiste a fuzil. O ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Sérgio Etchegoyen, afirmou que a decisão de “redimensionar” a segurança do presidente e do vice foi tomada em razão do atentado sofrido por Bolsonaro durante a campanha eleitoral e por “ameaças” à integridade do presidente eleito.

CIRCUNSTÂNCIAS ESPECIAIS – “O GSI trabalha para redimensionar a estrutura da segurança, tendo em conta as circunstâncias especiais do presidente eleito, que já sofreu atentado e segue sofrendo ameaças à sua integridade física. Os padrões de segurança estabelecidos se estenderão ao vice presidente eleito, General Hamilton Mourão”, afirmou Etchegoyen.

A licitação estabelece a compra de 30 automóveis. O valor estimado é de R$ 5,6 milhões. Os veículos ficarão sob administração do Departamento de Segurança Presidencial. O edital determina que 12 desses 30 carros sejam blindados, do tipo executivo e com características mistas: escolta e policial. A blindagem permite proteção contra tiros de submetralhadores e pistolas 9 milímetros. Outros 18 veículos do mesmo modelo e marca, mas sem blindagem, também serão adquiridos no processo licitatório.

Além de Brasília, os veículos ficarão disponíveis em outros estados, como Rio de Janeiro, para fazer a segurança do presidente em caso de viagens. Atualmente, a escolta do presidente é formada por carros modelo Chevrolet Ômega e Ford Edge. Os carros da Ford foram adquiridos em 2011, durante o governo Dilma Rousseff. Na oportunidade, a administração federal pagou R$ 1,76 milhão por 12 Edges, 10 dos quais blindados.

EDITAL – “O Departamento de Segurança Presidencial (DSEG) da Secretaria de Segurança e Coordenação Presidencial, tem como missão zelar, assegurado o exercício do poder de polícia, pela segurança pessoal do Presidente da República (PR), do Vice-Presidente da República (VPR) e respectivos familiares, dos titulares dos órgãos essenciais da Presidência da República e de outras autoridades ou personalidades, quando determinado pelo Presidente da República, bem como pela segurança dos palácios presidenciais e das residências do Presidente da República e do Vice-Presidente da República”, diz um trecho do edital, como justificativa para a renovação da frota.

Segundo o documento, a “cápsula presidencial” é composta de cinco carros de mesma marca, modelo e cor, para evitar que o presidente e o vice sejam identificados durante os deslocamentos. O edital determina que os veículos devem ser fabricados por montadoras que têm concessionárias regularmente instaladas no país e apresenta como referência características dos modelos Ford Fusion, Honda Accord, Toyota Camry ou Hyundai Azera.

12 thoughts on “Governo vai gastar R$ 5,6 milhões com carros para Bolsonaro e Mourão

  1. -CERTÍSSIMO!
    Agora, o que não está certo é isto:

    “As despesas com seguranças, assessores, diárias, passagens, carros oficiais e cartões corporativos de ex-presidentes da República já somam R$ 36 milhões, em valores atualizados pela inflação, desde 1999. O maior gasto em um ano foi feito por Dilma Rousseff (PT) em 2017 – R$ 1,4 milhão. Fernando Collor, atual senador pelo PTC, acumulou o valor que recebeu como ex-presidente durante 11 anos – R$ 8,3 milhões – com os benefícios e mordomias do Senado Federal, que incluem cerca de 80 assessores. Nesse período, ele usou R$ 3,1 milhões da cota para exercício do mandato, o “cotão”.

    Os maiores gastos de Dilma foram com diárias e passagens para assessores, um total de R$ 850 mil no ano passado. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem um gasto médio de R$ 1 milhão por ano, como mostrou reportagem publicada no último dia 5 por este blog. Foram R$ 7 milhões destinados ao petista desde 2011. O ano de maior gastança de Lula foi 2014, com R$ 1,24 milhão, sendo R$ 750 mil com passagens e diárias. Essas despesas já somam R$ 4 milhões desde que ele deixou a Presidência.

    No dia 23 de janeiro, véspera do julgamento no Tribunal Regional Federal da 4ª Região, Lula chegou ao comício em Porto Alegre numa comitiva de quatro carros de luxo e vários seguranças (foto abaixo). A assessoria do ex-presidente afirmou à reportagem que as despesas com os carros foram pagas pelo Partido dos Trabalhadores. E acrescentou que o Lula “costuma estar acompanhado em atos públicos dos seguranças que a lei define que devem acompanhar ex-presidentes da República”.
    (Gazeta do Povo).

    -E bandido com segurança?
    -Pode, Luiz Felipe?

    https://oglobo.globo.com/brasil/tribunal-restabelece-direito-seguranca-motorista-assessores-ao-ex-presidente-lula-22729634

    • Pode. Sob o teto da república 171 do golpismo ditatorial, do partidarismo eleitoral e dos seus tentáculos, velhaco$, o andar de cima pode tudo, vale tudo, até dançar homem com homem e mulher com mulher, ao contrário do que cantou o Tim. Vc só não pode ser preto, pobre, prostituta e nem petista, senão dá cadeia, cana brava.

  2. Nos States os ex-presidentes têm segurança provida pelo governo por motivos óbvios: segredos militares de que passa a ter conhecimento ao assumir o posto, perigo de vingança por parte de grupos terroristas islâmicos, etc.
    No Brasil até o Lula prisioneiro em Curitiba tem segurança, assessores e chauffeu. A Anta-Poste também tem as mesmas regalias.
    Isso é deboche, escárnio com o povo. E tem que acabar. No caso do Bolsonaro é necessidade.

  3. Santa farsa! Se o cara cultua um deus onipotente, onisciente e onipresente: para que recorrer a aparados mundanos pra se guarnecer? Ou a fé dele é falsa?

  4. Está blindagem resiste a um tiro de .50? É um tiro de Bazuca, que se ver todos os dias nos morros. E a segurança do Sérgio Moro, como vai ser, considerando que também é um alvo preferencial?

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