Governo vai reduzir a aposentadoria dos militares e não se sabe qual será a reação

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Charge do Nani (nanihumor.com)

Carlos Newton

Apesar das insistentes advertências dos comandantes das Forças Armadas, o governo resolveu mesmo alterar o sistema de aposentadoria dos militares. Demonstrando uma inabilidade inacreditável, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, aproveitou justamente a cerimônia de promoção de 61 militares da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, nesta quinta-feira (dia 6), para anunciar que em maio pretende enviar ao Congresso a proposta de mudanças no sistema previdenciário dos militares. E adiantou que as mudanças previstas no regime ao qual estão submetidos os militares trarão ajustes em três aspectos essenciais: idade mínima para se aposentar, tempo de serviço e o valor da contribuição.

Oportuna reportagem de Gustavo Aguiar, do site G1, que esteve presente à cerimônia em Brasília, revela que Jungmann justificou as mudanças afirmando que o militares não querem privilégios. “O que o militar quer é o reconhecimento da sua especificidade, da sua peculiaridade”, assinalou.

EXÉRCITO – O fato concreto é que o posicionamento do ministro da Defesa atropela as declarações dos comandantes das Forças Armadas. Em 17 de fevereiro, o general Eduardo Villas Bôas, do Exército, manifestou concordância com o aumento da idade mínima para aposentadoria do militar, mas ressalvou:

“Ninguém aqui quer pressionar o governo, mas, se somos colocados no regime da previdência, abriremos margem para que os militares reivindiquem oito horas de trabalho. Isso vai descaracterizar e inviabilizar a profissão militar”. E acrescentou:

“A União não nos dá nada. No caso dos demais servidores, a parcela da União pode chegar a 22%. Mas é feito um jogo de informações. Devemos tratar o assunto sem paixões. As despesas dos militares inativos estão no orçamento fiscal. Não impactam as contas da Previdência. Até 2015, estavam no orçamento da Seguridade Social”.

AERONÁUTICA – Já o brigadeiro Nivaldo Luiz Rossato, comandante da Aeronáutica, vinha afirmando que os militares estão em uma situação econômica bem inferior aos demais servidores, pelo fato de a carreira ser atualmente a de menores proventos entre todas as categorias de servidores federais.

“Além disso, a reforma realizada em 2001 alterou significativamente as projeções de custos do sistema de proteção social das Forças Armadas. Houve supressão das pensões para as filhas, do adicional por tempo de serviço, do direito a contribuir para pensão militar de dois postos acima, do acúmulo de duas pensões militares, do ganho de proventos de um posto acima na inatividade, da licença especial, do auxílio-moradia e também da contagem do tempo de serviço em dobro no caso de licença especial não gozada. Em consequência, um militar que foi para a reserva em 2016 recebe vencimentos menores que os de um militar do mesmo posto que foi para a reserva antes de 2001. No caso de um militar que ingressou após 2001, então, a diferença será ainda maior”, assinalou.

MARINHA – Por mera coincidência, na mesma semana, o comandante da Marinha, almirante Eduardo Bacelar Ferreira, afirmou que “a preservação do sistema de proteção social dos militares não se destina a favorecer uma classe em detrimento da sociedade brasileira, como vem sendo rotineiramente e, por vezes, de maneira superficial, veiculado pela mídia. Tem por finalidade contribuir para a segurança do país, tendo em vista que, para o cumprimento da missão constitucional que é atribuída às Forças Armadas, os militares não são amparados por direitos trabalhistas e remuneratórios previstos para os demais segmentos da sociedade. Assim, é imprescindível que a família do militar esteja devidamente protegida por um responsável arcabouço legal e social”.

FOI COMBINADO? – Essa questão da previdência das Forças Armadas é delicadíssima. Será que o governo combinou com os comandantes essas alterações no sistema de aposentadoria dos militares? Na entrevista a Gustavo Aguiar, o próprio ministro Jungmann disse que não há superaposentadorias de militares. “Você sabe quanto é que o general com 40 anos de serviço, 4 estrelas, com a responsabilidade que ele tem, com o nível de mestrado e doutorado, ganha líquido? Pouco mais de R$ 14 mil. É o inicial de outras carreiras”.

Apesar dessa faixa salarial reduzida, um estudo apresentado pela Comissão de Orçamento da Câmara mostra que as aposentadorias de militares representam 44,8% do atual déficit da Previdência referente aos servidores da União, porque os eles representam um terço dos funcionários federais.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Bem, todo cuidado é pouco. Segundo o comandante do Exército, existe uma grande insatisfação. Em diversos Estados, os policiais militares recebendo remuneração superior à dos integrantes das Forças Armadas. Esse fato é inaceitável e exibe a esculhambação institucional em que vive este país. Aliás, repetindo Francelino Pereira e Renato Russo, que país é esse? (C.N.)

16 thoughts on “Governo vai reduzir a aposentadoria dos militares e não se sabe qual será a reação

  1. Uma nova canção do exílio :

    No texto, não por acaso, os adolescentes escolhem repetir uma das frases da obra original de Gonçalves Dias: “Não permita Deus que eu morra”.

    “Minha terra é a Penha, o medo mora aqui. Todo dia chega a notícia que morreu mais um ali. Nossas casas perfuradas pelas balas que atingiu (sic). Corações cheios de medo do polícia que surgiu. Se cismar em sair à noite, já não posso mais. Pelo risco de morrer e não voltar para os meus pais. Minha terra tem horrores que não encontro em outro lugar. A falta de segurança é tão grande, que mal posso relaxar. ‘Não permita Deus que eu morra’, antes de sair deste lugar. Me leve para um lugar tranquilo, onde canta o sabiá”, escreveram os estudantes.

    • “Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
      Perdeste o senso!” E eu vos direi, no entanto,
      Que, para ouvi-las, muita vez desperto
      E abro as janelas, pálido de espanto…
      Pelo barulho das balas por todo canto.

  2. Não acredito!

    A canalha classe política, sabe que sua casa não caiu ainda, devido a omissão das forças armadas.
    Se mexerem no bolso dos fardados vão levar o troco.
    Alterações em maio é conversa de pimpinela, é só aguardar a memória falhar e fica tudo como estava dantes.
    Não entro no mérito da questão, um regime diferenciado ou como a de todo trabalhador; É complexo!
    Torço que alterem, talvez quem sabe seja a gota d’água que acabe com a pachorra dos militares e a abertura dos horizontes para o Brasil.
    Se não por patriotismo que seja pelo vil metal!

    sanconiaton

  3. Temos de tomar cuidado com as últimas notícias sobre esta reforma da previdência, dizem que vão flexibilizar e agora mexer com os militares.

    Com relação a citada flexibilização não está nada claro o que seria isso.

    Onde estão os detalhes? Está tudo muito obscuro.

    Podem estar querendo esfriar os movimentos contrários à reforma.

    Precisa explicar claramente o que vai ser retirado ou melhorado nas aposentadorias e
    pensões.

  4. Além de tudo o já processado e também indiciado ministro é mentiroso. Um professor já com doutorado começa com cerca de R$ 8.500,00 e além de não receber por seus estudos eles não contam para a aposentadoria…. Esperar o que de um especialista nisso e naquilo que nunca se formou em nada…..

  5. Os militares constituem uma categoria especial em todas as sociedades porque eles estão sempre na linha de frente de todos os acontecimentos em que a sociedade precisa de segurança, além de terem de estar disponíveis 24 horas por dia, sempre prontos para o combate. Não sou militar mas sempre reconheci essa característica que os difere de todo o restante da sociedade. Respeitem e reconheçam os militares!

  6. Os militares deveriam aceitar o sacrifício. Com uma condição: acabar com as mordomias e desigualdade em toda a nação! Reduzam os cargos dos apadrinhados, despeçam as mães e cunhados; reduzam o número de senadores e deputados; acabem com o foro privilegiado; proíbam abusos das autoridades e punam de verdade os infratores; e, finalmente, deem aos brasileiros o sentimento de ser da terra os senhores. Ah, sim, ia esquecendo, acabem com essa frescura de se tratarem de doutores.

  7. Sapo de Toga,

    Esta é a questão crucial, o aumento de tempo sobre as aposentadorias de várias categorias de trabalhadores, e nada referente à forma como o Legislativo irá colaborar com este caos previdenciário, conforme alegações do governo.

    Civis, militares, terão de trabalhar mais, e quanto aos parlamentares vagabundos, ladrões, inúteis, perdulários, corruptos e desonestos, fica assim mesmo?

    Aposentam-se parcialmente com dois anos de “contribuição” e integralmente com apenas um mandato, quatro anos, enquanto que deveremos nos aposentar somente aos 65 depois de 49 anos no batente?!

    Temer comeu cogumelo estragado?

    Deputados e senadores que aprovarem esta lei, que aguardem a reação do povo e muito bem protegidos, pois paciência tem limite!

    Um abraço.

  8. E diante de tudo que vem ocorrendo, ao longo dos últimos anos, o que pensam os brasileiros sobre as forças armadas?
    – Uma parcela enorme, por ignorância, acha que seriam dispensáveis. Afinal, não entramos e não entraremos em guerras;
    – Outra parcela, ligada as forças da “esquerda filosófica, odeia os militares e se pudessem os “desmilitarizariam”;
    – Mais outra parcela acha que são “inúteis, mamadores de recursos públicos, filhos de papais/mamães ricaços”. Escolheram e ingressam para se promovem e terem empregos pela vida toda, sem fazer nada;
    – Já parcela minoritária, atualmente conhecia como a dos “golpistas da democracia”, denunciam e lhes cobram que não estão cumprindo com seus deveres constitucionais. Dizem que o país está atolado na lama, por omissão deles.
    Puxa, assim, somente os próprios militares, se julgam importantes e necessários ao país. Já, na opinião da maioria do povo brasileiro, são dispensáveis e só geram gastos: recursos poderiam ir para a saúde, educação, etc, etc, etc.
    Quem sabe, diante desta realidade pensativa da sociedade brasileira, para diminuir despesas, elimina-se as forças armadas?
    De todas nossas instituições públicas privadas, mas de todas mesmo, a única que ainda se mantem viva e com atuação pautada na retidão de seus propósitos e em defesa de princípios verdadeiros, são as forças armadas.
    E é nas forças amadas, que os brasileiros de verdade, depositam suas esperanças para garantia da democracia e do estado de direito.
    Até pode parecer piada, mas não será incluso no concurso de “piada do ano” da TI.
    Fallavena

  9. Fallavena,

    Há um propósito definido para desqualificar as FFAA.

    Existem objetivos evidentes para enxovalhar a instituição, haja vista o momento que estamos vivendo, em confronto absoluto com uma democracia relativa e a gosto de uns e outros, em detrimento da verdadeira e legítima liberdade do cidadão, inclusive de escolher o candidato que mais atenderia as suas reivindicações.

    Há uma orquestração em andamento para jogar contra a população os interesses dos militares com relação à aposentadoria, menos debates onde o maior questionamento seria e o Legislativo?

    Como será a aposentadoria dos parlamentares?

    Contribuirão com quanto e por quanto tempo?

    Pois essas indagações são segredos mantidos a sete chaves, indevassáveis.

    Certamente pelo fato de que o parlamento é corrupto e desonesto, que deputado e senador são sinônimos de ladrão, a campanha contra as FFAA tem o condão de afastar dos holofotes o comportamento abjeto dos políticos, e oferecer o corporativismo dos militares no caso previdenciário como contraponto à admiração que a população nutre pelo soldado.

    Um abraço.

    • Bendl
      Tens razão e também entendo assim. Aliás, todas as instituições foram atacadas pelas “taras petistas”. A família, certamente, foi a mais atacada de todas.
      Em relação a aposentadorias, enviei posição a alguns deputados/senadores, principalmente para chamar a atenção de dois detalhes:
      – as diferenças com que são tratados trabalhadores privados e servidores públicos;
      – as discordâncias entre defensores/opositores da reforma previdenciária devem ser muito bem analisadas. Particularmente, acho que existem exageros e desinformações sérias e que podem levar as gerações atuais e as futuras ao fundo do poo.
      Uma das sugestões, diante de um não acerto e de acordos “indesejáveis”, seria:
      – que o governo apresente suas propostas e que os opositores apresentem a sua;
      – sem acordo que garanta os fundamentos da previdência, haja um plebiscito com voto aberto, identificado;
      – que a proposta escolhida seja assumida, INTEGRALMENTE;
      – que aqueles que tiverem sua proposta aprovada, assumam a responsabilidade pelos futuros resultados;
      E para completar, que a gestão/administração da previdência seja feita através de órgão constituído de forma paritária, com representação da sociedade e dos governos. Também indiquei detalhamento de como poderá se dar a composição, indicados, responsabilidades e tudo mais.
      É muito fácil fazer acordos, defender privilégios e combater co mentiras, independentemente do lado em que estejam.
      Foram algumas afirmações corporativas e politiqueiras que me levaram a formular o documento.
      Esta na hora de cada um, DEVIDAMENTE IDENTIFICADO, defender suas opiniões e RESPONSABILIZAR-SE pelo que possa acontecer amanhã.
      É impossível que um tema tão importante e que mexerá com a vida de milhões de brasileiros, seja tratado como um disputa de cores e de beleza.
      Da mesma forma, a CPI aprovada deve merecer tratamento de choque, para não virar pizza ou distúrbio estomacal.
      Deu para entender a intenção?
      Um forte abraço e muita saúde.
      Fallavena

  10. O tal Ministro esqueceu que eu pago minha pensão mesmo na reserva se por acaso viver até 100 anos serão até a morte descontando de meu salário!!!

  11. Fallavena,

    Imorais e corruptos, incompetentes e irresponsáveis, se arvoram o direito de alterar a tua vida!

    A deles, de ladrões, é simplesmente “imexível”.

    O problema é que sabemos a razão peça qual a reforma da previdência se tornou de uma hora para outra tão importante, desmascarando a intenção que se trata de garantir aposentadorias e pensões no futuro.

    A verdade incontestável e indiscutível é que falta dinheiro para as falcatruas, salários milionários, penduricalhos imorais e ilegais!

    Antes, as estatais eram a fonte que alimentava apetites gananciosos, e havia dinheiro em profusão, e como roubaram!

    Mediante um governo medíocre, nefasto e nocivo, corrupto e incompetente, que foi o PT, as fontes se exauriram após uma voracidade jamais vista, tipo uma nuvem de gafanhotos que arrasa plantações inteiras.

    Temer, imbecil e idiota, apenas protegendo seus cúmplices de não serem presos pela Lava-Jato, e cuidando da política deletéria e abjeta que nos caracteriza neste particular, se viu pelado, nu e de mão no bolso, sem dinheiro, sem como atender às pressões por dinheiro, sempre dinheiro, cada vez mais dinheiro!

    Restou a mina cujo veio ora diminui ora se mostra exuberante, a Previdência!

    Mas, assim como a Petrobrás, ela sozinha não consegue atender a demanda dos ladrões, que querem sempre mais, então a solução encontrada e porque aumentar impostos com esta recessão seria suicídio, Temer quer que trabalhemos mais, quer que contribuamos mais com a Previdência, crescendo a sua arrecadação e consequentemente possibilitando que a sua distribuição se dê de acordo às exigências partidárias!

    A reforma é um engodo, uma distração para o povo ter o que discutir, e deixar de pensar no desemprego, na inadimplência, no Brasil estagnado;
    Trata-se de não nos determos na inutilidade deste parlamento corrupto e desonesto, e não se questionar o governo sobre os motivos pelos quais nada faz com relação à economia, aos juros exorbitantes, que esmagam a população que, desesperada, constata que não sabe sequer o dia de amanhã!

    Apenas sabemos um detalhe, de suma importância e definitivo:
    Se quisermos reaver a esperança, algo típico dos brasileiros que foi roubada também, o Legislativo deve fechar para REFORMAS e, o Planalto, sofrer uma intervenção, de modo que o povo deixe de ser roubado e tenha fé no futuro, pois com esta gentalha no comando do país nem mel nem porongo!

    Após seis meses, um ano, com novas delimitações e regras definidas para os parlamentares, novas eleições, sem repetições no cargo para todos, mandatos de quatro anos indistintamente, salários demarcados previamente e sem mais alcançar ao Congresso meios que se conceda reajustes, muito menos aprovar que os outros poderes possam ter aumentos de salários.

    Eliminar-se-ão as indenizações pessoais, penduricalhos extintos, e se quiser ser parlamentar deverá viver com o salário estipulado, no máximo vinte vezes o salário mínimo.

    O teto nacional será trinta vezes o salário, concedido aos ministros dos tribunais superiores, e não adianta recorrerem à Justiça alegando direito adquirido, pois as reformas incluirão todos os poderes!

    Quem não se contentar e aceitar, bye bye!

    Um abraço, Fallavena.
    Saúde e paz.

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