Governos precisam se unir para evitar essa sucessão de tragédias urbanas no país

Enchentes na região serrana do Rio de Janeiro

Esta imagem tornou-se rotineira na região serrana do Rio de Janeiro

Pedro do Coutto

O governo federal e os governos estaduais e municipais precisam se unir e reunir no sentido de evitar, na medida do possível, a sucessão de tragédias urbanas decorrentes das chuvas que desabam nas áreas de risco e produzem inundações constantes a cada episódio, enchendo de dor e tristeza as populações de modo geral.

Claro que as comunidades de populações de baixa renda são as mais afetadas, sobretudo porque se localizam tradicionais áreas de risco que não vêm resistindo às enchentes e a força das águas.

SEM PLANEJAMENTO – O fato de os planejamentos urbanos não terem se revelado eficazes não deve ser argumento para que os dirigentes atuais não façam nada, não tomando as medidas mais simples possíveis para inverter o calendário das tempestades.

É verdade que os habitantes dessas áreas não possam ser removidos, restringindo-se a remoção a casos evidentes e extremos. Mas a partir desse ponto podem ser traçados planos capazes de fornecer alguma proteção maior do que aquela existente hoje. Na verdade, faltam investimentos em infraestrutura e também vontade de trabalhar dentro do contexto inexorável da realidade. 

Os governos, de modo geral, precisam realizar levantamentos sobre todas as situações urbanas e se entrosar no sentido de identificar quais medidas possam ser tomadas, capazes de promover um socorro imediato exigido pelas situações de carência e de falta de saneamento. O saneamento inclusive é fundamental para reduzir além dos riscos materiais e também contribuir para melhorar, de alguma forma as condições sanitárias com reflexo na saúde. 

RECENSEAMENTO – A responsabilidade para resgatar a inação é de todos os administradores públicos, sejam federais, estaduais e municipais. Sabe-se que faltam verbas. O planejamento para enfrentar esta questão é essencial e nada difícil de se identificar. Basta realizar-se uma espécie de censo das áreas mais arriscadas e de vulnerabilidade maior às forças das águas. Devem sentar-se à mesa  em torno de um projeto geral e voltado para garantir as condições dignas de vida. A partir daí então podem ser iniciadas obras de prevenção, o que não foi feito até hoje.

Assim, com a união dos esforços, muitas vidas poderão ser poupadas. A vida não tem preço e preservá-la é acima de tudo uma obrigação de todo e qualquer governo.

5 thoughts on “Governos precisam se unir para evitar essa sucessão de tragédias urbanas no país

  1. Não podemos esquecer que em várias ocasiões aí no Rio, quando um governante queria remover favelas, a esquerda era a primeira a sabotar com a sua retórica de sempre, mais falsa que nota de três.

  2. Pedro do Coutto tem plena razão sobre a necessidade de os governos se unirem, e tentarem evitar as tragédias mencionadas.

    Mas, apesar da experiência do excelso articulista, conhecimentos e discernimento, trata-se de um sonho.

    A maldita e desgraçada política impede essa união e outras devidas aproximações imprescindíveis para o desenvolvimento do país.

    A ideologia nos separou, dividiu, fragilizou mais ainda a nação, além do que tem sido ao longo do tempo. Não há acordo entre políticos, mesmo sendo para o bem do país e povo.

    Por essas e outras, que o legislativo precisa ser fechado temporariamente para as reformas urgentes e importantes, assim como a mudança no sistema de escolha dos juízes para os tribunais superiores, que não devem mais ser da escolha do presidente.

    Basta um pouco de raciocínio, para percebermos que a tal independência entre os poderes é a maior balela, papo furado:
    STF e STJ decide quem serão seus membros o presidente;
    o executivo está nas mãos do legislativo;
    o judiciário é um apêndice do legislativo porque é este poder que aprova os reajustes salariais;
    o legislativo depende do judiciário inocentá-lo de seus crimes;
    caso o executivo tivesse autoridade moral e ética, simplesmente limitaria a remessa dos orçamentos dos outros dois poderes, justificando a crise nacional!

    Mas, como as instituições se tornaram inimigas do povo e unidas entre si, repito:
    o povo que se lixe!!!

  3. Ai o macaco pergunta, como?
    O governo federal estadual não tem nada haver com cagadas municipais, são problemas pontuais de cada município, cada um que faça seus projetos e consiga as verbas para ele, pra isso tem os vereadores, os deputados estaduais os federais e os senadores.
    Governo federal não é baba de prefeito não quem tem de olhar isso é o munícipe.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *