Graça Foster enfim será demitida da presidência da Petrobras

 Lobão (meio encoberto) já caiu, agora faltam as amigas Graça e Dilma

Valdo Cruz e Natuza Nery
Folha

A nova fase da Operação Lava Jato, que atinge fornecedores da Petrobras e resultou na prisão de mais um ex-diretor da empresa (Renato Duque), acendeu o sinal amarelo dentro do governo, por causa de seus impactos políticos e econômicos, e deve levar a uma “inevitável” reformulação da estatal.

A principal preocupação da equipe da presidente Dilma Rousseff é com o risco de a Petrobras entrar num processo de paralisia em alguns setores. Isso afetaria não só o desempenho da companhia. Teria impacto na economia brasileira, num momento de desaceleração da atividade produtiva.

Um assessor presidencial destaca que a prisão de executivos de fornecedores estratégicos da Petrobras pode gerar uma reação defensiva destas empresas, parando ou reduzindo o ritmo de obras e serviços da estatal.

Segundo o assessor de Dilma, será preciso fazer algum tipo de negociação para que as atividades relacionadas a estas empresas não sejam afetadas seriamente a ponto de comprometer as atividades da estatal.

PETROBRAS NO CHÃO…

O clima de preocupação dentro do Palácio do Planalto é assim definido por outro auxiliar da presidente: “Você acha que o Brasil está crescendo pouco? Imagine com a Petrobras no chão”.

O desabafo traduz o temor de que o escândalo acabe paralisando a estatal. Dilma sempre considerou a Petrobras uma empresa estratégica para impulsionar o investimento. Ela conta com o aumento da produção do petróleo do pré-sal para fazer o país voltar a ter taxas de crescimento mais elevadas. Neste ano, o país deve crescer próximo de zero.

Setores do governo avaliam que, para afastar o risco de paralisia, a presidente Dilma terá de fazer uma profunda reformulação na Petrobras, com reforço em seus mecanismos de transparência e de fiscalização dos contratos da empresa.

Segundo a Folha apurou, a reformulação defendida por alguns assessores passa, inclusive, pela saída da atual presidente da estadal, Maria das Graças Foster, e uma “profissionalização” da diretoria da estatal.

ESTILO CENTRALIZADOR

Graça Foster, como é conhecida, foi colocada no comando da empresa pela própria Dilma. A avaliação é que ela acabou se transformando em vítima do processo de mudança que implementou na estatal sob orientação do Palácio do Planalto.

Segundo técnicos, o estilo centralizador de Graça Foster, adotado para exercer maior controle nos procedimentos da empresa, prejudicou alguns setores da companhia. Fornecedores reclamam que estão recebendo pagamentos por serviços com meses de atraso.

Assessores próximos da presidente concordam que a Petrobras terá de passar por uma reformulação “completa”, mas alertam que trocar a diretoria agora pode ser ainda mais prejudicial.

Primeiro, diz um deles, porque não há um nome inquestionável dentro da empresa para substituir Graça Foster. Segundo: um nome do mercado só aceitaria assumir o posto com “carta branca” para promover as mudanças que julgar necessárias, algo difícil de ser aceito pela presidente Dilma.

Avalia-se que uma mudança na empresa teria de vir não só como resposta interna. Diante das investigações que estão sendo conduzidas por órgãos dos Estados Unidos, como o Departamento de Justiça, teria que mirar, principalmente, nos investidores estrangeiros.

5 thoughts on “Graça Foster enfim será demitida da presidência da Petrobras

  1. SOL QUADRADO – Não bastasse ter se transformado no alvo principal das investigações da Operação Lava-Jato, da Polícia Federal, a Petrobras agora está na mira das autoridades norte-americanas, que desejam apurar a conduta da companhia nos Estados Unidos. As apurações devem, mais uma vez, causar ENORMES DANOS à imagem da estatal brasileira, que também negocia suas ações na Bolsa de Nova York.

    De acordo com o jornal britânico “Financial Times”, em matéria publicada na edição do último domingo (9), o Departamento de Justiça dos Estados Unidos abriu investigação criminal contra a estatal. Já a Securities Exchange Commission (SEC) – órgão que regula o mercado de capitais nos Estados Unidos e equivale no Brasil à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) – iniciará uma investigação civil contra funcionários da empresa.

    A situação da Petrobras nos Estados Unidos SE DETERIORA com o passar do tempo, pois uma empresa que é vulnerável a interferências políticas, começando por ESCÂNDALOS DE CORRUPÇÃO, não pode ter suas ações comercializadas na Bolsa de Nova York, que impõe regras rígidas aos participantes do mercado acionário local.

    A investigação do escândalo conhecido como “Petrolão” poderá arranhar ainda mais a imagem do País e dificultar o acesso de outras empresas brasileiras ao mercado de capitais norte-americano.

    Na segunda-feira (10), o vice-presidente da República, Michel Temer, minimizou a investigação das autoridades dos EUA sobre suspeitas de desvio de recursos na Petrobras. Ele disse que se os EUA abriram a investigação, devem dar continuidade “como o Brasil está fazendo”. “A expressão doa a quem doer é muito correta em relação às investigações que já estão sendo feitas pelo governo federal”, disse Temer.

    É importante destacar que, ao contrário do que disse a presidente Dilma Rousseff durante a campanha eleitoral, o governo federal tem feito tudo para impedir a investigação do maior escândalo de corrupção da história nacional. A ação da tropa de choque do Palácio do Planalto na CPMI da Petrobras, nesta terça-feira (11), impediu a aprovação de requerimentos, em especial de convocação dos envolvidos no esquema criminoso.

    A posição do governo brasileiro em relação às investigações que já estão em curso nos Estados Unidos é muito delicada, uma vez que para continuar comercializando ações na Bolsa de Nova York a estatal terá de reconhecer as ilegalidades, já explicitadas nas investigações, e submetendo-se, na melhor das hipóteses, a um termo de ajustamento de conduta, como informou um renomado operador do mercado financeiro internacional. Se isso acontecer, ou seja, a petrolífera reconhecendo o esquema de corrupção, O GOVERNO DO PT SERÁ ARRASTADO DE VEZ PARA O OLHO DO FURACÃO, sem direito a desculpas esdrúxulas.

    No caso de negar que o caso de corrupção tenha ocorrido, apesar do cipoal de provas incontestáveis, a Petrobras poderá ser banida da Bolsa de Nova York, o que deixaria a empresa em situação de dificuldade ainda maior. Isso significa que O GOVERNO BRASILEIRO TERÁ DE DECIDIR se salva a Petrobras ou poupa o Partido dos Trabalhadores.

  2. Nesse momento, a presidente reeleita Dilma Roussef deve estar na aeronave que a traz de volta para o Brasil, e para os acontecimentos, muitos sérios, que estão sendo discutidos e debatidos pela nossa sociedade, além da Petrobras.

    Portanto, o artigo produzido pela Folha, já pode ficar entendido, na melhor das hipóteses, como pão dormido.

    Na minha modesta opinião, muito mais sentido faz o comentário acima, do leitor – “só copiando” – que me parece retratar com mais realidade o que, na relação causa-efeito, poderá acontecer já na 2a. feira, 17 de novembro.

    Será o prenúncio de uma outra, e mais nova República?

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