Grande imprensa tenta esconder a grave crise do mercado imobiliário

Carlos Newton

O professor de economia Luis Carlos Ewald, conhecido como “Sr. Dinheiro” por suas aparições no programa Fantástico, está prevendo que a bolha imobiliária vai estourar no Brasil ainda no primeiro semestre de 2014, mas nenhum veículo da grande imprensa, incluindo jornais, revistas e televisões vai entrevistá-lo.

O motivo é simples. A mídia tem ganhado muito dinheiro com o “boom” imobiliário, faturando propagandas caras e sofisticadas, além dos anúncios classificados de compra, venda e aluguel. E agora não pode dizer que o sonho acabou.

Ewald deu entrevista ao excelente site econômico InfoMoney, dizendo simplesmente o seguinte: “Não se vende nada e tem muita oferta. Quem comprou, não consegue vender. Está desesperador”.

DESESPERO

É claro que a grande mídia jamais vai repercutir esse tipo de afirmação, embora esteja claro que a fonte da inflação imobiliária já tenha secado. As grandes empresas do setor estão entrando em desespero, porque começaram a construir prédios sem vender todas as unidades na planta. Com o esgotamento da bolha, agora não estão conseguindo vender os apartamentos restantes.

Esse tipo de especulação funciona na economia como o conhecido golpe das pirâmides. Quem chega primeiro vai ganhando dinheiro, mas os que aderem depois acabam segurando o estouro. Uma coisa é comprar imóvel para fugir do aluguel. Outra, muito diferente, é querer transformar isso num negócio de compra e venda, como virou moda por aqui.

NOBEL DE ECONOMIA

O economista americano Robert Shiller, vencedor do Prêmio Nobel em 2013, que previu o estouro das bolhas da Nasdaq e do Subprime nos Estados Unidos, já detectou a bolha imobiliária brasileira, salientando que não há nada que justifique a magnitude da alta dos preços dos imóveis no Brasil.

“Eu também já estou avisando faz tempo. Quando o mercado fica assim fantasioso, pode esperar uma crise, porque ela irá vir. Eu já vi isso acontecer três vezes no Brasil e todas as vezes foi a mesma coisa”, completou o professor Luis Carlos Ewald, cujas advertências estão circulando com sucesso na internet, mas no momento não tem a menor chance de ser entrevistado na grande imprensa.

Só irão ouvi-lo depois que a bolha estourar.

 

18 thoughts on “Grande imprensa tenta esconder a grave crise do mercado imobiliário

  1. O preço dos imóveis brasileiros está assustadoramente alto. Surreal mesmo! Mas não apenas aqui no Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Curitiba, Florianópolis ou então Belo Horizonte!

    Até em cidades médias ou pequenas do interior paulista, por exemplo, os preços dos imóveis fugiram da realidade!

    Mas os compradores já estão parando de fechar negócios. Por talvez 2 motivos principais: – pura falta de dinheiro suficiente, frente aos preços irreais; ou então por consciência da real existência de uma bolha imobiliária.

    No mundo imobiliário há aquele manjado ditado que diz: – quem compra, compra mal; e quem vende, vende mal.

    Porém hoje, com esta bolha imobiliária crescendo cada vez mais, dá pra dizer que: – quem vende, vende bem; e quem compra, compra mal.

    O Brasil já percebeu também que a Copa do Mundo não vai deixar legado algum às cidades sede, pois as obras acessórias de infraestrutura urbana ficaram apenas no papel, ou então foram muito mal feitas.

    E aqui no Rio de Janeiro as Olimpíadas também não deixarão legado algum à cidade. Pois as obras vagabundas que estão sendo feitas não trarão melhora significativa ao dia-a-dia desta cidade, dos seus cidadãos, de seus turistas e de suas empresas.

  2. Newton, o Brasil com seu crescimento demonstra que esta indo bem ultimamente, apesar da monumental crise mundial. Faço uma comparação entre crescimento americano com o do Brasil:
    Estados Unidos………………..Brasil……………………..
    1999………….4,1%…………1999……………0,8%
    2000………….5,0%…………2000……………4,2%
    2001………….0,3%…………2001……………1,9%
    2002………….2,45%……….2002……………1,0%
    2003………….3,1%…………2003…………..-0,2%
    2004………….4,4%…………2004……………5,1%
    2005………….3,1%…………2005……………2,3%
    2006………….3,2%…………2006……………3,7%
    2007………….2,0%…………2007……………5,4%
    2008………….1,1%…………2008……………5,1%
    2009…………-2,6%…………2009…………..-0,2%
    2010………….2,8%…………2010……………7,5%
    2011………….1,7%…………2011……………2,7%
    Os Estados Unidos durante o governo Lula/Dilma, se somarmos crescimento ano a ano foi de 18,8% ate 2011
    E o Brasil se somarmos ano a ano cresceu 31,4%, e a midia esta preocupada com o crescimento brasileiro e suas bolhas imobiliarias.

    • Senhor Francisco, para se calcular o crescimento acumulado não se somam simplesmente os percentuais anuais. O cálculo precisa ser revisto.
      Também é importante se avaliar quanto por cento em cima de que base. A americana é muito maior que a brasileira e portanto cada ponto percentual tem um peso maior no crescimento da base.
      Quanto a números, são números que refletem uma parte do todo.
      Tem a realidade vivida a ser avaliada por cada povo e país: educação, estradas, transporte público, justiça, alimentação, segurança, etc.
      Não vejo a cidade melhorando à minha volta no Rio de Janeiro.
      Vejo sim uma queda acentuada da qualidade de vida apesar da tv led ou do celular ( que funciona mal e é caro).
      Pago mais no supermercado todo mês.
      Não tenho ônibus nem trem nem metrô com o mínimo de decência.
      Uso o SUS pois não tenho plano privado e quando a família da minha mulher precisou foi catastrófico.
      Não vou me alongar mais pois as citações seriam infinitas.
      O país está sobrevivendo estourando o “cartão de crédito” há anos, desde 2010 (7,5%) para eleger Dilma.
      Uma hora a fatura vai chegar. Não gostaria disso mas é a realidade. Nua e crua.

    • Não concordo !! Acho engraçado e repugnante a comparação com os Estados Unidos . Esses valores são baseado no crescimento do País !! Porém vamos lá !!! o Pib dos USA está por volta de 17 trilhões de dólares e o Pibinho do brasil 2,1 Trilhões . Essa comparação e projeção que a mídia utiliza eu não engulo !!! o País cresce proporcional a seu crescimento !! e esses valores destoantes !!! estamos engatinhando ainda !! falta tudo nesse país : infra estrutura urbana, escolas, hospitais etc e a corrupção é lamentável causa erosão em todos impostos que são pagos !!!!!

  3. Discordo frontalmente. Os preços, apenas, equipararam-se, alinharam-se. Só quem compra para especulação é quem tenta, hoje, deflagrar este boato no sentido de desestabilizar o mercado. O medo de perder muito faz as pessoas raciocinarem o seguinte: ” Vendo agora, perdendo X reais para nao perder mais dinheiro à frente. Indústria da boataria.

    • Igualmente discordo, Feitosa, do teu argumento um tanto pueril sobre preços.
      Há dez anos, cinco quilos de arroz custavam R$ 4,00; atualmente, passa de R$ 15,00!
      Decididamente os preços não se “alinharam” como afirmaste, mas um aumento puro e incontestável.
      Mais a mais, o consumidor do varejo não tem condições de comprar para especular, vamos e venhamos, muito menos os supermercados vendem suas mercadorias com prejuízo ou qualquer comércio e indústria.
      Se abordarmos a realidade do País e os simpatizantes do PT alardearem que se trata da “indústria da boataria”, então a situação é muito mais grave do que imaginamos, razão pela qual esta defesa intransigente de dados econômicos pretensamente favoráveis ao governo, que não aceitam meras palavras, pois necessitam de números e, estes, não mentem, por mais que os defensores petistas esperneiem e tentam mascarar a realidade.

      • Eu não diria uma oportunidade de ficar calado, até porque não estou falando na Tribuna da Internet, mas escrevendo.
        Pensando bem, tens razão quanto ao tema que o Feitosa abordou. Versava sobre imóveis, e eu os misturei com alimentos.
        Meu humilde perdão.
        Tudo bem, a inflação existe, mas a especulação imobiliária pelas construtoras segue firme em manter os valores bem acima do mercado, e enquanto houver comprador e financiamentos garantidos, dificilmente os preços vão cair.
        Agora, vamos e venhamos, Darcy, que patrulha tu fazes sobre mim, credo!

  4. Sr Jose Augusto, concordo com o senhor sobre o crescimento, realmente não se pode colocar simplesmente o percentual, mas eu citei que eram acumulativos e não sobre o crescimento real, pois se formos ver quanto cresceu os Estados Unidos desde 94 ate 2002, foi bem maior que o crescimento de 2003 a 2011.
    O PIB brasileiro de pouco mais de 500 bilhoes de dolares em 2002 (15º) hoje esta perto de 2 trilhoes e 500 bilhoes de dolares (6ª), portanto um crescimento de 400% nesses anos, o que distorce tudo.
    Mas eu não tenho mais a Unimed, uso o SUS, felizmente para mim e minha familia, o SUS esta nos atendendo bem, as pessoas são educadas diferente das secretarias dos “doutores” que acham que nos fazem favor em marcar uma hora para a consulta, a espera para ser consultado, se comparar com as consultas que eu e minha familia faziamos com hora marcada, são atendidas mais rapido,

    • Faz-se necessário que o meu xará indique onde está se dirigindo para ser atendido pelo SUS com tanta presteza e agilidade!
      Ora, por favor, temos de ser verdadeiros, ainda mais relatando fatos que não se coadunam com o que se vê diariamente nas portas dos postos do INSS pela madrugada, quando pessoas das mais variadas idades buscam conseguir uma ficha para um médico especialista ou exame clínico mais sofisticado!
      Que os simpatizantes do PT façam o seu trabalho de enaltecer as obras fictícias do governo, mas não têm o direito de enganar deslavadamente quem perambula pelas cidades do Brasil e constata ser diferente as alegações sobre o “bom” atendimento do INSS, a ponto de afirmar com um caradurismo incomparável que o atendimento público é melhor que o particular.
      Certamente fala como Lula, que disse que estávamos atingindo a perfeição na Saúde Pública que, no entanto, foi se tratar no hospital mais caro do Brasil e com médicos de renome internacional, cujos valores devem ter ido às alturas e custeados pelo povo, sem dúvidas.
      PT, o teu nome é contradição!

    • Ah, eu quero saber que SUS é esse que atende bem, as pessoas são educadas e, principalmente, as consultas são marcadas rapidamente…
      Por favor, diga onde fica esse SUS.

  5. Na minha opinião existem dois fatores que precisam ser considerados. E`uma verdade consolidada que o Governo Federal incentiva a compra de imoveis com facilidade de pagamento assim como é evidente que o brasileiro tem uma natural predisposição a se endividar. Vejo comprar imoveis como se compra uma geladeira, sem a minima consideração de prazos e juros. Isso poderia sim gerar uma bolha imobiliaria, no sentido que muitos compradores não conseguem mais pagar, por variados motivos, as parcelas. Os bancos tomam o imovel de volta e, por sua vez, não conseguem vender. Isso vai provocar uma desvalorização do mercado e falta de liquidez nos bancos.
    O secundo fator é que não é possivel comparar a bolha americana do 2008 com o que poderia acontecer no Brasil. Nos USA a bolha foi causada pela alavancagem do “Equity home” que emprestava dinheiro farto sobre o mesmo imovel, até o colapso do esquema. Os emprestimos nos USA com alienação imobiliaria foram destinados ao consumo, por sua vez financiado e parcelado. Na pratica, os americanos, gastaram um dinheiro que não existia. Tudo funciona até quando o mercado se valoriza e tudo desmorona quando o mercado para. O mesmo esquema das piramides. No Brasil, a pouco tempo, quem precisa de dinheiro, tem o recurso do “Equity home” pouco utilizado e, até escondido, pelos bancos, devido aos baixos juros que variam entre 1,2 e 2 % ao mes. Poucas financeiras, no Pais, operam no “Equity Home, como a Domus-Brazilian Mortgages (Pan Hipotecaria [ex Panamericano])-CHB-Paraná Banco. O imprestimo representa o 50% do valor estimado do imovel e o valor do seguro é bem mais baixo do aplicado pelos bancos.
    Mas o “Equity Home” no Brasil é regulamentado por leis mais severas que nos USA para evitar repetir o mesmo erro americano.

  6. O meu amigo Flávio Feitosa é corretor de imóveis. Portanto para ele não é nada interessante admitir que há uma bolha imobiliária crescendo cada vez mais neste nosso Brasil.

    De qualquer forma torçamos para que esteja ocorrendo apenas uma grande acomodação dos preços do mercado imobiliário brasileiro, mesmo que seja dificílimo acreditar nisso.

    Afinal um estouro de bolha imobiliária traz consequências terríveis a um país. É só lembrarmos do que ocorreu no Japão, e agora recentemente nos EUA.

    • Meu caro amigo Isac,
      Que os preços dos imóveis estão nas alturas é indiscutível.
      A liberação mais fácil de crédito imobiliário gerou uma corrida aos bancos para se adquirir a tão sonhada casa própria.
      Evidente que no andar da carroça, muita gente não poderia saldar seus compromissos com as prestações, e por razões diversas.
      Entretanto, os juros cobrados, bem maiores que a inflação anual, dá margem às financeiras de renegociar os imóveis devolvidos, evitando a famosa bolha imobiliária comentada.
      E, as residências, não são financiadas duas, três vezes, como aconteceu nos Estados Unidos, ocasionando que seus valores ficassem muito além do que verdadeiramente valiam.
      Mais a mais, há muito de intimidade nas relações entre construtores e os bancos, protegendo os investimentos e financiamentos de imóveis ao cidadão.

      • O “esquema” desmorona quando as pessoas simplesmente deixam de tentar comprar, ao se darem conta que mesmo usando um financiamento altamente prejudicial para elas ainda assim não serão capazes de comprar um imóvel adequado (os apartamentos “casca-de-ovo” construídos no “fim-do-mundo” não contam como opções válidas).

  7. puxa como tu és contra a tudo que acontece de positivo (poucas coisas) mas acontece e tu ficas sempre metendo o malho será porque é o pt que incomoda,sejamos sempre pelo Brasil seja quem estiver no poder.

  8. O Mercado imobiliário aquecido; Empreiteiras contratando Engenheiros e Pessoal de Obras; Bancos com dinheiro para financiar; brasileiros se endividando por 25 ou 30 anos , através de propagandas enganosas de recuperação econômica e mercado de trabalho. Bem, do outro lado temos Políticos, engajados em se perpetuar no Poder, seduzidos pelo “Mensalão”, diga-se: compra de apoio político! Economistas respeitados estão avisando de um crise , sem precedentes, em 2016. Será? Preços subindo assustadoramente, embora a inflação seja fixada em torno de 6.5 %. Olha, pelo dito ou pelo não dito, o melhor é não investir, ficar no seu “velho apartamento”, guardar um dinheiro na “poupança” e seguir com cautela. Cuidar com compras de impulso, do cartão de crédito, comprar somente à vista o necessário, não trocar de automóvel todo o ano, encaminhar os filhos para Escolas públicas ( que são boas, porque não?). Agora, se você for rico ou marajá do serviço público, esqueça tudo o que eu disse!

  9. Sr. Roberto Santini, concordo plenamente com todos os pontos alertados. Parabéns pela colocação. Vejo que em quase todos comentários, cada um defende o seu e esqueço de o todo. O comentário é apenas para provocar uma reflexão. Para o cidadão assalariado, pai de família, pagar um aluguel a vida toda em torno de 9% de juro/a.a, é preferível arriscar com muita cautela no financiamento da casa própria. Onde o juro por mais inflacionado que seja é inferior à locação em média de 5%/a.a.. Pois bem, quanto ao risco de perda posterior do imóvel por inadimplência, não se pode esquecer que o atraso do aluguel por três meses consecutivos também é ocasiona o despejo do locatário. O mercado imobiliário aquecido pelos especuladores não estão totalmente errados. O que falta é esclarecimento familiar de um economista para um planejamento imobiliário, pois infelizmente a crise, “suposta bolha brasileira”, afeta diretamente as classes sociais menos favorecida em todos os aspectos como: educação, saúde, alimentação e moradia, que são necessidades prioritárias básica do brasileiro. Bem explanado por você, quanto ter o pé no chão na hora de decidir, mas o triste é que essa classe social especificamente, é influenciada pela mídia errônea e manipulada por políticos. Outro ponto de vista é que infelizmente os brasileiros visam partido político e não quem os compõem. Assim, fica explícito que se o governo atual mudar de partido resolve todos os problemas? Não seria uma maquiagem? Que é o que acontece em todos os anos eleitorais entre as coligações partidárias X um ou outro que trocam de partido? Essa é mais uma cegueira do povo diretamente atingido. No meu ver, uma situação difícil de ser resolvida, uma vez que o brasileiro sofre de amnésia política e persuasão da mídia. Não sou da área de relações públicas, sei pouco a respeito, o meu ponto de vista é como cidadão refém do carcere político.

  10. A verdade nua é crua é que os imóveis no Brasil custam muito mais do que os brasileiros podem pagar por eles. Os financiamentos “à perder de vista” (e altamente prejudiciais para o comprador) seguraram a situação por algum tempo mas agora os preços cobrados estão tão altos que mesmo com financiamento as pessoas estão conseguindo comprar. E o que acontece quando ninguém mais consegue comprar? A “bolha” estoura.

    Muitos “economistas” de araque continuam insistindo que é impossível uma bolha no Brasil. Mentira. A bolha no Brasil está acontecendo bem debaixo dos seus narizes, mas por razões diferentes da bolha americana. Nos Estados Unidos a bolha aconteceu porque as pessoas deixaram de pagar as prestações dos financiamentos, aqui a bolha está acontecendo porque as pessoas não vão mais conseguir comprar mesmo usando financiamentos.

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