Grande notícia: Paim diz que governo não conseguirá mudar as regras da Previdência para diminuir o valor das pensões.

Carlos Newton

O governo Lula Rousseff parece que não tem o que fazer e anuncia mais mudanças na Previdência. Elaborada pelas equipes da Fazenda e da Previdência, a proposta altera as regras das pensões pagas a viúvas e viúvos e traça mecanismos alternativos para o fim do fator previdenciário, com aumento da idade e do tempo de contribuição para que os trabalhadores do setor privado (INSS) possam requerer suas aposentadorias.

É interessante notar que os aposentados que realmente ganham bem são os oriundos do serviço público, com máximo de R$ 26 mil, mas o governo só pretende reduzir as aposentadorias da iniciativa privada, cujo máximo é de apenas R$ 3,7 mil mensais. Quem entende isso?

Sobre a tal minirreforma da Previdência, o senador Paulo Paim (PT-RS) criticou a proposta de desonerar a folha de pagamento em 20% e, em troca, reduzir benefícios dos trabalhadores e aposentados. E advertiu que, se a folha for desonerada em 20%, isso vai significar uma renúncia de no mínimo R$ 100 bilhões no caixa da Previdência por ano.

Paim  desafiou os autores da proposta a aprovar no Congresso emenda constitucional que retire direitos das mulheres, como a proposta de aumentar  o prazo mínimo de contribuição ao INSS de 30 para 33 anos e o valor da pensão por morte para no máximo 70% da integralidade.

“Aumentar o tempo de contribuição e a idade mínima e reduzir a contribuição dos empregadores na folha de pagamentos é uma contradição! Como reduzir as contribuições e em contrapartida benefícios? Se reduz a contribuição dos patrões e o caixa, é porque a Previdência está muito bem de dinheiro e não precisa reduzir benefícios”, diz Paim.

O senador petista disse que participou da batalha pela conquista dos direitos dos trabalhadores e das mulheres na Constituinte, e acha muito difícil o governo ter 3/5 dos parlamentares para derrubá-los agora.

– Essa reforma vai penalizar justamente as mulheres? Acho que a presidenta Dilma não vai concordar em tirar direitos justamente da mulher, que tem tripla jornada. Quero ver quem tem 3/5 pra derrubar esses direitos – desafia Paim.

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