Gravações complicam situação de Demóstenes, que negociou pagamento para a Delta

A situação do senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO) cada vez se complica mais. Três gravações feitas pela Polícia Federal indicam que o parlamentar negociou para que a Prefeitura de Anápolis (GO) pagasse R$ 20 milhões à empreiteira Delta. Tratava-se de dívida que, anteriormente, pertencia à Queiroz Galvão e que, segundo os áudios, foi “comprada” pela Delta por R$ 4,5 milhões.

A prefeitura confirma a negociação, mas diz que a dívida ainda não foi paga, segundo reportagem de Fernando Mello e Leandro Colon, na Folha. O dinheiro se referia ao contrato de recolhimento do lixo, que já foi feito pela Queiroz Galvão e hoje está sob responsabilidade da Delta.

Em diálogo gravado em 9 de julho de 2011, Demóstenes relatou a Cachoeira detalhes da reunião prefeito de Anápolis, Antonio Gomide (PT). O senador disse a Cachoeira que o prefeito concordava em pagar 50% por meio de precatórios e negociar os outros 50% da dívida.

O senador afirmou que, em contrapartida, Gomide disse que queria “por mês tanto, que eu tô no fim da minha gestão e preciso ganhar a eleição”. Cachoeira responde: “Ele só quer graça”.

Na mesma conversa, Demóstenes diz a Cachoeira que o prefeito havia marcado um encontro com Claudio Abreu, então diretor da Delta no Centro-Oeste. “Ele pediu pro Claudio voltar a falar com ele de novo”, disse Demóstenes.

Essas e outras gravações estão sendo usadas pela Procuradoria-Geral da República para apontar indícios de que Demóstenes seria “sócio oculto” da Delta, uma hipótese possível , mas bastante improvável.

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