Grécia não cumpre metas do FMI e da União Européia. Os protestos se multiplicam, e o caos ameaça se instalar no berço da democracia.

Carlos Newton

A Grécia está entrando num redemoinho muito perigoso. No 19º dia seguido de protestos contra as medidas de austeridade que o governo socialista espera aprovar neste mês, os manifestantes se concentraram ontem em frente ao Parlamento, gritando que os políticos são “corruptos e ladrões”.

Como se sabe, a Grécia não conseguiu cumprir as metas fiscais previstas no pacote de resgate de US$ 160 bilhões da União Europeia e do FMI (Fundo Monetário Internacional). O governo, por isso, quer agora aumentar ainda mais os impostos e cortar mais gastos.

O plano prevê a privatização dos principais patrimônios do Estado, até atingir de 50 bilhões de euros. O principal deles é a empresa de energia PPC. O pacote inclui também um corte extra de 6,4 bilhões de euros para este ano, quase que dobrando o antes acordado. No primeiro trimestre, a economia da Grécia caiu 5,5%. O desemprego já passa dos 16 por cento.

Sindicatos que representam de milhares de trabalhadores privados e públicos planejam um greve geral no país para esta quarta-feira. Mas as manifestações só agravam a crise econômico-financeira e a indústria do turismo fica cada vez prejudicada. Os sindicalistas apenas protestam, não são capazes de sugerir qualquer alternativa viável ao governo, e o caos ameaça se instalar no berço da democracia.

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