Greve geral na Eletrobrás, começando segunda-feira. Geral, mas apenas de 24 horas, advertência. Pode durar mais tempo, se o presidente da holding insistir na recusa de conversar. E Dona Dilma, não “sente” o desgaste?

Helio Fernandes

Servidores da Eletrobrás (Furnas, Chesf, Eletronorte e Eletrosul) marcaram greve para segunda-feira. Inicialmente terá a duração de 24 horas, mas será geral, garantida por todas as empresas. Motivo: o presidente da holding, José da Costa Carvalho Neto, recusou e discordou das propostas apresentadas pelo Sintergia, Sindicato da categoria.

Os empregados, basicamente, pedem 12 por cento de aumento nominal, o que equivale e 6 por cento de aumento real. Os outros 6 por cento representam a reposição inflacionária. O presidente do Sistema Eletrobrás, anunciou publicamente: “Vamos investir 18 bilhões este ano. Também incluiremos a “demissão voluntária” de 300 funcionários.

A Eletrobrás teve um grande lucro ano passado, e vai distribuir esse lucro em assembleia marcada para 6 de junho em Brasília. Por que então demitir? O lucro é a contribuição produtiva dos funcionários, por que demitir? E a lei que estabelece reajuste anual dos salários?

Agora a greve será de 24 horas, mas a tendência é que se transforme em permanente. O presidente da holding (como todos, indicado por Sarney) não quer nem conversar. Recusou todos os itens da reivindicação dos funcionários, nem respondeu o questionário.

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PS – E Dona Dilma não percebe que o desgaste não vem somente da corrupção de Palocci? Essa recusa total de conversar, vai atingi-la.

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