GSI avalia medidas para evitar aglomerações em encontros diários entre Bolsonaro e apoiadores

Populares ainda se amontoam em busca de selfies com Bolsonaro

Ingrid Soares
Correio Braziliense

O Gabinete de Segurança Institucional (GSI)  estuda medidas para evitar a proliferação de coronavírus entre apoiadores do presidente Jair Bolsonaro que se aglomeram em frente ao Palácio da Alvorada diariamente.

A pasta, no entanto, não menciona quais estão sendo avaliadas. A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde orientam o distanciamento social como forma de combater a Covid-19.

PREVENÇÃO – “É difícil prever o número de pessoas que se reunirão no Alvorada a cada manhã. Não está prevista a suspensão das visitas. A população está exaustivamente alertada sobre medidas de prevenção. De qualquer maneira, essa atividade, que se transformou em rotina, será objeto de cuidados especiais para evitar que facilite a transmissão do vírus”, diz a nota.

Questionado sobre quais medidas seriam tomadas, o GSI afirmou que ainda estão “sob análise”. Também não deu previsão para implementação dos “cuidados especiais”.

Desde que Bolsonaro foi eleito, apoiadores se reúnem diariamente na saída do Alvorada na tentativa de vê-lo de perto. Geralmente, o chefe do Executivo os cumprimenta em duas ocasiões no dia: pela manhã e no fim da tarde.

DISTÂNCIA – Com a pandemia, Bolsonaro passou a não mais apertar mãos ou tirar selfies e a manter distância da claque. No entanto, nenhuma medida foi tomada para evitar a aglomeração dos simpatizantes que se apertam na grade, uns próximos dos outros.

A infectologista Eliana Bicudo, da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), criticou a prática rotineira no Alvorada. “O que está acontecendo ali é totalmente incorreto, fora do que o Ministério da Saúde e as sociedades médicas estão preconizando. Não pode ter contato físico, muito menos aglomeração”, ressaltou. “É necessário que se crie um distanciamento. Para o presidente, percebe-se que não há nenhuma proximidade, mas quanto aos apoiadores está completamente incorreto. Espero que a segurança presidencial ou do DF tome uma atitude para que as pessoas possam continuar indo lá falar com ele, mas se guardando num distanciamento.”

CONSCIENTIZAÇÃO – A especialista apelou, ainda, para a conscientização da população: “Se a gente não mudar esse pensamento, os números do DF vão continuar subindo. Todos têm de entender que é um problema coletivo e não individual. O fato de eu adquirir e não adoecer não significa que eu não passei para alguém que possa adoecer. A gente tem de pensar no outro, essa é uma doença coletiva, muito mais coletiva do que individual.”

A dificuldade, no entanto, está principalmente no posicionamento do próprio chefe do Executivo, que defende o fim do isolamento, a reabertura do comércio e a volta à normalidade.

5 thoughts on “GSI avalia medidas para evitar aglomerações em encontros diários entre Bolsonaro e apoiadores

  1. Bolsonaro segue rigorosamente a orientação da OMS que afirmou, segundo as científicas ordenações do PCC, que: 1) o vírus chinês não era transmitido de humano para humano; 2) não era preciso suspender vôos internacionais e 3) não era preciso fechar as fronteiras dos países.

    A TI continua macaqueando a pestilência golpista dos lambe-botas do PCC.

  2. Carlos Marchi (via Facebook)

    Está estruturada uma forma fake de governo.

    O general Braga Neto, chefe da Casa Civil, assumiu o posto de primeiro-ministro “branco”.

    É ele quem coordena ministros e as ações do governo, e principalmente as ações do Ministério da Saúde.

    O general Luiz Eduardo Ramos, secretário de Governo, faz a articulação com Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre, e com o Congresso.

    É quem passa pano quando Bolsonaro fala merdas sobre o Congresso ou Eduardo faz suas habituais bostas.

    O general Augusto Heleno controla as questões internas do palácio e protege a blindagem de Bolsonaro para evitar o impiche.

    O general Fernando Azevedo e Silva, ministro da Defesa, controla a área militar e a relação com o STF (o general foi chefe de gabinete de Dias Toffoli).

    Os quatro se articulam para bloquear as ações do astrólogo Olavo de Carvalho e as doideiras de Carlos Bolsonaro.

    Agem em equipe para acalmar Bolsonaro toda vez que ele promete surtar.

    A permanência de Mandetta como ministro da Saúde deveu-se a uma articulação dos quatro, que o garantiram no cargo.

    O ultimo discurso conciliador do presidente saiu de uma articulação deles.

    Enfim, traduzindo em miúdos: Bolsonaro não manda mais nada. O presidente são quatro. Quatro generais.

    Bolsonaro tem total liberdade pra brincar de presidente. Desde que não exorbite.

  3. O CAPITÃO CORONA é capaz de se transformar em camaleão, ora acende “uma vela pra Deus e outra pro diabo”, sempre se ajustando, manhosamente, aos ambientes de diversidade complexa…

Deixe uma resposta para Luiz Fernando Souza POA/RS Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *