Guedes, homem do liberalismo, defende intervenção estatal para elevat consumo

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Guedes logo vai se tornar adepto das teses clássicas de Keynes

Pedro do Coutto

O Ministro Paulo Guedes, forte defensor do neoliberalismo, afirma que o remédio para incentivar o consumo pode ser a liberação de recursos do FGTS num montante de 22 bilhões de reais. É curiosa essa iniciativa, partindo de um especialista que rejeita a intervenção do Estado como instrumento de fomento do consumo. Os repórteres Daiane Costa e Gabriel Martins, edição de ontem de O Globo, focalizam o assunto, acentuando que os recursos existentes hoje no FGTS somam 525 bilhões de reais. A matéria foi revelada com destaque também pela Folha e pelo Estadão. Na FSP, o texto foi assinado por Érica Fraga, Anais Fernandes e Alexia Salomão.

Sinal de alerta, portanto na, nave da economia, decorrência da queda de 0,2% do PIB, um recuo agravado – digo eu – pelo crescimento da população.  Dessa forma, o recuo torna-se maior e mais significativo porque eleva-se ao índice negativo de 1,2%, porque a renda per capita resulta da divisão do Produto Interno Bruto pelo número de habitantes, que aumenta 1% ao ano.

MAIS PRESSÕES – O panorama encontra-se mais denso, o que faz com que aumente a pressão do governo para aprovar reformas, especialmente a da Previdência Social. A meu ver, a reforma da Previdência apresenta-se como um fenômeno multilateral capaz de promover uma reação no processo econômico.

O processo econômico destaca uma redução de 0,1% no comércio, de 0,7% na indústria , fatores suavizados em seu efeito pelo consumo das famílias na escala de 0,3%. Os dados que iluminam o plano da observação são originais de pesquisa do IBGE.

Relativamente à liberação de contas ativas do FGTS, o Ministro Paulo Guedes disse que o governo está estudando a liberação projetada pela equipe dele e que se torna um ponto na luta pela retomada do desenvolvimento econômico brasileiro.

CULPA DE QUEM? – Os economistas da equipe de Paulo Guedes culpam, como causa da deterioração das expectativas pela difícil relação entre os poderes Executivo e Legislativo. Todos esses aspectos conduzem a um tempo de urgência para o equacionamento das expectativas. Isso porque estabeleceu-se um clima de desconfiança entre os dois poderes.  Resulta disso tudo, segundo Luis Fernando Assis, ex-diretor do Banco Central, frisando que um dos caminhos para a recuperação pode ser tanto a liberação de saques no FGTS quanto o corte dos juros bancários. Entretanto nem tudo pode ser resolvido com base na confiança.

Assim o processo econômico passa para uma nova fase. É a segunda etapa do projeto Paulo Guedes.  Vamos esperar os próximos passos e os próximos efeitos da batalha parlamentar em torno da reforma previdenciária.

5 thoughts on “Guedes, homem do liberalismo, defende intervenção estatal para elevat consumo

  1. Liberar o saque do FGTS é um paliativo, porque aquece o mercado por alguns meses, depois volta tudo como antes.
    Só há progresso com o consumo perene. Creio que essa reforma da Previdência, vai tirar dinheiro dos trabalhadores e com isso, inibir o consumo.
    É o povão que aquece o mercado. Os que ganham muito, em demasia, sobra-lhe muito dinheiro, que permite irem em férias a Miami, ou Paris, aquecer o mercado estrangeiro..

  2. O grande e experiente Jornalista Sr. PEDRO DO COUTTO, observa que o Neo-Liberal Ministro da Fazenda (Economia) Dr. PAULO GUEDES, (69) antes mesmo da aprovação pelo Congresso das Reformas Dialogadas, começa a pensar em usar Medidas anti-Cícliicas do grande Economista Lord KEYNES, para via Consumo fazer nossa estagnada Economia “pegar no tranco” e depois acelerar.
    Como as Reformas implicam redução do Estado com consequente perda de “Direitos”, são impopulares, a Psicologia ensina que o Povo só aceita um mal menor (Reformas), para evitar um mal maior (Desemprego), e por isso o Governo não queria Medidas anti-Cíclicas antes das Reformas. Agora porém, o Governo BOLSONARO/MOURÃO sente que o desgaste Político está no limite e quer usar Medidas anti-Cíclicas já antes das Reformas.
    A nosso ver, é preferível esse caminho, mesmo que dificulte aprovar as Reformas.

    Todos concordam em que o Estado Brasileiro cresceu demais, inchou, consumindo atualmente 41% do PIB (34% PIB de Carga Fiscal + 7% do PIB de Déficit Nominal, o que computa o Custo da Dívida Pública).
    Temos que trocar o pneu do carro com o carro andando, o que não é fácil.Mas também não é impossível.

  3. Qual a surpresa? Liberais econômicos nunca tiveram problemas em aceitar dinheiro vindo do governo. Liberais só acham o governo ruim quando ele cobra impostos ou gasta em coisas públicas.

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