Guedes transformou o INSS no maior fracasso do governo e até agora nada foi feito

Resultado de imagem para fila do inss charges

Charge do Junião (Arquivo Google)

Pedro do Coutto

O presidente Jair Bolsonaro, diante da impossibilidade de o INSS atualizar e decidir sobre os pedidos de aposentadoria dos trabalhadores, anunciou que convocaria 7 mil militares da reserva para socorrerem o Instituto e assim contribuirem para reduzir uma fila de 2 milhões de requerimentos. Tudo bem. Mas de repente deixou-se de falar no assunto e surgiram até versões destinadas a buscar o apoio adicional de vários órgãos públicos, como a Dataprev, banco de dados da Previdência Social, e servidores aposentados do próprio INSS.

Até agora, nada aconteceu. E a fila vai aumentando, porque é muito difícil marcar agendamento pela internet, pois é preciso ter login e senha. Se perdeu a senha e requer trocá-la, não consegue agendar pela internet nem pelo telefone. As atendentes do 135 recomendam que a pessoa vá diretamente à agência, mas não será atendida, porque não fez agendamento.

SUPERFILA – A cada mês a fila aumenta, porque outros segurados completam a exigência do tempo de serviço necessário e a idade exigida para que possam se aposentar. Assim vem sucedendo há três meses que separam novembro de 2019 a janeiro de 2020, com o INSS absolutamente imóvel, sem despachar uma só aposentadoria. É uma situação inexplicável, e o ministro Guedes não está nem aí, embora a culpa seja da equipe econômica – leia-se: do próprio Guedes.

 Inicialmente o INSS pensava em resolver o problema em seis meses, reduzindo substancialmente a lenta fila que se locomove até os computadores da Previdência. Porém, logo após, esse prazo foi alongado para oito meses.

Há processos nas estantes da Previdência esperando por 45 dias um despacho que assegurasse um andamento por mais lento que fosse, mas que não seria igual a zero.

TUDO PARADO – Pelo que se deduz, Não há velocidade, porque o Instituto não entrou em movimento depois da reforma, e os segurados continuam esperando.

O socorro militar previsto tem de receber condições básicas para se realizar.  Isso porque é preciso que conheçam a burocracia e a engrenagem do Instituto para que possam transformar a vontade de ajudar em uma ajuda efetiva. Na minha opinião, a convocação teria de ser precedida de um aviso em busca daqueles que podem se propor a esse socorro administrativo. Convocar no caso pode não produzir reflexos e receber negativas. Afinal, os militares só podem ser convocados para serviços específicos das forças a que pertencem.

Dessa forma o presidente Jair Bolsonaro deve substituir o verbo convocar pelo verbo convidar. Além disso tem de se considerar a necessidade de uma fase de treinamento. Sem isso, apenas acrescentar mais mão de obra à Previdência não vai funcionar.

MÁXIMA URGÊNCIA – O governo precisa voltar ao assunto de maneira urgente, porque a demora, quanto maior ela for, mais prejudicará os que desejam se aposentar e também as empresas em que trabalham, que não podem dispensá-los enquanto as aposentadorias não saírem do papel.

O ritmo dos requerimentos de aposentadoria cresceu muito depois da reforma da Previdência aprovada em novembro e à medida em que o tempo passa vai acumulando o número dos que desejam aposentar-se. É fato inédito e tenebroso, nunca se viu isso na História do INSS.

Por falar em aposentadoria, as concessões implicam também em saques das contas do FGTS. É preciso não confundir multas rescisórias de 40% e o desligamento voluntário que se caracteriza pela concessão das aposentadorias.

17 thoughts on “Guedes transformou o INSS no maior fracasso do governo e até agora nada foi feito

  1. Gastaram tempo, dinheiro e energia para aprovar uma reforma que reduz direitos e os gastos do desgoverno.
    Os fatos e circunstâncias demonstram que basta travar a fila.
    E Goebbels continua vomitando ideias mais maléficas e estúpidas no exterior, como o imposto diabetes.
    Brasil, nova fronteira para os investimentos estrangeiros? Sim. Uma nova fronteira intransponível.

  2. Contratar auditores independentes para examinar benefícios e eliminar as filas.
    Com isto, nenhum vínculo empregatício a não ser pelos Contratados pelos serviços terceirizados.

  3. França tem nova jornada nacional contra reforma da Previdência nesta sexta.

    No 51º dia da greve contra a proposta do governo, os militantes antirreforma prometem manifestações em todo o país e “ações espetaculares”. Os líderes sindicais à frente desta mobilização interprofissional acreditam que ainda têm a opinião pública do seu lado. Segundo uma pesquisa publicada na quarta-feira (21), 61% dos franceses consideram que o presidente da República deveria suspender a reforma. A sondagem foi realizada pelo instituto Elabe para o canal BFMTV.

    Após quase dois meses de paralisação de metroviários e ferroviários, e um governo firme no propósito de aprovar a reforma, alguns episódios revelam uma certa redicalização. Nesta semana, dois ministros – Gérald Darmanian (Contas Públicas) e Bruno Le Maire (Economia) – receberam cartas com ameaças de morte.

    As correspondências, enviadas por desconhecidos, tinham cartuchos de bala nos envelopes e bilhetes com a seguinte advertência: “Ou você convence Macron que já chega, que ele deve retirar sua reforma, ou será o massacre”. O Ministério Público abriu uma investigação para identificar os autores das ameaças.

    Protestos em 150 cidades

    Os atos públicos já começaram no fim da tarde desta quinta-feira (23), com passeatas programadas em 150 cidades francesas. Para prevenir incidentes, em Lille (norte), as autoridades da área de segurança proibiram a utilização de fogos de artifício e rojões nos cortejos.

    Em Paris, uma grande manifestação está marcada para começar às 11h (7h em Brasília) da sexta-feira, saindo da praça da República em direção à praça da Concórdia, onde deve terminar por volta das 19h pelo horário local. A companhia de metrô parisiense RATP diz que o tráfego será normal nas linhas 1, 7bis e 14, enquanto nas demais a circulação estará bastante perturbada.

    Os eletricitários organizam novos cortes de eletricidade. Dois sindicalistas da região da Dordogne (centro) foram detidos para interrogatório, ontem, depois de cortar a energia de uma empresa considerada de risco.

    No setor portuário, a operação “três dias de portos mortos” vai até o fim da sexta-feira. Sem fornecer os detalhes, a aviação civil prevê transtornos nos aeroportos.

    Nos últimos dias, as ações mais contundentes foram lideradas pelos advogados, que possuem sua própria caixa de aposentadoria e não querem ser integrados ao regime único por pontos defendido pelo governo. Eles prometem realizar vários protestos nos tribunais. Em Lyon (sudeste), um grupo de advogados entregou nesta quinta centenas de pedidos de soltura de presos para protestar contra a reforma da Previdência.

    Os professores são outra categoria fortemente mobilizada. Os sindicatos SNES-FSU pedem um dia de escolas e universidades fechadas. Em alguns campus, como o da Universidade de Nanterre, na região parisiense, os professores programaram uma greve a partir de amanhã até o final da semana que vem.

    *As inforamções são da Rádio France Internacional (RFI)

  4. Dias atrás sugeri que em vez de contratar milicos aposentados se recontratassem servidores do INSS aposentados, mas os governos sempre agem assim, porque facilitar quando é mais fácil complicar as coisas? A solução salta aos olhos mas gente como o próprio presidente do INSS, o ministro da Previdência e o Posto Ipiranga não conseguem ver o óbvio. Acredito que milhões de brasileiros pensaram o mesmo que eu, mas nós não passamos de simples pagadores de impostos, os espoliados de sempre.

    • Perfeitamente Skleton, isso sería a solução mais inteligente. Agora imagine a quantidade de inquéritos administrativos que serão gerados, resultado de processos de aposentadoria ou pensões mal instruídos por funcionários mal treinados. Acrescento ainda o agravante, que os militares voluntários mal treinados, estarão também sujeitos as penalidades previstas no regimento para todo servidor público.

  5. É inadmissível o que está acontecendo no INSS tanto quanto é inadmissível o que acontece nas filas dos postos de saúde e dos hospitais Brasil afora, por exemplo. É certo que no INSS a questão foi agravada pelo fato de ter havido uma reforma que mudou os procedimentos internos os quais ainda estão em processo de adaptação. O que quero salientar, sem justificar a atual situação, é que o INSS nunca foi em tempo algum um modelo de excelência no trato com os segurados. Tempos atrás, levei 1 ano e meio percorrendo voluntariamente os guichês daquele Institituto para conseguir uma simples pensão para o tio da minha mulher. Mesmo sendo advogado, com conhecimento suficiente da legislação previdenciária, tinha hora que eu me enredava de tal forma nos meandros da burocracia que tinha vontade de desistir. Cada semana, um servidor diferente tinha uma interpretação pessoal diversa do anterior e voltava para um terceiro que discordava dos dois e assim seguia, ou melhor, dava meia volta. Kafka perdia longe. Imagine o que padece uma pessoa simples, no meio desse cipoal.

  6. Dizem que o modelo de Guedes fracassou no Chile. Porém, a culpa pelo desmanche do serviço público deve ser
    debitado ao fhc e os ex-presidentes que o seguiram. Não acredito muito nos nossos diregentes públicos. Pois, muito deles tem interesses ocultos em suas atitudes.

  7. A fome, as doenças e penúrias de toda ordem rondam as casas de mais de 12 milhões de desempregados, mas isso não sensibilizou o governo como mostra a decisão de contratar 7.000 militares da reserva para funções SIMPLES, por 8 anos, com o objetivo de regularizar pendências de 2 milhões de brasileiros no mal gerido INSS.

    O contrato, por justiça, deveria beneficiar os necessitados de tudo e não os já afortunados.

    Quantos estagiários para funções SIMPLES poderiam prover a família? E os contratos temporários, para que servem? Decreto tem, solução tem, mas é maior a inominável DESUMANIDADE!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *