Há muitos motivos para o Banco Mundial rejeitar Weintraub, inclusive burlar a lei dos EUA

O jornalista Eliomar de Lima escreve sobre política, economia e ...

Charge do Céllus (Arquivo Google)

Pedro do Coutto

A realidade em torno de Abraham Weintraub, indicado para uma diretoria do Banco Mundial, encontra-se sintetizada no título deste artigo. O ex-ministro da Educação acumulou uma sequência de fatos contra ele mesmo. A sequência negativa teve por último ato sua demissão do Ministério, num sábado pela manhã tão logo desembarcou em Miami, a caminho de Washington. Por que isso?

Porque a condição de ministro de Estado, de senador ou deputado federal permite a seus titulares obterem passaporte diplomático, não estando sujeitos portanto à quarentena obrigatória decretada pelo governo dos Estado Unidos.

UM ATO ILEGAL – Este é o fato que levou Bolsonaro a só exonerá-lo quando já tinha ingressado em solo americano.               Assim, Weintraub livrou-se aparentemente da quarentena, uma vez que embarcou com sua condição de ministro e desembarcou quando sua exoneração foi publicada em edição extraordinária no D.O da União.

Mas vamos alinhar seu envolvimento em atos extremamente críticos que confirmam seu comportamento tão exótico quanto radical. Chamou os ministros do Supremo de vagabundos, está sendo acusado de próprio STF de participar do processo sobre as fake news. Participou da manifestação de domingo 14 de junho na qual se liam cartazes pedindo o fechamento do Supremo e do Congresso destacando a hipótese de um golpe militar no país.

Poderá, e acredito que o será, condenado pela Corte Suprema. Por fim, desencadeia-se sobre ele uma onda contrária a sua indicação pelo Congresso Nacional.

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FRACASSA A MISSÃO DE PAZ JUNTO A MORAES

Foi péssima a ideia do presidente Bolsonaro, ao enviar a São Paulo uma missão especial do governo, integrada pelos ministros Jorge Oliveira, André Mendonça e José Levi, para se encontrar com o ministro do Supremo Alexandre de Moraes e pedir algo esquisito, como se configura o objetivo de tentar harmonizar o relacionamento do Palácio do Planalto com o STF.

A ideia, por ser completamente absurda, deixa mal tanto o governo quanto a Corte Suprema. Como integrante do Supremo, Alexandre de Moraes é o relator do processo das fake news e também da inclusão de Weintraub como participante da manifestação que pediu tanto o fechamento do STF quanto do Legislativo.

A iniciativa só pode causar o efeito inverso. Pois se Alexandre de Moraes mudasse sua conduta, a todos pareceria que fora cooptado. Aliás, o STF em peso deve repudiar o lance despropositado do Palácio do Planalto.

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BIDEN TEM 7 PONTOS DE VANTAGEM CONTRA TRUMP

Reportagem de Marina Dias, Daniel Mariani e Diana Yukari, Folha de São Paulo de hoje, revela com base nas últimas pesquisas americanas que Biden tem 7 pontos à frente de Trump. Um dado interessante. Entre as mulheres a margem em favor de Biden chega a 25 pontos. E as mulheres pesam 55% do eleitorado americano.

o candidato Democrata tem melhorado sua posição em Estados de tendência Republicana. No Texas, o maior destes, Biden e Trump encontram-se empatados. Outro aspecto em favor de Biden é sua maior margem de vitória junto ao eleitorado negro e também os que congregam a categoria de não brancos.

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A REDE GLOBO E O FLAMENGO

Ontem, sábado, numa entrevista a Carlos Eduardo Mansur e Tales Machado, o diretor de direito de transmissão da rede Globo afirmou que a medida provisória assinada há poucos dias pelo presidente Bolsonaro estabeleceu uma confusão quanto aos contratos em vigor para as transmissões esportivas, principalmente o futebol. A MP 984 não pode alterar os contratos em vigor, pois os clubes têm que ser livres para comercializar seus direitos.

Enquanto isso, segue um desentendimento entre a Globo e o Flamengo a respeito do pagamento pela transmissão de suas partidas. A meu ver o Flamengo não tem razão. É preciso considerar que embora o clube seja o de maior torcida em todo o país, ele não joga sozinho. Precisa de um adversário para que sua imensa onda de adeptos possam torcer pelo time. Esta condição é tão essencial quanto insubstituível.

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