Há seis meses, com exclusividade, denunciei Ricardo Teixeira e Nicolas Leoz como mestres de cerimônia da corrupção, que levou as Copas de 2018 e de 2022 para a Rússia e o Qatar.

Helio Fernandes

Tenho que pedir desculpas, dei o furo, mas a corrupção era e é muito maior do que imaginava. Os corruptos conseguem sempre se superar, a ganância e a voracidade deles por dinheiro não tem limite.

Eu devia ter compreendido que o presidente da CBF e mais o da Commebol, são insuperáveis, inimagináveis, inacreditáveis em matéria de falta de escrúpulos. Só que desta vez houve pequena alteração no roteiro.

Não foram presos, não perderam os cargos, continuam pilotando a impunidade, não se sabe de onde vem tanta imunidade. Mas pagaram um preço que atingiu o coração dos dois. E mais do que o coração, atingiu fundamente a geografia bancária deles.

Teixeira tem uma historia miserável nesses 22 anos em que preside a CBF. Começou em 1989, até 2011, não apareceu um concorrente para disputar com ele. O Congresso não pode legislar sobre essa eternidade dos mandatos?

Ele insiste que a CBF é empresa particular, não pode ter seus mandatos fixados pelo Legislativo. Por que não pode? O futebol é a “paixão nacional”, além dessa paixão inegável, movimenta interesses colossais, diretos e indiretos.

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PS – O CNJ (Conselho Nacional de Justiça) tem se omitido claramente nos processo que envolvem Ricardo Teixeira.

PS2 – Indiciado por uma CPI em vários crimes financeiros, vai se livrando de todos, com a “cumplicidade” visível do Judiciário.

PS3 – Agora mesmo, na Europa, teve que devolver uma fortuna, com a condição-exigência de não ser processado. Conseguiu, ganha outra vez tudo que devolveu.

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