“Há uma ofensiva econômica e religiosa contra os povos indígenas”, critica antropólogo

O antropólogo Eduardo  avalia que a escalada do desmatamento e a pressão sobre povos indígenas piorou após a eleição de Jair Bolsonaro Foto: Ana Branco / Agência O Globo

Viveiros de Castro diz que os prefeitos incentivam desmatamento

Bernardo Mello Franco e Fernanda Godoy
O Globo

Numa palestra recente, o antropólogo Eduardo Viveiros de Castro disse que governar é criar desertos. Ele usou a metáfora para descrever a relação dos donos do poder com o meio ambiente. “Quem já andou pela Amazônia sabe que a grande realização de todo prefeito é derrubar as árvores e cimentar a praça”, comenta.

Crítico de obras faraônicas da ditadura militar e dos governos petistas, o professor da UFRJ considera que a situação ficou ainda pior desde a posse de Jair Bolsonaro. Ele atribui a escalada do desmatamento a uma aliança da gestão atual com os setores mais atrasados da economia, que derrubam a floresta para plantar soja e extrair minério.

O avanço das motosserras tem aumentado a pressão sobre os povos indígenas, que o antropólogo estuda desde a década de 1970. “O que eles querem é acabar com os índios no Brasil”, afirma.

Há muito tempo não se falava tanto em ameaças aos índios no Brasil. Por quê?
Há uma ofensiva econômica e religiosa contra os povos indígenas. O grande capital quer as terras, e os evangélicos querem as almas.

Existe uma frase famosa atribuída a um índio americano: “Nós ficamos com a Bíblia e vocês ficaram com a terra”. Os grandes interesses econômicos, que sempre tiveram a posse do Estado, agora se uniram ao fundamentalismo religioso. Isso é uma coisa relativamente nova no Brasil. E muito preocupante.

Onde o governo entra nisso?
Este governo tem três braços: o econômico, o religioso e o militar. Os militares veem os índios como ameaça à soberania. Os evangélicos tratam os índios como pagãos que devem ser convertidos. E o grande capital quer privatizar ao máximo o território brasileiro, o que significa reduzir as reservas ecológicas e as terras indígenas.

O projeto é abrir novas áreas para o extrativismo mineral e derrubar mais floresta para abrir pasto e plantar soja. O Brasil está retomando sua vocação de colônia de exportação de produtos primários. Tivemos o ciclo do açúcar, o ciclo do ouro, o ciclo do café e o ciclo da borracha. Agora temos o ciclo da soja e da carne.

Bolsonaro nomeou um missionário para o setor da Funai que cuida dos índios isolados. O que isso significa?
Os cristãos fundamentalistas acreditam que é preciso converter até o último pagão, e os índios isolados são os clientes ideais para esse projeto.

O objetivo dos missionários é desconectar os índios das suas condições culturais e materiais de existência. Isso significa separar os povos deles mesmos. Destruir o que há de indígena nos povos indígenas.

É um projeto especialmente sinistro porque está ligado a um programa econômico de desterritorializar os índios para permitir a entrada da mineração. Os missionários são fanáticos, mas os estrategistas do Estado não são. Desde 1987, a política oficial da Funai era evitar o contato e garantir a proteção dos índios isolados. Essa política sempre foi combatida pelos missionários. Agora também passou a ser combatida pelo governo.

Como vê as declarações do presidente sobre os índios?
São declarações racistas e repugnantes. Essa história de que o índio “está evoluindo” e “cada vez mais é um ser humano igual a nós”… Bolsonaro faz declarações racistas e xenófobas, na medida em que trata os índios como se fossem estrangeiros. Essas falas estimulam a a violência, como se fossem uma licença para matar.

O Brasil tem um governo que declarou guerra aos povos indígenas. O governo Bolsonaro vê os índios como um obstáculo, como algo que precisa acabar. Os governos anteriores nunca atacaram os índios dessa forma.

Qual é o projeto de Bolsonaro para os povos indígenas?
Ele não tem projeto nenhum. Quem tem um projeto é o grande capital, que usa o Bolsonaro como uma espécie de leão de chácara. O horizonte intelectual do Bolsonaro vai até a bateia do garimpeiro. Ele tem um imaginário do Velho Oeste, uma obsessão primitiva com a ideia de ficar rico com o ouro.

Este é o governo da terra arrasada. Querem desescrever a Constituição de 1988, que não é nenhuma maravilha, mas representou um grande avanço na conquista de direitos e na proteção dos índios.

Por que os militares veem a demarcação de terras indígenas como ameaça à soberania?
Os militares vivem na paranoia de que o Brasil está sob ameaça perpétua de invasão. No plano econômico, a internacionalização da Amazônia já aconteceu há muito tempo, mas eles não dão a mínima.

Como vê os ataques do Planalto a ONGs ambientalistas?
Existem ONGs de todos os tipos, mas o governo só ataca as que difundem práticas de justiça ambiental e social. E esses ataques agradam aos militares, que sempre se viram como donos do território nacional.

O senhor também fez críticas duras aos governos Lula e Dilma. Qual a diferença entre as gestões do PT e a atual?
Fui muito crítico ao modo como os governos Lula e Dilma concebiam o desenvolvimento econômico. A construção da usina de Belo Monte foi uma monstruosidade, uma iniciativa criminosa. Sem falar nas interações bizarras entre os governos do PT e as empreiteiras.

Apesar de tudo, o que estamos vivendo hoje é muito pior. Antes você já tinha garimpeiros invadindo terras indígenas, mas a Polícia Federal ia lá e tentava retirá-los. Agora o governo quer destruir a Funai e incentivar o garimpo. O que nós temos hoje no Brasil é um projeto de destruição. Bolsonaro já disse que não chegou para construir, e sim para derrubar.

Outra coisa sinistra é a relação do poder com os porões da ditadura, com um submundo que emergiu. Vivemos num país em que a distância entre a milícia e o governo se tornou infinitesimal, para usar um eufemismo.

Como define o espírito deste governo?
O sentimento predominante no governo e em sua base de apoio é o ressentimento. Ele se manifesta nos ricos que não toleram ver a empregada indo à Disney e nos pobres que pararam de ascender socialmente por causa da crise.

O Brasil é um país que não aboliu a escravidão, um país racista. A frase do Paulo Guedes sobre as empregadas indo à Disney pertence ao universo moral da escravidão. As classes dominantes do Brasil sempre foram eficazes em manter o povo num estado de abjeção intelectual. Darcy Ribeiro já dizia que a crise da educação não é uma crise, é um projeto.

A incapacidade de aceitar as diferenças também produz ressentimento. O sujeito olha em volta e diz: “Este cara é gay, não quer viver como eu”. Então ele pensa que tem que curar o gay, tem que acabar com o índio.

Isso gera um processo de etnocídio, no sentido mais amplo da palavra. Estamos assistindo a um etnocídio geral no Brasil, uma tentativa de exterminar tudo o que não é parecido com quem está no poder.

Por que o ressentimento virou uma arma tão poderosa para políticos populistas?
Isso é um fenômeno mundial. Tem a ver com a ideia de que o mundo em que nós vivemos está acabando. Com a emergência climática, o futuro próximo se tornou imprevisível. E a sensação de que as coisas estão saindo do eixo produz uma insegurança existencial enorme.

Nós imaginávamos que a História iria conduzir o Ocidente a um mundo cada vez mais secular. E o que se vê é um retorno da religião e do fundamentalismo, que estão ligados a esse sentimento de pânico.

35 thoughts on ““Há uma ofensiva econômica e religiosa contra os povos indígenas”, critica antropólogo

  1. Esse antropologo provavelmente é um dos que ajudaram a “esticar o pendulo” para o lado esquerdo.
    E pior agora derrotados nas urnas essa mesma gente insiste em continuar tentando fazer o pendulo voltar de onde saiu.
    Naõ tem jeito, desrespeitaram a enorme tendencia conservadora da sociedade brasileira e agora temos que aturar os excessos dessa turma da extrema direita, tão bem retratados como os tigrões da ditadura nos livros do Elio Gaspari. E pior eles não estão sós, tem o apoio decisivo dos novos poderosos, os evangélicos, se bobear eles ainda acabam fundando a República Evangélica Brasileira. E os militares, eles tem sim razão em terem suas desconfianças com a presença de tantos estrangeiros principalmente na Amazonia(isso não é nenhuma paranoia).
    Todos temos responsabilidade pelo atual estado lastimável da situação do país e não apenas na Amazonia,mas no país inteiro.
    E parabenizo aqui a Tribuna da Imprensa que procura dar voz a todos interessados na questão, sejam os antropólogos, os evangélicos, os bolsominions, os militares e até mesmo algum petista que queira dar sua versão da situação é livre para colocar suas razões nesse espaço. É dificil, mas não é impossivel, sair soluções nesse embate de idéias de forma dialética.

  2. Apenas dois dias depois que um despacho oficial do Procurador-chefe Nacional da Funai ratificou a percepção de que, para a nova direção do órgão indigenista, os índios são considerados “invasores” em terras brasileiras, o governo deu novo passo para ofertar terras desses povos a grupos econômicos interessados na exploração mineral, na construção de hidrelétricas, na extração de óleo e gás, na exploração agrícola e pecuária.

    Lamentavelmente, tudo isso ocorreu na semana que marca o Dia Nacional da Luta dos Povos Indígenas no Brasil. Datado de 7 de fevereiro, o dia é uma homenagem ao líder indígena Sepé Tiaraju, morto ainda jovem em 1756 durante uma luta sangrenta contra a dominação espanhola e portuguesa no Rio Grande do Sul. O conflito que durou três anos resultou na morte de mais 1.500 indígenas.

    Passaram-se 264 anos e aqui estamos nós diante de um governo que não passou uma semana dos seus 400 dias de trabalho sem proferir ataques verbais e golpes institucionais contra os povos indígenas. Utilizando como escudo o perverso argumento de que “trata o índio como ser humano”, não só seu desrespeito e ódio são explícitos, como também são evidentes os interesses que ele representa.

    Na semana desta data simbólica, o governo enviou ao Congresso Nacional um projeto de lei que busca regulamentar diversas atividades econômicas em terras indígenas. São atividades, como o mencionado, altamente impactantes do ponto de vista ambiental e social. Em terras indígenas, a abertura para estas atividades vai muito além, é parte do projeto etnocida do Estado brasileiro, que neste governo se aprofunda radicalmente, de destruição sistemática dos modos de vida e pensamento de povos diferentes daqueles que empreendem essa destruição.

    A política de morte comandada pessoalmente pelo chefe de governo não responde aos interesses destes povos. Em vídeo publicado em seu Twitter, a coordenadora executiva da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) Sônia Guajajara destaca: “o seu sonho, senhor presidente, é o nosso pesadelo, é o nosso extermínio. Pois o garimpo provoca mortes, doenças, miséria e acaba com o futuro de toda uma geração”. A negação do direito “a qualquer centímetro de terra demarcada” é prova de que governo e povos indígenas encontram-se em lados opostos da história.

    Ódio e vilania disfarçados de boas intenções em plena segunda década do século XXI e depois de tantos massacres e violência na nossa história, passada e presente, é o que os povos indígenas recebem neste dia 7 de fevereiro.

    Nosso presente e futuro não precisam carregar esta tragédia como uma sina. Se o que se quer é um debate sério sobre como garantir que os povos indígenas tenham direito de escolher o que fazer com suas terras, respeitando suas culturas e suas escolhas, esse, evidentemente, não é o caminho.

    A sociedade brasileira não pode se furtar a este debate. E precisa estar junto aos povos indígenas na sua luta pelo direito de existirem e viverem nas suas terras, como quiserem, com o apoio que precisarem por parte do Estado, de dizerem não e de serem respeitados como parte fundamental do que nós somos como sociedade.

    Já passou da hora de rediscutirmos os sentidos do desenvolvimento nacional, incluindo a comunidade política na sua complexidade e fazendo escolhas políticas responsáveis a respeito de atividades altamente impactantes e com baixo retorno social para o país.

    O desenvolvimento baseado na superexploração de recursos naturais precisa, igualmente, passar pelo crivo de um debate econômico sério sobre seus reais efeitos para nós, brasileiros, e para toda a humanidade.

    Governo Bolsonaro manobra para travar a demarcação de terras indígenas no Brasil

    “Desde a redemocratização, é o pior cenário possível para os indígenas”, afirma antropólogo
    O clima hostil contra os povos indígenas no Brasil. O ano já é de luta para os indígenas.

    O ano mais violento contra os indígenas no Brasil, informa o jornal do Vaticano.

    Número de mortes de lideranças indígenas em 2019 é o maior em pelo menos 11 anos, diz Pastoral da Terra

    Não dá para dormir

    Dois indígenas Guajajara são assassinados no Maranhão em escalada de violência na zona
    Nota do Cimi sobre assassinatos de indígenas Guajajara, no Maranhão, e Tuiuca, no Amazonas
    Povos Yanomami e Ye’kwana se unem e exigem: “Fora, garimpo!”

    O racismo contra povos indígenas e o mito do índio improdutivo. Em artigo, Leonardo Barros Soares diz que garimpeiros, traficantes e madeireiros aterrorizam os indígenas.

    Ao menos 21 Terras Indígenas estão invadidas. Cimi denuncia o extermínio programado dos povos isolados.

    ‘O Governo Bolsonaro tem sangue indígena em suas mãos’, afirma APIB sobre o assassinato do guardião da floresta Paulo Paulino
    Guajajara:

    “Pare o Genocídio Indígena”: protesto contra ministro Salles em Londres

    ‘Um dia de terror’: A reação de povos indígenas ao discurso de Bolsonaro na ONU: ‘Ofensivo’, ‘racista’ e ‘paranoico’: a visão de líderes indígenas sobre discurso de Bolsonaro na ONU.

    Sob Bolsonaro, dobra o número de terras indígenas invadidas
    A maior violência contra os povos indígenas é a destruição de seus territórios, aponta relatório do Cimi
    “O discurso do governo hoje é acabar com a população indígena”.

    Salivando ódio contra indígenas: um balanço dos seis meses da (anti)política indigenista do governo Bolsonaro:

    “É inadmissível haver mortes de indígenas por estarem protegendo as florestas”. Bolsonaro é denunciado em corte internacional por “incitar genocídio indígena”.

  3. A maioria dos índios querem viver os dias de hoje e não como até agora, na idade da pedra. como quer a sempre nefasta esquerda, que é a principal responsável pela nossa miséria e atraso.

    Nos EUA , os problemas indígenas foram resolvidos nos inícios do século passado, entre entre eles com o uso de suas terras para fins comerciais, até com cassinos, tornando os índios com um um nível de renda invejável desde aquela época.

    É muito mais fácil fiscalizar a amazônia com empresas legalizadas.

  4. Obras faraônicas do governo petista?
    Seriam as obras financiadas pelo governo petista (via BNDES) em países governados pelos amigos ditadores de Lula/Dilma?

    Obras ditas faraônicas do governo militar lembro de algumas e sem precisar pesquisar: Hidroelétrica Itaipu, Ponte Rio Niterói, Rodovia Transamazônica e se pesquisar acho mais.

    Já o PT, se iniciou e não terminou a Transposição do Rio São Francisco,
    a Ferrovia Norte Sul nem iniciou e nem terminou no governo petista
    e a Usina Hidrelétrica de Belo Monte não foi iniciada e nem terminada (se é que já se terminou) no governo petista.
    Então qual foi mesmo a grande obra do governo petista?
    Se existe, está inserida no PAC 1 ou no PAC 2?

    Aquela entrevista com o Mercadante e agora esta deste antropólogo, esses socialistas, para denigrir o governo que não é de esquerda, falam o que dá na telha, ou seja, falam um monte de fanfarrices e inutilidades.

  5. Como que se pode matar um povo constituído de um milhão de pessoas?
    Guerra;
    Bombardeios;
    Fome;
    Doenças;
    Abandono.

    Nossos indígenas não estão sendo mortos por nenhuma das formas que citei acima, caso contrário teríamos sofrido intervenção de Belize, Haiti, Coréia do Norte, Laos, e República de Mianmar, pois até essas pequenas nações se sentiriam no direito de impedir o genocídio indígena comandado por Bolsonaro.

    Mas, a verdade é uma só:
    O atual presidente assumiu um país fragmentado, em pedaços, deteriorado, deplorável, comandado por traidores e corruptos, castas, elites e banqueiros.
    Não há setor que não esteja em crise, comprometido pela falta de verbas, de atenção, de cuidados, menos, evidentemente, as nossas instituições, que estão em pleno gozo de vidas nababescas e salários milionários.

    Consequentemente, se a oposição ou especialistas em indígenas reclamam da falta de importância do governo para as tribos ainda restantes no país e que somam 900.000 aborígenes, quem defenderá o pobre e miserável, cuja população é quase 70 milhões de vidas absolutamente desprezadas pelos poderes constituídos??!!

    A menos que as vidas indígenas valham mais que a dos brancos, negros, pardos, mulatos, amarelos … então que morram pobres e miseráveis e que se preserve o modo de vida indígena.
    Seria correta mais esta escolha por parte do Planalto?
    Os outros segmentos protegidos e muito bem cuidados são as castas do parlamento e judiciário.
    Mas, e quanto ao povão?

    A questão é justamente o caos social, político e econômico, que nos encontramos.
    Ainda mais sem planejamento ou prioridades estabelecidas como urgentes e intransferíveis.

    Não existe setor algum que esteja bem no país, com exceção, repito, das castas mencionadas.
    No entanto, priorizar os indígenas em detrimento mais uma vez dos milhões que penam, que sofrem, que morrem sem as mínimas condições de sobrevivência, afirmo taxativamente ser contra mais esta discriminação.

    Por outro lado, tenho lido comentários muito bem escritos em defesa dos indígenas, e críticas contundentes contra o governo central.
    Nada contra, apenas a favor.

    No entanto, aonde está a defesa daqueles que não são aborígenes?
    Daqueles que viram latas de lixo a cada dia para conseguir restos de comida para se alimentarem?!
    Aonde os protestos contra as mortes em portas de hospitais ou à espera de consultas para médicos especializados?
    Aonde encontro reportagens ou entrevistas de sociólogos acusando o governo de crimes contra a humanidade, pela forma como tem tratado o povo carente e necessitado?!

    Leio sempre textos que enaltecem o capitalismo, o neoliberalismo econômico, o mercado como regulador do emprego, e ofensas, agressões e insultos, quando se tenta debater como sistema mais indicado à população a social-democracia.

    Todos os temas abordados prevalecem sobre a vida dos desafortunados que, lá pelas tantas, sequer mereceriam viver, mas desaparecer, no pensamento dos economistas e admiradores do capitalismo!

    O Brasil e seus governantes aumentam as injustiças sociais e as discriminações entre os próprios brasileiros, indiscutivelmente.
    O indígena, podemos dizer que é brasileiro ou não?
    Se for considerado um povo à parte da sociedade nacional, então não temos nada que nos intrometer no seu modo de vida.
    Se for reconhecido como um de nós, então é imperioso que se dê ao povo de qualquer etnia os mesmos direitos e deveres, menos tratar com privilégios alguns em detrimento da maioria absoluta!

    Resumo da ópera:
    Se a entrevista do antropólogo foi excelente na postagem em tela, pois o especialista foi competente em apontar os problemas indígenas e do país com seriedade e conhecimento de causa, faltou apontar soluções para os problemas apresentados.
    As falhas, os erros, as omissões, irresponsabilidades, defeitos … foram bem lembrados, mas como resolvê-los?!

    Volto a frisar:
    Nossos problemas estruturais e conjunturais são tantos e tão graves, que não existe da parte do governo sequer um plano para amenizar a nossa situação porque a variedade de áreas necessitadas e carentes é demais, e Bolsonaro não sabe sequer por onde deve começar.

    O presidente iniciou pessimamente a sua gestão ao designar a reforma da Previdência como fundamental.
    Melhorou a economia?
    Nada!
    Agravou mais ainda quem precisa do INSS e da Previdência, haja vista ter deixado de lado o que era importante e urgente.

    Basta de discriminações no Brasil.
    Somos todos brasileiros e merecemos a mesma atenção dos governantes, independente da etnia que nos origina.
    Ou assim – igualdade – ou então diferenças maiores e cada vez mais intransponíveis para termos uma nação verdadeira, e não apenas um território demarcado.

  6. Já ouvi dizer (não tenho interesse em saber) que no Estatuto do PDT está inserido lá que uma das bandeiras desse Partido citado é defender a causa indígena.

    Antes de falecer o Índio Juruna falou: ‘‘O Congresso não é a Casa do Povo como eu pensava. Só chega a deputado ou senador quem é rico, fazendeiro, empresário ou gente ligada aos grandes grupos que têm interesses econômicos. Eu era apenas um índio lutando contra tudo e contra todos os interesses. Ninguém se importava com a causa do índio. Só ouvíamos discursos, promessas e enrolações que nunca chegaram nas aldeias’’.
    Sobre um paralelo entre o governo militar e o civil em relação à causa indígena, o líder xavante responde: ‘‘Infelizmente, o governo militar foi melhor. Apesar das ameaças, da pressão dos militares e até da Polícia Federal que era usada contra nós, os militares tinham mais palavra. Quando faziam um acordo, geralmente cumpriam. O governo civil só faz promessas e usa a questão indígena para fazer política. Veja o que esse governo fez durante a comemoração dos 500 anos. Foi um ato vergonhoso que representou o verdadeiro desrespeito que essas autoridades têm pelos índios’’, critica

    Pois é, o Juruna falou que ninguém se importava com a causa do índio. Que só ouvia discursos, promessas e enrolações que nunca chegaram nas aldeias.
    E disse mais, falou que o governo militar tinha palavra e cumpria os acordos feitos. E que o governo civil só faz promessas e usa a questão indígena para fazer política.
    Citou sobre o que aconteceu nas comemorações dos 500 anos.

    E assim caminha a humanidade. Partidos, Políticos e Governantes tão nem aí para causa indígena, fizeram pouco. Bem verdade que já doaram áreas aos índios maiores que países da Europa. Mas os índios estão lá entregue às moscas, às doenças e só Deus sabe das suas necessidades.

    Agora com o Bolsonaro no poder aparece toda Esquerda se dizendo defensora da causa indígena e acusando o atual governo de exterminador dos povos indígenas, da floresta, do meio ambiente, da Educação etc.

    Mas, infelizmente comunista vive de discursos e vamos ouvi-los na base do ENTRA POR UM OUVIDO E SAI PELO OUTRO.

  7. O Brasil tem uma extensão territorial de 851.196.500 hectares, ou seja, 8.511.965 km2. As terras indígenas (TIs) somam 723 áreas, ocupando uma extensão total de 117.427.323 hectares (1.174.273 km2). Assim, 13.8% das terras do país são reservados aos povos indígenas.

    Segundo o Censo IBGE 2010, os mais de 305 povos indígenas somam 896.917 pessoas. Destes, 324.834 vivem em cidades e 572.083 em áreas rurais, o que corresponde aproximadamente a 0,47% da população total do país.

    Para que tanta terra para índios ???

    • Para garantir uma terra e produtos alimentícios sãos, para uma garantida robusta descendência, ou iremos depender das “se-mentes” de um Gates ou de uma “monsanto”?.

    • Dados os seus números, 36,2% dos aborígenes brasileiros – como diz o Chico – vivem nas cidades. A diferença, seja 63,8% vivem em 13,8% da terra brasilis. Explicação é simples: estes últimos são caçadores-coletores (Noah Harari) e precisam desta gigantesca extensão de terra para, nômades, alcançar as antenas das diversas operadoras de telefonia celular espalhadas nas franjas das suas terras. Simples.

  8. Segundo a esquerda:
    Lula veio ao mundo para ajudar os pobres.
    Bolsonaro veio ao mundo pra matar índios.
    O Faca Comprida é a encarnação do Philip Henry Sheridan general do exército americano, autor da frase “índio bom é índio morto”.
    Já o $talinácio Curro de La Grana é a encarnação cuspida e cagada do bom samaritano bíblico misturada com São Francisco de Assis, o santo dos pobrezinhos.

  9. Infelizmente o aparelhamento ideológico das universidades compromete a credibilidade da ciência.

    Não podemos ter garantia de que ele está falando como cientista ou mentindo como militante esquerdopata.

  10. Quem mais faz mal aos índios é a religião fundamentalista. Já não basta bater de porta em porta da pessoas, programas religiosos em vários canais de televisão, irem as penitenciárias e às tribos indígenas para cooptar mais fieis, destruindo a bela cultura dos índios.
    O que essas religiões fazem é um trabalho de base para aumentar o número de fieis, com a finalidade de aumentar seu poder financeiro e político.
    Uma coisa é o governo não fazer nada pelos milhões miseráveis do país, outra coisa e querer destruir os índios, sua religião e costumes.

  11. Para os antropólogos os índios são uma raça a parte, que deve ser cercada, colocada em uma reserva ou zoológico para que eles possam estudá-los. Para os antropólogos o índios não podem decidir o querem, não tem direito a participar do resto da sociedade, posto que se fizerem isso, os antropólogos perdem seu “objeto” de estudo.

  12. Caro Jornalista,
    O lula vivia com pajelança, em meio aos índios e a natureza selvagem e pura, que cura todas as doenças. Mas foi só saber que estava com câncer e correu para a engarrafada, caótica, desmatada e poluída São Paulo, para se tratar com o que havia de mais moderno na medicina dos “grandes capitalistas”!

    Pergunta:”-Onde o governo entra nisso?
    Resposta: -Este governo tem três braços: o econômico, o religioso e o militar. Os militares veem os índios como ameaça à soberania. Os evangélicos tratam os índios como pagãos que devem ser convertidos. E o grande capital quer privatizar ao máximo o território brasileiro, o que significa reduzir as reservas ecológicas e as terras indígenas.”

    -Uma GRANDE MENTIRA do “especialista”:

    “Os militares veem os índios como ameaça à soberania. ”
    -Os militares são contra reservas APENAS na faixa da fronteira.

    “Os evangélicos tratam os índios como pagãos que devem ser convertidos. ”
    -Será que foi em 2919 que os religiosos começaram a assediar os índios e a adentrarem à Amazônia? E o que ele tem a dizer sobre o Conselho Indigenista Missionário, que vive enfiado nas aldeias? Seriam todos protestantes?

    “E o grande capital quer privatizar ao máximo o território brasileiro, o que significa reduzir as reservas ecológicas e as terras indígenas.””
    -Só pela palavra-chave “grande capital”, fica patente a VISEIRA IDEOLÓGICA. Portanto, não adianta você discutir, argumentar e/ou apresentar fatos!

  13. Gosto da Tribuna da Internet onde coloca uma entrevista que o um escritor que viveu na amazônia e um ecocologista de apartamento em oposição.
    Para quem viveu conforme o livro não existe garimpo sem consentimento dos índios, para outro entrevistado os índios são seres amorfos sem vontade própria.
    Bem que o Bolsonaro falou temos que trazer os índios para o presente, e não podemos deixá-los na pré-história como querem algumas ONGs.

    • Índio não é brasileiro.

      Não tem cpf.

      Não é obrigado a seguir à constituição , o código civil, nem lei nenhuma.

      O Índio vive no Brasil, e é tutelado pelo Estado.

      As terras não são dos índios.

      São da União.

      Se estes seres humanos querem ser índios, aproveitem as terras.

      Mas se querem ser brasileiros, venham conhecer o mundo do trabalho, do mérito.

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