Haddad não combate a homofobia e sim promove o homossexualismo

Pedro do Coutto

Depois do desastre do vazamento no sistema do ENEM, da distribuição de um  livro didático na realidade incentivando absurdamente erros de concordância, e agora com a aprovação de Kits escolares que, à guisa de combater a violência contra homossexuais, na realidade promovem o homossexualismo, o ministro Fernando Haddad não precisa ser demitido pela presidente Dilma Roussef: demitiu-se a si mesmo.

A partir do momento em que a presidente da República determina o recolhimento do material que faz apologia do analfabetismo e suspende a entrega na rede de ensino de audiovisuais contendo cenas de sexo entre iguais, ou mesmo que fossem diferentes, e de folders com idêntico conteúdo, não há sequer necessidade do decreto definitivo de afastamento do cargo. Ele próprio se afastou. Aliás deveria pedir para sair imediatamente. Ainda hoje, por exemplo. Lembro de uma frase do tempo de meus avós: as pessoas que têm consciência de seus atos não são demitidas. Demitem-se, caso ocupem cargos de relevância.

O Globo de quinta-feira 26 pública primorosa reportagem de Evandro Eboli sobre o assunto dissipando a falsa ideia de que o objetivo sobre o assunto era apenas a de combater a homofobia. Ao contrário. A meta é exaltar o homossexualismo. Nos folders rudimentares aparecem cenas praticamente de sexo explícito ou fortemente insinuando. Histórias em quadrinhos contêm desenhos de sexo anal. Não podem ser considerados instrutivos e sim pornográficos. Não devem portanto ser distribuídos a crianças e adolescentes. Na sua matéria, Evandro, achando que não deveria publicar as peças visuais (aprovadas pelo MEC) na página, remeteu o complemento para o site de O Globo.

Está correto. Na folha do jornal, todos automaticamente lêem. Na tela da Internet, a iniciativa do acesso é de cada um. Não praticou censura. Agiu eticamente. Exatamente ao contrário da inação do ministro Fernando Haddad. Agora imaginem os leitores a reação desse material nas salas de aula e nos colégios. Como ficam os professores que não concordam com tal didatismo? Calcule-se o volume das perguntas que vão ser feitas – ou estão sendo – pelos alunos. Além do mais, a questão da homofobia foi exponenciada.

Não se trata de rejeitar o homossexualismo masculino ou feminino, ou o bissexualismo, este muito mais amplo do que se pensa, mas sim condenar a violência contra homossexuais, esta reprovável e inadmissível. Acontece muito. Mas em relação a ela existe o Código Penal. A agressão a homossexuais é um crime, como a agressão a qualquer pessoa. As cartilhas deveriam restringir-se à mensagem de que não gostar, ou mesmo ter aversão a tal prática, não autoriza pessoa alguma a atacar aqueles que são homoafetivos.

Esta questão nada tem a ver com o que há poucas semanas decidiu o Supremo Tribunal federal a respeito dos direitos sociais dos homossexuais que vivem relações estáveis. A decisão do STF não trata da homofobia em suas várias formas. Nem poderia tratar. Ela abrange apenas o plano objetivo dos direitos civis. A esfera subjetiva peculiar à alma humana, é outra coisa. A proteção às minorias é matéria de interpretações infralegais, para citar uma frase do ministro Santiago Dantas.

Uma dessas colocações é a de que nenhuma lei no mundo pode prever ou abranger todas as situações que possam desenrolar a seu redor. Por isso, a origem do Direito é o bom senso, a lógica, o sentido e a busca do que é ou for normal. A lei distingue uma margem da outra, é a síntese dos contrários ou das contradições. Ela garante a realidade social. Mas não cria as condições sociais nas quais vive a espécie humana. Haddad falhou. Deve sair logo do MEC. Sua presença é algo contrário à essência da educação.

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