Helio Fernandes esportivo: Fórmula 1, vitória da seleção, tênis etc.

Sempre tive paixão por esportes. Pessoal e profissionalmente. Jogava futebol na praia e “pelada” em campos de amigos. Corria de 10 a 12 quilômetros por dia, isso antes do professor Cooper lançar o seu teste, hoje popularíssimo. Quando ele veio ao Brasil em 1976, deu uma volta na Lagoa (8 quilômetros), eu com ele, já com 56 anos e recebendo elogios pela facilidade.

Profissionalmente, vi nos locais 9 Copas do Mundo e 4 Olimpíadas. A primeira, em 1950, quando eu era diretor de Redação do Diário Carioca e ia fazer uma revista semanal de esportes, com o próprio dono do jornal, Horácio de Carvalho. Registrei o título “XUTE” (assim mesmo), sempre gostei de revista com títulos de 4 letras, como Time e Life, que se espalharam pelo mundo, influenciaram o jornalismo.

Por questões políticas, o Horácio teve que vender o jornal, seu prédio e máquinas para o lançamento da “Ultima Hora”, os planos não se concretizaram.

Hoje, às 7 e meia da manhã, assisti à Fórmula 1, já sem o prazer e a satisfação dos tempos em que brasileiros participavam, competiam, ganham títulos e mais títulos. Ganhou o altamente competente Vettel, que dava a impressão de estar ainda em 2010. Foi campeão, agora foi o “pole”, saiu e chegou sem tomar conhecimento de ninguém.

Curiosidade: vários corredores, como o próprio Vettel, Alonso e Weber pararam três vezes e chegaram entre os primeiros. Massa parou apenas uma vez, ficou em 9º. Por quê? Tenho a impressão de que para chegarem na frente do Vettel, têm que sair na véspera. Massa, dois dias antes.

Depois veio o amistoso (só no nome) com a Escócia, em Londres. No primeiro tempo, domínio total do Brasil, o 1 a 0 foi muito pouco. Os escoceses não deixaram Mano Manezes avaliar a forma do goleiro Julio Cesar. O gol foi de Neymar, o melhor jogador em campo, e também o que mais “apanhou” deliberadamente.

Há dias, destacado colunista do Caderno de Esportes da Folha (consagrado jogador da seleção), escrevia: “Neymar e Ganso deviam jogar na Europa, lá batem menos”. Como dizem os ministros do Supremo, data vênia para dizer o contrário. Batem mais e tão descaradamente quanto aqui.

Aos 3 minutos, o número 2 da Escócia agrediu (a palavra é essa) Neymar, jogou-o no chão e ainda desafiou-o. E fez o mesmo outras vezes, cumpria ordens.

Aos 33 minutos, no bico da área da Escócia, o mesmo Neymar foi empurrado, “peitado”, o árbitro marcou. Logo a seguir Neymar foi “abraçado” e derrubado, o árbitro não marcou nada.

Passando ligeiramente dos 40, com a maior facilidade, Neymar se livrou dos inimigos (não eram adversários) e marcou.

O segundo tempo começou no mesmo ritmo. Aos 13 minutos, Neymar deu “arrancada” do meio do campo, entregou limpa, mas o zagueiro da Escócia chutou alucinado. Corner para o Brasil. Consequência: Leandro Damião teve grande chance, cabeceou “raspando”.

Aos 31 minutos, Neymar ia marcar o segundo gol, o árbitro marcou o penalti. O próprio Neymar, com total tranquilidade,  aumentou para 2 a 0.

Aos 39 minutos, numa grande jogada com Lucas (que driblou 3 ou 4), o zagueiro tirou acintosamente com o braço, a bola desviou de rumo, não entrou.

Faltando 20 minutos, entrou Lucas, destaque. Aos 44 saiu Neymar, o treinador queria seu jogador inteiro. Consumava-se a terceira injustiça contra Mano Menezes e a seleção. Duas derrotas anteriores não merecidas. E esse 2 a 0 de agora, que deveria ter sido muito maior.

Terminando: em  1965, em plena Frente Ampla, tive que extrair o menisco. Com o competente e saudoso Nova Monteiro (5 vezes diretor do Miguel Couto) e o competente (e ainda vivo) Lídio Toledo. Reencontraria os dois, no ano seguinte, Copa na Inglaterra.

***

PS – Estranha a atuação do tenista brasileiro Bellucci. No Master de Miami, novamente eliminado na primeira rodada. Tem quase 2 metros de altura, devolve bem, tem “shute” forte, ótimo saque, não ganha de ninguém.

O mais impenetrável: perde sempre no tie-break. Anteontem, derrotado pelo 173 do ranking, perdeu o último set, no saque.

PS2 – Voltando ao futebol de clubes cariocas: surpreendentemente, Boavista e Olaria lideram seus grupos. O time de Saquarema pode passar às semifinais (como na primeira fase) ultrapassando Vasco ou Flamengo. (os dois jogam hoje à noite).

PS3 – O Olaria, que jogava na famosa Rui Bariri, merece chegar na frente de Botafogo e Fluminense, tem 12 pontos em 5  jogos. E se Olaria e Boavista, os dois, chegassem às semifinais, de um lado e do outro, não podem se enfrentar a não ser numa imaginária final.

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