Helio Fernandes esportivo: futebol, Berlusconi e Pato, futevôlei, Basquete, Master de Miami.

O Flamengo continua sem conseguir articular a ineficiência dentro do campo e a incoerência do dicionário. Se diz invicto, mas embora não perca há 17 jogos, está longe dessa palavra. Um só exemplo: empatou os últimos três jogos, agora venceu por 2 a 0. Mais um gol de Renato Abreu de 150 metros de distância e um cruzamento dele mesmo, que o adversário cabeceou para dentro do próprio gol.

Uma pena que o Boavista, que caminhava para repetir a façanha do primeiro turno, tenha perdido para o Macaé, o último da chave. Se tivesse ganho, iria para 15 pontos, praticamente na semi. Não está liquidado.

O Vasco goleou o Bangu, e chegou a 13 pontos, passando o Flamengo, parece classificado. O Flamengo ainda tem que se preocupar com o Americano e talvez o Boavista. Mas Luxemburgo, arrogante, gosta de dizer: “Estamos no segundo turno”. Não deixa de ser verdade,

No outro grupo, quem joga o melhor futebol é o Olaria, a antiga e tradicional atração da Rua Bariri, Zona da Leopoldina. E o Fluminense ainda enfrenta o Americano.

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BERLUSCONI, O “PROSTITUCIONAL”

Neste mês de abril, começa um dos quatro processos que atingem o (ainda?) primeiro-ministro da Itália. Sonegação de impostos (altíssimos), favorecimento a televisões de sua propriedade, bacanais com meninas de 12 e 13 anos.

Com o noticiadíssimo namoro do jogador Pato (da seleção do Brasil) com a filha de Berlusconi, ele pode receber convite para uma dessas festas. Mas apesar de imoralíssimo e sem ética, Berslusconi convidaria o jogador do Milan (de propriedade do primeiro-ministro) ou futuro genro?

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FUTEVÔLEI PARAGUAIO

Inventado por brasileiros, a grande surpresa da competição é o Paraguai, injustiçado há 150 anos, combatido por Brasil, Uruguai e Argentina, a mando da Inglaterra. Que dominava o mundo, não suportava o progresso do Paraguai.

No primeiro mundial desse esporte, o Paraguai foi campeão, derrotando os times de Romário e Renato Gaúcho, os inventores desse difícil e habilíssimo esporte.

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O NOVO BASQUETE NBB

O Novo Basquete Brasil (NBB) vai indo muito bem. Ontem, última rodada, agora chegam aos playoffs. O Flamengo precisava vencer para ser o primeiro, perdeu, é o quarto. Pode ser campeão, só que, se for necessário, não joga a final em casa.

O Franca enfrentou o Pinheiros, este na mesma posição do Flamengo, só que no outro grupo. Mas o Franca, que potência. No primeiro tempo (dois quartos) fez 53 a 41. O basquete brasileiro nasceu, cresceu e tem o tempo em Franca, jogadores e treinadores com suas raízes lá.

O time de Helio Rubens ganhou facilmente, e fica com a vantagem nos playoffs. É o grande adversário em qualquer cidade. Em Franca é sempre favorito e confirma. Com isso ficou na liderança geral.

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MASTER MIL DE MIAMI

Depois de difícil cirurgia e 9 meses sem jogar, Sharapova voltou como quase 200 do ranking. Chegou a duas finais de Master, Indian Wells e Miami. Perdeu as duas, e não é difícil de explicar. Sharapova seria a maior jogadora do mundo, invencível, se não fosse obrigada a sacar.

Devolve com eficiência, cruza muito bem, vai à rede magnificamente, faz tudo seguramente. Mas perde quase todos os saques. Ontem, no primeiro set, teve o saque quebrado quatro vezes, impossível vencer. No segundo, melhorou um pouco, só um pouco. Se conseguisse autorização da ATP para não sacar, que maravilha viver.

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NADAL-DJOKOVIC

Logo no primeiro set, tendo quebrado o saque duas vezes, facilmente, Nadal sacou em 5 a 2, com total negligência, parecida com  displicência. Perdeu, Djokovics confirmou em 5/3, quebrou em 5/4. Obrigou o espanhol a “descer a biblioteca”, que fez com competência.

O segundo set ia ser um videotape do primeiro. 5 a 2 para Djokovic, Nadal fez 5 a 3, o sérvio não permitiu mais nada, levou o jogo para o terceiro set. Caída visível de Nadal, melhora também visível de Djokovic. Apesar de ter jogado a raquete no chão, sem quebrar, batendo na cabeça com a raquete. O habitual. Terceiro set, Nadal 2 a 1, o sérvio mais uma raquetada no chão, falta de esportividade, pode ganhar fácil.

Foi o que aconteceu, mas não tão fácil. Levou 3 horas e 22 minutos, venceu nos detalhes, nada mais detalhado do que o tie-break, no qual Nadal se confundiu. Dupla falta e três erros não forçados são mortais, nesse tipo de decisão. Mas se foi duríssimo na quadra dura, especialidade do sérvio, imaginem o que acontecerá dentro de 15 dias quando começar a grama, (Nadal 2 a 0) e o saibro (Nadal 9 a 0)?

 

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