Henrique Eduardo Alves mantem a força, Geddel Vieira e Eduardo Cunha, sumiram

Helio Fernandes

O filho de Aluizio Alves, depois de 10 mandados de deputado, inúteis para ele e para a Câmara, despontou PARA O ANONIMATO. Mas um anonimato que vai lhe render dividendos políticos, pela primeira vez. Pode até ser presidente da Câmara, jamais imaginou ou reivindicou. Agora, impõe.

Geddel Vieira, depois de dizer horrores de Lula, foi Ministro dele. Julgando-se no auge, acreditava que fosse  governador da Bahia, não percebeu que Jacques Wagner ganharia no primeiro turno.

Agora, abandonado, irmanado e abraçado apenas com o rei do lobismo, Eduardo Cunha, não sabe o que fazer. O PMDB não indicará nenhum dos dois. Se derem sorte, “arranjarão” um cargo no terceiro time.

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A IDOLATRIA DE NELSON JOBIM

Estava desaparecido, em 2010 ninguém falou nele. Quando começou a batalha (ou a guerra?) da formação do ministério, não foi vetado nem aplaudido. Mas como é Ministro da Defesa, foi lembrado quando recomeçaram os ataques dos traficantes. E apesar da força que fez, não houve a ressurreição.

Mas como as televisões estão dominando tudo, foram buscar o ministro e se serviram dele, para preencher espaços e manipular o exibicionismo de Jobim. E embora o PMDB não queira colocá-lo na sua cota, pode continuar, incluído como “reivindicação” militar. Não é impossível, ou melhor, é bem possível.

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POR FALAR EM MINISTÉRIOS

Não sei se é falta de tempo, estratégia ou divergência “não assumida” entre Dilma-Lula. Mas a verdade é que ainda não resolvidos os cargos que pertencem ao PMDB e ao PT. Sem falar nos outros oito partidos da “base”.

É evidente que os dois partidos tidos como vencedores, por enquanto não ganharam nada. Mas que importância tem isso? Dona Dilma, sempre chamada de presidente eleita, também não “fez” um só ministro. Os que foram INDICADOS por ela, vieram de sugestões de Lula. E mais do que sugestões, uma realidade indestrutível: trabalharam com o presidente (que não deixou o cargo), por 4 e até 8 anos. Lula não quer prescindir deles, não para controlar o Poder, mas por saudades antecipadas. Lula é assim.

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TEMER QUER ACUMULAR COM DEFESA

Se puder, fica como vice-presidente, presidente do PMDB, e só não pode comandar a Câmara porque não será mais deputado. Mas o que pretende mesmo é ser Ministro da Defesa. Não tem um só amigo militar.

Com ligeiras exceções, os militares não gostam de relacionamento com personagens corruptos, ou que são acusados e não se defendem (royalties para Michel Temer).

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“THOMAS BASTOS É MEU ADVOGADO”

Marcio Thomaz Bastos, grande conselheiro de Temer, garantiu: “Como vice-presidente, nenhum impedimento para você ser ministro”. Quanto a continuar presidente do PMDB, Thomaz Bastos não foi conclusivo, respondeu, duvidoso: “Na legislação não há restrição, mas isso jamais existiu”.

Portanto, depende do próprio PMDB expor suas vísceras e confirmar publicamente: “Vamos lutar para que ele continue presidindo a legenda, não temos mais ninguém”. Falta de quadros e de prestígio, é isso.

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PREFERE O MINISTÉRIO DA DEFESA

Se for possível acumular “APENAS” um cargo, Temer prefere a Defesa. Vai se entrosar com a cúpula militar, jamais teve contato com generais. Mas depende de sua cota no governo. Para ser Ministro da Defesa, terá que abandonar o amigo e conselheiro Moreira Franco. E o Ministro da Agricultura, (que já é dele) não será mais o atual.

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E O MINISTRO DOS ESPORTES?

Não tem a menor importância, normalmente. Mas por causa da Copa de 2014 (ainda na “órbita” Dilma-Lula), está havendo luta tremenda de bastidores. O atual, Orlando Silva, quer continuar, pode até conseguir se seu partido, o PCdoB, realmente se empenhar por ele.

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