Hoje: 55 anos da reviravolta do suicídio (genial) de Vargas

O ditador que dominou  Brasil por 15 anos i-n-i-n-t-e-r-r-u-p-t-o-s, assumiu em 1951 completamente desgastado. No 29 de outubro de 1945 (queda da ditadura), tentou continuar de todas as maneiras. D-e-s-g-a-s-t-a-d-í-s-s-i-m-o, não conseguiu apesar do apoio surpreendente do mais torturado de todos os brasileiros: Luiz Carlos Prestes.

Prestes: “Constituinte com Vargas”

Libertado para que apoiasse Vargas, apoiou mas não adiantou. Fez um famoso discurso no Estádio do Vasco (ainda não existia o Maracanã) criticando o próprio povo que, segundo o líder comunista, “se aburguesara, só pensava em geladeira e outras comodidades” (ainda não existia televisão).

Ditador a vida inteira, Vargas nem sabia o que era democracia

Foram mais de 3 anos de incompetência, incoerência, imprudência. A oposição a ele cresceu por força da sua própria incompreensão. Governar com o Congresso, liberdade de expressão, opinião pública, era um vácuo que Vargas não conseguia preencher.

O suicídio politicamente genial

O povo estava totalmente contra ele. Nas vésperas do 24 de agosto (55 anos hoje), na Cinelândia, centro nervoso eleitoral do Rio (então Distrito Federal), a multidão dava “vivas” a Lacerda, queimava os carros do PTB.

Psicologia das multidões

Dias depois, quando Vargas se matou, a mesma multidão, passava a gritar, “Morra Lacerda” e queimava carros da UDN.

O tiro que mudou a História, o enterro com o povo chorando

Quando Vargas soube do que pretendiam fazer com ele (e que ele fizera a vida toda com adversários e correligionários) decidiu “sair da vida para entrar na História”, como está na carta-testamento, escrita pelo jornalista Maciel Filho.

Final histórico, mas não inédito

Genial, como já disse, mas que não podia ser escrita em 5 minutos, a carta já estava pronta. E o suicídio, preocupação que vinha de longe. Quando Vargas foi expulso da Escola Militar de Rio Pardo (Rio Grande do Sul), depois transformada em “pedido de demissão”, se concentrou no suicídio, que não executou.

PS- Amanhã, mais detalhes dessa tragédia, e uma lembrança a Lula, que acredita poder eleger quem quiser. A legislação de 1945/50, inteiramente diferente. E o clima, nada parecido com o que Lula pretende manipular AGORA PARA 2010.

Vargas, nada a ver com a Petrobras

A campanha do “Petróleo é nosso” surgiu, cresceu e se popularizou a partir do Clube Militar. Lógico, muitos civis tiveram grande importância. Em plena crise política, eleitoral e mais do que tudo, partidária, chegou ao Congresso.

Um comunista e a UDN

Quem apresentou o projeto foi o deputado Roberto Morena, um dos 15 deputados eleitos pelo Partido Comunista em 1945. Em 1948, o PC teve seu registro invalidado e esses deputados e mais o senador Prestes seriam cassados. Todos foram embora antes, ficaram sem mandatos, mas longe.

Morena voltou em 1950

Inscrito por outro partido, se elegeu e teve bastante atividade. Criou a Petrobras, Vargas aceitou, não tinha o menor interesse.

Curiosidade: Roberto Morena, de profissão marceneiro, trabalhou na colocação das poltronas do Palácio Tiradentes, onde mais tarde exerceria seus mandatos. (Exclusiva)

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