Homossexualismo: governador Sérgio Cabral exagerou no apoio

Pedro do Coutto

O homossexualismo, tanto entre homens quanto entre mulheres, antecede de muito a era cristã e sua prática remete à Grécia antiga, dando início a uma literatura e expressões magníficas de arte que atravessam os séculos e se eternizam. Entre os homossexuais e bissexuais encontram-se Leonardo Da Vinci e Michelangelo. Basta citar esses dois gênios absolutos. Não há necessidade de alongar a lista com centenas de outros grandes artistas. O homossexualismo, inclusive, transpôs os muros do Vaticano, penetrou no estado católico e vem causando problemas a diversos Papas para reprimi-lo.

A Igreja de Roma, há cerca de dois anos, pagou milhões de dólares em indenizações para evitar o prosseguimento de processos, em vários países, envolvendo religiosos em casos em série de pedofilia. Este, um crime imundo e desprezível. Na Inglaterra, que condenou Oscar Wilde no final do século 19 a trabalhos forçados, e o grande ator John Gueguld em 1952, o
 homossexualismo era crime previsto na lei. Deixou de ser a partir de 1963. Mas desde que não seja forçado.

Este breve relato, creio, dá ideia da extensão do problema, aliás insolúvel para os que o focalizam – a grande maioria – como um desvio no rumo da anormalidade. Pode não ser normal, mas sua aceitação é imposta pela realidade social e pelos princípios legais. O Supremo Tribunal Federal, por exemplo, há pouco reconheceu como válido o universo dos direitos sociais resultantes de uniões estáveis abrangendo pessoas do mesmo sexo. Perfeito.

Por essa estrada, o governador Sérgio Cabral partiu para editar um decreto reconhecendo os direitos existenciais dos gays, lésbicas, bissexuais e transexuais. Mas exagerou na dose. Estendeu demais a legislação que desejou consolidar, já objeto de contestações na Justiça.

Excelente reportagem de Fabíola Gerbase, Elisa Alves e Duilo Vítor, O Globo de terça-feira 17, focalizou amplamente o tema, incluindo suas controvérsias. Sérgio Cabral promoveu uma solenidade, para a qual convidou a senadora Marta Suplicy, com o propósito de anunciar o decreto. Pelo que afirmou, no texto vai se encontrar – deve estar sendo publicado hoje ou amanhã – a autorização para que integrantes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros possam participar fardados da passeata gay marcada para outubro em Copacabana. E permitiu inclusive que usem viaturas oficiais.

Errou completamente. Revelou desconhecer o regulamento militar que veda diretamente o uso de fardamento e sobretudo de viaturas para manifestações civis. Sérgio Cabral não se encontrava em momento de equilíbrio quando manifestou a ideia, pois deve saber muito bem, como governador de estado, que a saída de viaturas das unidades de reservas militares, como são o CB e a PM, depende de autorização expressa dos comandantes. O governador passou por cima deles.

E ampliou o equívoco ao anunciar a criação no Rio de Janeiro de 14 centros de referência e promoção – promoção ? – da cidadania LGBT. Além disso, autorizou estranhamente que gays e lésbicas do serviço público possam adotar, em suas repartições, os codinomes que desejarem. Gays, por exemplo, poderão querer que os chamem de Maria, Rosa, Joana, embora sejam do sexo masculino e tenham nomes próprios.

Um absurdo. Tal prática vai contribuir, como todos já perceberam, para uma situação de deboche no funcionalismo estadual. Prejudicial, é claro, ao trabalho. Não satisfeito com as normas que pretendem consolidar, o governador criou uma central telefônica  GBLT:  0800-0234567. É demais. Afinal, o que aconteceu com Sérgio Cabral Filho?

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