Hora de cobrança, de passar o país a limpo

Luiz Tito

As investigações da Polícia Federal na operação Lava Jato ainda caminham longe de seu final e já há articulações nos meios políticos e em setores do empresariado ligados ao sistema financeiro e às empreiteiras, sugerindo que a sentença do caso não emerja do Judiciário, mas que se busque uma decisão política.

Argumentam que serão comprometidas empresas de grande poder econômico, responsáveis pela geração de mais de 400 mil empregos ativos, obras cuja paralisação resultaria em prejuízos implacáveis para os governos e para a sociedade, que os problemas são antigos e históricos na prática dos negócios com o poder público, que não apenas o PT, mas também o PSDB os comete ou os cometeu quando governo, blablablá, blablablá, blablablá.

Tudo isso é rigorosamente verdadeiro mas também é fundamental admitirmos que o país tem que ser passado a limpo, que a corrupção tem que ter um cerco definitivo e as relações serem aclaradas, tornadas transparentes e nenhum momento se mostra melhor para que isso seja feito do que o que estamos vivendo agora.

Temos no mercado centenas de construtoras, milhares de empreiteiros, de profissionais, de gente capacitada e que domina tecnologias, para se habilitarem a trabalhar com seriedade, com correção, de forma limpa e transparente. Há investidores externos com recursos para aplicar no Brasil, mas que se sentem intimidados pela desordem e balbúrdia de nossas instituições.

RODAR A BAIANA…

Essa é a hora da Polícia Federal, do Poder Judiciário, dos tribunais de contas e dos governos rodarem a baiana. Não dá mais para se conviver com tamanha desfaçatez como temos assistido há décadas no Brasil, em que a corrupção é o caminho natural para tudo que se pretenda no poder público, seja lícito ou não. Se você quer ter formalizado um expediente público que lhe é um direito, ou paga ou fica na fila, sem qualquer garantia de que o alcançará.

Decisões e sentenças judiciais – o CNJ e as corregedorias dos tribunais superiores que o digam –, inúmeras vezes só são obtidas pela via do suborno. Nos espaços e instâncias restantes, se é público, a corrupção quase sempre é a solução, é a regra. Não é a exceção, independentemente da importância econômica do objeto, do grau de autoridade de quem a pratica, de classe social do agente ou beneficiado. O absurdo é tamanho que até mesmo o lugar na fila para se matricular o filho na escola pública, ou para se tirar a senha para uma consulta médica no SUS, tudo tem bola, tem suborno, tem preço. Chega!

Se você quer um país diferente e justo, quer ter seus direitos respeitados, quer enxergar um futuro decente para toda nação, reaja, cobre, grite. Não se intimide e não aceite ser cúmplice da safadeza para que seus filhos e netos não paguem essa conta, que chega na certeza da miséria, da ignorância, da insegurança, da falta de saúde e de todas as formas de injustiça. (transcrito de O Tempo)

6 thoughts on “Hora de cobrança, de passar o país a limpo

  1. É mais uma utopia querer que o Brasil seja “passado a limpo” sem extirpar o verdadeiro câncer,que é o esquerdismo-comunismo,promovido e excutado pelo PT,por Lula/Dilma e aliado$.

    Enquanto esses psicopatas no poder estiverem lá,nenhuma mudança corretiva,
    saneadora,acontecerá.

    PS: Se as verdades ocultas (Foro de São Paulo,Nova Ordem Mundial,por exemplo) não
    chegarem à população,será inútil a tentativa de “passar a limpo” o país.

    Alguns exemplos: É difícil dizer que o PT/Lula/Dilma querem um regime ditatorial e totalitário no Brasil e em toda a América latina?

    É dfícil dizer que o PT/Lula/Dilma querem uma “pirâmide social” sem classe média e com uma base imensa repleta de escravos da “elite comunista” no topo?

    É difícl dizer que o marxismo cultural em andamenmto inviabllizará o futuro das crianças e jovens das atuais e seguintes gerações?

    É difícil dizer que a agenda esquerdista-comunista do PT/Lula/Dilma quer o indivíduo sacrificado no altar do estado ?

    É dificil dizer que PT/Lula/Dilma e aliado$ tem como único projeto ao país a implantação de regime ditatorial e totalitário (vide Foro de São Paulo) e não um verdadeiro projeto de nação? De que a ideologia marxsista-comunista é determinante para tal?

    Menos utopias…
    Vamos dar “nomes aos bois”…

  2. As grades empresas de construção civil em regra apenas ganha a obra e, depois
    terceiriza distribuindo a obra pelas pequenas empresas. geralmente os empregados
    das grandes empresas, são da parte do escritório, onde se faz o projeto etc. e os alguns mestres
    de obras e engenheiros para fiscalizar e acompanhar os trabalhos das pequenas empresas,
    essas sim metem a mão na massa.
    O Luiz Tito tem toda a razão: existem um número enorme de empresas no Brasil em condições
    de executar qualquer obra e não apenas essa meia dúzia privilegiada.

    • Nélio Jacob,

      Na verdade,as mega obras de engenharia no Brasil,estão nas megaempresas como Odebrecht,Galvão,OAS,…,que juntas formam a perversa cartelização do setor.

      Há o mito de que empresas de médio porte (que já são contratadas como terceirizadas pelo cartel),não podem executar obras de grande porte.

      E se as megaempresas forem impedidas por falta de idoneidade ,a paralização dos contratos (bilionários e superfaturados) pararia o pais,é o trunfo oportunista e criminoso que adotam para continuarem impunes via corrupção institucionalizada.

  3. Também é o eu penso, e imagino que no seu íntimo, 51 milhões de pessoas (que não reelegeram Dilma), compartilham com o comentado pelo senhor Carlo Germani.
    Uma lástima que o Congresso Nacional,como representante do povo,está sempre de cara virada, em sentido contrário aos acontecimentos…

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