Hugo Chávez tinha tudo para dar certo. Mas a ânsia de perpetuação no poder fala mais alto e ele caminha para se tornar um ditador sanguinário.

Carlos Newton

Oficial militar de carreira, no início da década de 90 o coronel Hugo Chávez liderou um golpe de estado mal-sucedido contra o governo de Carlos Andrés Perez, um dos mais corruptos da Venezuela e que acabou sofrendo impeachment. Chavez foi preso, depois se lançou candidato em 1998 e foi eleito presidente.

Tinha tudo para dar certo. O combate à corrupção começou a mostrar resultados, pela primeira vez a refinaria que a Venezuela possui nos Estados Unidos deu lucro (500 milhõs de dólares em um ano), Chávez se fortalecia cada vez mais, com a política bolivariana. Mas resloveu se perpetuar no poder. Com o respaldo de numerosos plebiscitos e eleições, Chávez logrou a possibilidade de se reeleger, vencendo os pleitos de 2000 e 2006.

Agora, o coronel Hugo Chávez se prepara para continuar no poder pela força. Acaba de reformar a legislação das Forças Armadas, legalizando as milícias que dão apoio a seu governo. Não satisfeito, institucionalizou a formação de milícias a todos os níveis de educação. Assim, os estudantes terão treinamento com armas. Para quê? Segundo o ditador, o objetivo é se preparar para defender a nação.

“Pátria ou morte, ordenou o meu comandante!”, devem repetir as crianças das escolas da Venezuela, onde aprenderão de forma obrigatória o treinamento militar, incluindo formação, desfile, doutrinação e treinamento em armas para “defender a nação”.

Detalhe: uma Resolução baixada a 24 de março pelo Ministério da Defesa, intitulada “Educação para a Defesa Integral”, atribui à milícia nacional e não às Forças Armadas a missão de dar aulas obrigatórias de instrução militar nas escolas, institutos e universidades.

Desse jeito, Chávez vai acabar transformando a Venezuela numa nova Líbia sul-americana. Ninguém aguenta mais as ditaduras. Os jovens vão aprender a manejar armas, mas o alvo principal delas será o próprio Chávez.

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