Ibope e Datafolha tiveram pleno êxito nas pesquisas

Pedro do Coutto

Sem dúvida alguma, os resultados das urnas do segundo turno confirmaram amplamente as pesquisas do IBOPE e Datafolha. Basta comparar os números contidos na edição de O Globo e da Folha de São Paulo para se chegar a essa constatação. Em alguns casos como o da vitória de Gustavo Fruet em Curitiba houve até praticamente uma exatidão. Em São Paulo, a diferença final ficou em torno de doze pontos, os institutos apontavam 18 e 16.

Pesquisas eleitorais não são, tampouco poderiam ser, matematicamente exatas. Mas se confirmaram na prática, de modo geral. Em Salvador caiu a diferença de ACM Neto sobre Nelson Pelegrino. Mas é preciso considerar que a presidente Dilma Rousseff foi a um comício na capital baiana.

Como se sabe, as pesquisas eleitorais são as únicas que podem ser confirmadas na prática. Publicamente. Os jornais e as emissoras de televisão divulgam os números antes da abertura das urnas. A realidade surge em seguida. Aqueles que têm prazer em conferir, encontram a sua oportunidade quase sempre logo na primeira hora das computações. Hoje a apuração transcorre por igual em todas as áreas das cidades. Antigamente não era assim. Portanto o voto das correntes sociais é apurado por igual.

Reduto eleitoral, atualmente, só funciona em eleição para deputado federal, estadual e vereador. Não para cargo executivo como o de prefeito. Nem para presidente da República, nem para governador. O sistema eleitoral brasileiro evoluiu extraordinariamente com a urna eletrônica e a computação informatizada. Eliminou o contato manual na apuração dos sufrágios. Foi um avanço essencial.

Os acertos entre as pesquisas e as urnas pode ser cotejado pela opinião pública. Por todos.
O que surpreende é a soma da abstenção com a de votos brancos e nulos. Na cidade de São Paulo, a abstenção atingiu 19%. Mas é preciso considerar alguns pontos. Os de 16 a 18 anos e os maiores de 70 não são obrigados a votar. Mas este aspecto é de menos.

O fato é que à medida em que o número de eleitores se afasta do último recadastramento, a abstenção aparente tende a crescer. Pois é preciso considerar a taxa de mortalidade de 0,7% ao ano, média brasileira, nem sempre acompanhada pela respectiva baixa nos tribunais regionais. Há também o índice de doenças que impede os eleitores a irem às seções eleitorais.

Os brancos e nulos, estes sim, representam ao mesmo tempo uma aversão aos candidatos ou descrédito no próprio processo democrático. Que fazer? Nada, a não ser desenvolver campanhas publicitárias mais fortes. Porém isso já é feito pelos partidos políticos.

Mas o tema central deste artigo eram as pesquisas e seus acertos. Mais u ma vez se confirmaram. Não totalmente, mas numa escala de alta eficiência.

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