Indecisos, brancos e nulos ainda estão liderando essa estranhíssima eleição

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Ilustração reproduzida do Arquivo Google

Carlos Newton

A rotina continua na mais enlouquecida eleição da História Republicana, em que os institutos só divulgam no dia seguinte o resultado da pesquisa espontânea, que é a primeira pergunta feita ao eleitor (“Em quem você vai votar para presidente”). É desprezada, mas deveria ser considerada a mais importante, porque indica a intenção de voto que está consolidada ou não. Na prática, só depois de fazer a pesquisa espontânea é que os institutos então ampliam a apuração, apresentando perguntas induzidas ou estimuladas, em que são apresentadas fichas aos eleitores, para que escolham seus candidatos.

A mais recente pesquisa do Ibope, feita nesta quarta-feira, indica que indecisos, outros nomes, brancos e nulos continuam vencendo a eleição. No dia 1º de outubro, segundo o Ibope, totalizavam 34%. Agora, a soma dos três percentuais caiu para 32%, mas permanece liderando a eleição, pois Jair Bolsonaro (PSL), que tinha 29% no dia 1º, só subiu para 30% no dia 3.

OS OUTROS – Na pesquisa espontânea, Fernando Haddad (PT) subiu de 17% para 19%, somente chegando a 22% se absorver os 3% que continuam sendo atribuídos a Lula, vejam como ainda há eleitor desligado dos fatos, em plena véspera das eleições.

Ciro Gomes (PDT) estacionou nos 6%, enquanto Geraldo Alckmin (PSDB) caía de 5% para 4%. Já a candidata Marina Silva (Rede), subiu de 1% para 2%, o novato João Amoêdo fez o contrário e caiu de 2% para 1%, ficou empatadíssimo com Alvaro Dias (Podemos), Henrique Meirelles (MDB) e Cabo Daciolo (Patriotas), que não saem do 1%.

E o resto do pelotão, incluindo Guilherme Boulos (PSOL), nem chega a pontuar, é como se não estivessem na disputa. Outros nomes, que nem candidatos são, se mantêm com 1% das intenções de voto, vejam que tem doido para tudo nessas eleições.

DIZ O DATAFOLHA – Na noite desta quinta-feira, antes do debate, o Jornal Nacional divulgou mais uma pesquisa Datafolha, mas apenas com a apuração induzida ou estimulada, circunstância que mascara o verdadeiros número de indecisos, que é o que realmente interessa nesta altura do campeonato.

Deu Bolsonaro 35%; Haddad 22%; Ciro 11%; Alckmin 8%; Marina 4%; Amoêdo 3%; Alvaro Dias 2%; Meirelles (MDB) 2% e Cabo Daciolo %. Os demais não pontuaram.

Da mesma forma, o Datafolha também não se divulgou de imediato outro quesito da maior importância – o número de eleitores que ainda estão na dúvida e admitem que podem mudar de candidato na hora de votar.

Sem essas duas informações – número de indecisos na pesquisa espontânea e número de eleitor troca-troca na hora de votar, nenhuma análise eleitoral pode ter confiabilidade. E o resto é folclore, como diz nosso amigo Sebastião Nery.

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P.S. –
Geralmente, o segundo turno é considerado uma nova eleição, por isso não dou muita bola para essas simulações antecipadas e intempestivas, como se diz no linguajar forense. Mas no caso de uma final entre Bolsonaro e Haddad, tudo indica que o capitão vai vencer a parada, porque até Geraldo Alckmin dá um passeio em Haddad no segundo turno, com 42% a 38%. Posso estar errado, é claro, mas isso só saberemos no dia 28. (C.N.)

20 thoughts on “Indecisos, brancos e nulos ainda estão liderando essa estranhíssima eleição

  1. O número de indecisos, brancos e nulos não é tão grande assim. Muitos destes fazem parte do tal voto envergonhado, que irá em sua grande maioria para Bolsonaro.

  2. Se não mudar com a idade, ao futuro das novas gerações não se poderá esperar grandes coisas com essa tentativa de reeditar Lula na pessoa do circense abobalhado do Boulos.
    Tem somente 36 anos e estupidez para dar e vender … gosmento!

  3. Bolsonaro vai ganhar no 1º turno.

    Os que se dizem indecisos, brancos e nulos são maioria Bolsonaro, mas não querem declarar por medo da reação dos comunistas, que se dizem democráticos e tolerantes, mas na prática é o contrário.

  4. Haja o que houver nesta eleição, uma coisa é certa, devemos romper definitivamente com o passado e enterrar de vez o experimento petista que quase nos custou a nossa “capenga” democracia.
    O Bolsonaro, como presidente é uma incógnita, porém é a certeza que este método arcaico e carcomido adotado pelo PT, sera apenas uma lembrança e que parasitas serão eliminados por um bom tempo, da vida política brasileira.
    Com todo o respeito aos que pensam diferente, não da para aceitar que um candidato a presidência da república, necessite ir toda semana a uma cela de cadeia, se aconselhar com um presidiário, seu mentor.
    É o fim da picada um candidato ser dirigido por um encarcerado, e que também tem uma longa lista de acusações por desvio de conduta, quando era gestor público.
    O Bolsonaro pode até não ser o melhor, mas é no momento o único que não responde por crimes contra o erário e também que tem as condições de acabar de vez com esta cultura da falta de vergonha que assola o Brasil.
    Vamos começar a nos envergonhar destes políticos
    vigaristas e ladrões que tem assolado o pais nos últimos tempos e exigir que os novos governantes apoiem com toda as forças esta árdua tarefa que fazem jovens procuradores e juízes, que tentam limpar o pais de velhos costumes enraizados na política.
    Desejos aos que serão eleitos no domingo, que tenham amor ao Brasil e que ponham a causa pública, como seus únicos objetivos na política.

  5. Os antilulistas seguem em sua bolha de realidade virtual e fingem não saber que a maioria dos eleitores de Ciro e Alckmin vão para Haddad. O que garante com folga a vitória de Haddad no 2o turno.

    É por isso, que a turma de Bolsonaro esta em grande frenesi na rede social, clamando vitória no 1o turno, pois sabem que no 2o turno as chances de vitória caem muito.

      • Se eu tivesse que indicar alguém para trabalhar na portaria de uma empresa contratava o Alex. Fidelidade cega. Não abandona o posto nem para ir ao banheiro. Fala o que a chefia mandar.

    • Realmente, é inacreditável. Uma entrevistadora do Datafolha fazendo pesquisa eleitoral na porta do presídio. Falta qualidade na amostra. É por isso que essas pesquisas não são confiáveis. Vamos comparar o resultado final, neste Domingo, com essas pesquisas. Havendo divergências muito grandes, vão tentar arrumar desculpas para justificar os erros.

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