Indecisos, brancos e nulos ainda estão na frente de Bolsonaro e de Haddad

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Charge do Clayton (Arquivo Google)

Carlos Newton

Aleluia, irmãos! O Ibope enfim revelou a pesquisa espontânea de seu mais recentemente levantamento. E o resultado para a pergunta (“Em quem você vai votar para presidente”) ainda indica que indecisos, brancos e nulos continuam vencendo a eleição. No dia 26 de setembro, segundo o Ibope, eram 39% e nesta segunda-feira, dia 1º de outubro, caíram para 34%. Mesmo assim, estão bem à frente, porque o candidato melhor posicionado nas intenções de voto (Jair Bolsonaro, do PSL) subiu de 24% para 29%, mas ainda está cinco pontos atrás da soma de indecisos, brancos e nulos, o que revela a relutância do eleitorado, que está mesmo “por aqui” com a classe política que assola este país.

O segundo colocado é Fernando Haddad, do PT. Tinha 15% das intenções de voto, subiu para 17%, e seu patrono Lula, que recebera 5% no dia 26, caiu para 3% no dia 1º. Quer dizer, Haddad está estacionado, porque a soma dos votos petistas dava 20% e continua empacada neste patamar. E como diria o genial Érico Veríssimo, o resto é silêncio.

OS DEMAIS – O candidato Ciro Gomes, do PDT, que se apresentou como terceira via, caiu de 7% para 6% na pesquisa espontânea, enquanto Geraldo Alckmin, do PSDB, que tinha a mesma pretensão, ficou estacionado lá embaixo, com 2% das intenções de voto, empatado com João Amoêdo, do Novo.

Depois, vem o bloco dos desesperados, com Marina Silva, da Rede, caindo de 2% para 1%, empatada com Alvaro Dias, do Podemos, e Henrique Meirelles, do MDB, que estão imóveis no 1%. E os outros, incluindo Guilherme Boulos, do PSOL, nem chegam a pontuar.

TRADUÇÃO SIMULTÂNEA – A eleição aparentemente está nas mãos de Jair Bolsonaro, porque Haddad parece ter batido no teto de Lula, que desde o início da campanha jamais passou de 20% nas pesquisas espontâneas de todos os institutos.

O que as pesquisas estão a indicar é que o sentimento antiLula e antiPT é mais forte do que a rejeição a Bolsonaro. Ou seja, a chamada maioria silenciosa, que Richard Nixon celebrizou nos anos 60, ao que parece está com Bolsonaro e não abre, como se dizia antigamente.

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P.S.Infelizmente, o Datafolha divulgou nova apuração nesta terça-feira, mas omitiu a pesquisa espontânea, e a gente fica sem saber o número verdadeiro de indecisos. (C.N.)

12 thoughts on “Indecisos, brancos e nulos ainda estão na frente de Bolsonaro e de Haddad

  1. Tinha que acabar com estas pesquisas encomendadas, este país nunca será um país que pensa, sempre será induzido pela mídia entreguista, antipatriota, junto com esta elite de banqueiros, que exploram o trabalhador e o povo brasileiro, sinto vergonha de ter nascido num país tão desigual, teria sido diferente se fosse governado por pessoas honestas, mas tanto executivo, legislativo e principalmente este poder apodrecido do judiciário, nos causa vergonha, pobre Brasil, poderia ter dado certo ,se tivesse quem governasse com mais amor pelo país.

  2. Em discurso no coreto da Praça da Matriz, Ciro ressaltou a necessidade de se votar em candidatos do PDT em todos os cargos. “Na dúvida, marca 12 de cima a baixo”, recomenda Ciro Gomes. https://politica.estadao.com.br/noticias/eleicoes,em-agenda-de-campanha-ciro-faz-criticas-duras-ao-pt-e-a-bolsonaro,70002527604

    Respeitando outras opções no Paraná indico Assis do Couto 1215 deputado federal, Nelson Luersen 12680 deputado estadual, Nelton Friedrich 123 e Roberto Requião 151 senadores, João Arruda 15 governador e Ciro Gomes 12 presidente. É chapa completa, assumida desde a Convenção que realizamos no início de agosto.

    Luersen 12680 conta com forte apoio de servidores públicos para sua reeleição à Assembléia Legislativa, fruto da coerência demonstrada em dois mandatos exercidos numa linha de oposição sem cumplicidades com desmandos públicos. https://www.facebook.com/100003032208270/posts/1763582220419501/

  3. O povo brasileiro finalmente acordou e registrou em sua mente os fatos negativos dos roubos arrasadores do Lula e sua quadrilha aos cofres públicos.
    Prejudicou em tudo aos Brasileiros: saúde, segurança e educação. Engodo total dos petistas contra o Povo.
    Acordou e vai votar contra o maior ladrão do país.
    Comprar a mídia principal (main stream) não adiantou pois novo combalido Povo ainda raciocina e saberá se livrar deste desastre chamado pt.

  4. A verdade é que quanto mais o brasileiro passar a rejeitar a política, mais fácil será para um demagogo endinheirado qualquer ser eleito para presidência.

    O brasileiro médio ainda acha legal ficar soltando fases de efeito como “não tenho político de estimação”. Trata a política como se fosse algo irrisório e depois fica reclamando “que o dinheiro não rende”, “a gasolina só aumenta”, “o asfalto é ruim”, “os carros são caros”.

  5. “O que as pesquisas está a indicar é que o sentimento antiLula e antiPT é mais forte do que a rejeição a Bolsonaro.”

    -EXATO! É votar no menos pior. Se o “certo” for um ladrão, vote no “duvidoso”.

  6. Newton na penúltima frase do penúltimo parágrafo acho que é espontânea em vez de simultânea. E na primeira frase do último parágrafo estão em vez de está.

  7. Eleição democrática do terror

    Frei Betto / 15/09/2018 – 06h00

    Ele nada entendia da situação real do país. Nem demonstrava interesse por ela, embora atuasse ativamente na política. Por isso não gostava de ser questionado, irritava-se diante das perguntas como se fossem armas apontadas em sua direção. Não queria que a sua ignorância se tornasse explícita.
    Ser estranho, ele tinha olhos alucinados afundados nas órbitas, lábios espremidos, gestos cortantes. Todo o seu corpo era rígido, como se moldado em armadura. Ao ficar na defensiva, parecia uma fera acuada. Ao passar à ofensiva, a fera exibia garras afiadas e de suas mandíbulas pingava sangue.
    Sua fala exalava ódio, rancor, preconceito. Aliás, não falava, gritava. Não sabia sorrir, tratar alguém com delicadeza, ter um gesto de cortesia ou humildade. Evitava ao máximo os repórteres. Julgava suas perguntas invasivas. E temia que a sua verdadeira face antidemocrática transparecesse em suas respostas.
    Educado em fileiras militares, aprendera apenas a dar e cumprir ordens, enquadrar quem o cercava e ultrajar quem se opunha às suas opiniões. Jamais aceitava o contraditório ou praticava um mínimo de tolerância. Considerava-se o senhor da razão.
    A nação estava em frangalhos, mergulhada em crise ética, política e econômica, e o horizonte da esperança espelhado em trevas. Pelo país afora havia milhares de desempregados, criminalidade generalizada, corrupção em todas as instâncias de poder. O câmbio disparara, a moeda nacional perdia valor, o descontentamento era geral. O governo carecia de credibilidade e se via cada vez mais fragilizado. O povo clamava por um salvador da pátria.
    Jovens desesperançados viam nele um avatar capaz de inaugurar a idade de ouro. Era ele o cara, surfando na descrença generalizada na política e nos políticos. O Executivo se debilitara por corrupção e incompetência, o Legislativo mais parecia um ninho de ratos, o Judiciário se partidarizara submisso a interesses escusos.
     Ele se dizia cristão, e se considerava ungido por Deus para livrar o país de todos os males. Advogava soluções militares para problemas políticos. Movido pela ambição desmedida, se apresentou como candidato à eleição democrática para ocupar o mais alto posto da República, embora ostentasse a patente de simples oficial de baixo escalão do Exército.
    De sua oratória raivosa ressoava o discurso agressivo, bélico, insano. Haveria de modificar todas as leis para implantar uma ordem marcial que poria fim a todas as mazelas do país. Eleito, seria ele o comandante-em-chefe, e todos os cidadãos passariam a ser tratados como meros recrutas obrigados a cumprir estritamente as suas ordens.
    Prometia fortalecer o aparato policial e as Forças Armadas. Sua noção de justiça se resumia a uma bala de revólver ou a um tiro de fuzil. Eleito, excluiria da vida social um enorme contingente de pessoas consideradas por ele sub-humanos e indesejáveis, mulheres, homossexuais, trabalhadores em luta por seus direitos e comunistas. Todos que se opunham às suas opiniões eram por ele apontados como bodes expiatórios da desgraça nacional.
    Seu mandato presidencial haveria de trazer a era de fartura e prosperidade. Reergueria a economia e asseguraria oportunidades de trabalho a todos. Exaltaria os privilégios do capital sobre os direitos dos trabalhadores. Aqueles que o seguissem seriam felizes, e livres para sobrepor a lógica das armas ao espírito das leis. Os demais, excluídos sumariamente do convívio social.
    Enfim, após uma série de manobras políticas e forte repressão às forças adversárias, ele foi eleito chefe de Estado. A nação entrou um júbilo. O salvador havia descido dos céus! Ou melhor, brotado das urnas.Tudo isso aconteceu há 85 anos, em 1933. Na Alemanha alquebrada pela derrota na Primeira Grande Guerra. O nome dele era Adolfo Hitler.

    • frei antes de tentar comparar o mito a adolf hitler explique para suas ovelhas vermelhas a inquisiçao-ao inves de falar asneiras ajude aos mais pobres a subirem na escala social-seja mais cristao do q politico

  8. KKK estou adorando a choradeira pestista. O mito de fazedor de postes do 51 começou a virar fumaça com a derrota estrepitosa deste mesmo poste na tentativa de reeleição para prefeito de São Paulo. não teve nem segundo turno em 2016. Espero que daqui há quatro anos não sejamos obrigados mais uma vez a ver os mesmos candidatos lutando pelos mesmos cargos. A hora de acabar com a reeleição chegou.

  9. “”O que as pesquisas estão a indicar é que o sentimento antiLula e antiPT é mais forte do que a rejeição a Bolsonaro. Ou seja, a chamada maioria silenciosa, que Richard Nixon celebrizou nos anos 60, ao que parece está com Bolsonaro e não abre””

    Por isso venho dizendo a meses que Bolsonaro vai vencer e algumas semanas que será no 1º turno.

    E a abstenção, brancos e nulos chegarão a mais 40% dos votos possíveis.

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