Indecisos, brancos e nulos continuam vencendo a eleição, com 57,1%, e Lula tem 20,7%

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Charge do Ivan Cabral (ivancabral.com)

Gabriela Sá Pessoa
Folha

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato do PT à eleição presidencial, lidera as intenções de voto da pesquisa CNT/MDA, divulgada nesta segunda-feira (20). Lula tem a preferência de 37,3% dos eleitores ouvidos na pesquisa estimulada. Dessa parcela, 17,35% disseram que votariam em Fernando Haddad, candidato à vice-presidência na chapa petista, caso Lula não possa disputar a eleição.

O ex-presidente registrou sua candidatura no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) na última quarta-feira (15). Condenado em segunda instância pelo TRF-4 no caso do tríplex do Guarujá e preso em Curitiba desde abril, ele pode ser impugnado. Nesse caso, Haddad assumiria a vaga do PT na eleição presidencial, com Manuela D’Ávila (PC do B) como vice.

BOLSONARO – Em segundo lugar, Jair Bolsonaro (PSL) registrou 18,3% das intenções de voto na pesquisa estimulada. Na sequência, aparecem Marina Silva (da Rede, com 5,6%), o candidato do PSDB Geraldo Alckmin (4,9%) e Ciro Gomes, com 4,1%. Alvaro Dias (Podemos) tem 2,7% e os outros candidatos não chegaram a pontuar 1%.

Segundo essa sondagem, Marina Silva herdaria 11,9% dos votos petistas e Ciro Gomes, 9,6%. Jair Bolsonaro foi citado por 6,2% e Alckmin por 3,7%.

Declararam voto branco ou nulo 14,3% dos entrevistados e 8,8% se disseram indecisos.

EM AGOSTO – A pesquisa foi realizada entre os dias 15 e 18 de agosto de 2018 e ouviu ouviu 2.002 pessoas, em 137 municípios de 25 estados e a margem de erro é de 2,2 pontos percentuais.

Tanto Lula quanto Bolsonaro cresceram em intenções de voto, comparando esta pesquisa com a sondagem anterior da CNT/MDA, divulgada em maio.  O petista foi citado por 32,4% dos pesquisados e o capitão reformado do Exército, por 18,8%.

Marina Silva tinha 7,6% das intenções de voto e Alckmin, 4%. Ciro Gomes registrou 5,4% em maio.

SEGUNDO TURNO – Num eventual segundo turno, Lula derrotaria todos os candidatos e teria de 49% a 50% dos votos. Contra Ciro, venceria por 49,4% a 18,5%. Contra Alckmin, por 49,5% contra 20,4%. Se o oponente fosse Bolsonaro, Lula teria 50,1% ante 26,4% do candidato do PSL. Também estaria à frente de Marina, com 49,8% dos votos e ela, com 18,8%.

Bolsonaro aparece à frente dos adversários, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. Se ele fosse ao segundo turno contra Ciro Gomes, o placar seria de 29,4 pontos para o deputado federal e de 28,2 para o ex-governador do Ceará. Contra Alckmin, Bolsonaro tem 29,4% da intenções de voto e o tucano, 26,4%.

O cenário mais apertado é no enfrentamento do capitão reformado com Marina Silva: 29,3% para Bolsonaro e 29,1% para a candidata da rede.

Os demais cenários de segundo turno: Ciro (26,1%) versus Marina (25,2%), Marina (26,7%) versus Alckmin (23,9%) e Ciro (25,3%) versus Alckmin (22%).

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
A matéria da Folha é como o biquíni – mostra o supérfluo e esconde o essencial. Na pesquisa mais importante, a espontânea, pergunta-se em quem o eleitor vai votar. A disputa continua sendo vencida pelos indecisos, com 39%, enquanto os brancos e nulos têm18,1%, perfazendo maioria absoluta 57,1%. Entre os candidatos, Lula tem 20,7%, Bolsonaro 15,1%, Alckmin 1,7%, Ciro 1,5%, Álvaro 1,3%, Marina Silva 1,1%, e os demais somam 1,4%. Estes são os números que valem, se a eleição fosse hoje. O resto é folclore. (C.N.)

 

33 thoughts on “Indecisos, brancos e nulos continuam vencendo a eleição, com 57,1%, e Lula tem 20,7%

  1. Por que sempre mencionar Lula? A Folha parece estar perdendo a credibilidade como fonte de noticias. Eis a manchete que deveria ser estampada na primeira folha: Lula, condenado e preso como ladrão de fundos públicos, continua presoi. That is it, shit!

  2. seguindo a tendência das últimas eleições, os indecisos quando decidirem o voto devem seguir junto com a maioria ou seja deve escolher Lula ou então Haddad.

    Os antilulistas vão ter que engolir a quinta vitória seguida do PT para presidente.

  3. Em meio a esse caos nutrido pelo desejo de vingança social perpetrada pela “elite do atraso” contra a maioria do povo brasileiro – ao qual não se reservam senão cortes em direitos sociais, violência estatal e cassação de sua intenção eleitoral – pergunta-se: por que esse caldeirão ainda não explodiu? Por que o crime contra a pátria segue a todo vapor? Por que ainda não estourou a baderna ou não começou a revolução?

    A resposta veio por meio de um delegado da própria PF. De forma triste e reticente ele respondeu: “veterano… A sorte de nossa elite do atraso e do Brasil é que o maior líder deste país é um gênio pacifista…

      • Quando os discípulos estiverem prontos, o MMestre surgirá entre Eles, e, pacificamente, a Revolução será levada a efeito, começando pela vitória dos brancos, nulos e abstenções contra o $istema político podre. Que mal eu pergunte, em Junho de 2013 o povo gritou nas ruas, sem partidos, ou cem partidos ? Tem mais jeito, o golpismo ditatorial, o partidarismo eleitoral, os seus tentáculos, velhaco$, e o $istema podre dos me$mo$ tem que ir para o saco. E a hora é agora.

  4. Discordo do editor, a psquisa que importa é a estimula pois o eleitor será exposto a propaganda eleitoral e quando comprecer na urna seu voto também será estimulado. A urna eletrônica não pergunda ao eleitor em quem ele votaria, ele precisa escolher um nome de uma lista previamente apresentada durante campanha eleitoral e sabe quais são os candidatos. Logo, a pesquisa que importa é a estimulada.

  5. Nooooosa! O lula tem mais votos do que nas eleições de 2002 e 2006! Que pesquisa incrííííívél! Ele é que o mito, pois apesar de milhões de pessoas afirmarem que votaram nele e não votarão mais ele tem mais votos do que na época que ele “era o cara”. Ui, ui. Mas cadê a lista com os municípios aonde as pesquisas foram feitas seu pesquisador? O gato comeu?

  6. A quem interessa saber que Lula venceria? Ele não pode disputar, a não ser que possa comandar o país de dentro da prisão. Tudo bem que os chefes de quadrilha no Brasil gozam desta regalia.

  7. Essas pesquisas que insistem em colocar o nome do presidiário só servem para confundir. O importante é saber o percentual de Haddad porque fora os cúmplices do chefe da facção preso em Curitiba, ninguém considera o Lula como candidato.
    Outra coisa importante que esses institutos de pesquisa podem fazer é verificar a tendência dos indecisos. Eles têm condições de fazer isso, pois são profissionais.

  8. Diante de tantas discordâncias e indecisões e dores, eu vou é me acalmar, não cabe a mim em minha ignorância dizer a este ou aquele em quem deve votar a não ser a mim mesmo, e aconselho a todos a ficarem tranquilos pois a eleição já está definida para seus respectivos candidatos, então não se atribulem vai dar tudo certo para todos, esses números são imprecisos ou manipulados.

    • Tem que esconder qualquer pesquisa que traga o Lula como candidato. Ele não é candidato e sim uma aberração aceita por um funcionário público que já deveria ter sido exonerado. A candidatura do Lula é tão falsa como uma nota de três reais.

  9. SENHORES, Se o Lula ganhar a eleição, PACIÊNCIA!
    Em 2022 terá outra.
    Não vamos nos matar por isso, ANTECIPADAMENTE. Será quando só existe democracia quando é o nosso cândidato que vence?

  10. Para os que tem Alzheimer de ocasião:
    Pesquisa datafolha em 01/10/2014 para prefeitura do Rio: Flavio Bolsonaro 7%.
    Apuração em 02/10/2014: 14%.
    Noooooosa. Errinho bobo, coisa à toa, besteirinha. Não inflói nem contribói em nada no resultado. Datafolha é tudo! Amo de paixão! Pesquisa no Brasil é como a urna eletrônica: eficientíssima.

  11. Estes números não valem nada até o nome do Lula sumir.

    Agenda dos debates de 2018:

    27 de agosto, 18h40 – Jovem Pan e IFL

    9 de setembro, 19h30 – TV Gazeta e O Estado de S.Paulo

    18 de setembro, 10h – Piauí e Poder360

    19 de setembro, 9h – VEJA Amarelas ao Vivo

    20 de setembro, 21h30 – TV Aparecida, TV Cultura e CNBB

    26 de setembro, 18h – SBT, UOL e Folha de S.Paulo

    30 de setembro, 22h – Record e R7

    4 de outubro, 21h30 – TV Globo

    Após todos esses debates não custa dar uma olhada nos números.

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