Independência, fim da escravidão e queda de ditaduras foram obras das oposições através da história

Planalto e oposição devem encarar o 7 de Setembro como uma data de todos

Pedro do Coutto

Ao se aproximar a data de 7 de setembro, que está sendo objeto de manifestações políticas em favor do governo ou contra ele, todos nós devemos lembrar que a independência do Brasil foi uma conquista do nosso país e que, portanto, não pode estar condicionada ou sujeita à interpretações momentâneas, seja num sentido ou em outro: ou seja, sob qualquer inspiração político-partidária. Mas o Dia da Pátria, na minha visão, abre oportunidade para uma análise histórica dos acontecimentos marcantes da vida brasileira e de sua característica primordial como nação.

A independência proclamada por Dom Pedro I em 1822, data que se aproxima do bicentenário, foi uma decorrência de uma ação oposicionista contra a Corte de Lisboa, conduzida no lado brasileiro pela figura extraordinária de José Bonifácio de Andrada e Silva. O fim da escravidão em 1888 foi uma outra consequência que assinalou a vitória da oposição ao regime imperial que consagrava o trabalho escravo, tanto assim que o Brasil foi o último país a aboli-lo em todo o mundo. A campanha abolicionista que teve como líder maior Joaquim Nabuco contou com a participação, entre outros, de Ruy Barbosa, de José do Patrocínio e de Lopes Trovão, considerado um dos maiores oradores da campanha.

DERROTA FRAGOROSA – A libertação dos escravos foi uma derrota fragorosa da indignidade do escravagismo e da posição verdadeiramente anticristã dos escravagistas. A República que, como lembrou o historiador Hélio Silva, “não esperou o amanhecer de 15 de novembro de 1889”, foi outra vitória das oposições brasileiras.

Em 1945, o fim da ditadura Vargas foi outra consequência histórica da força oposicionista. Finalmente, mais um exemplo concreto, a campanha pelas Diretas Já e pela vitória de Tancredo Neves levaram ao fim a ditadura político-militar instaurada em abril de 1964. Eleito com esmagador apoio popular, o destino impediu Tancredo Neves de assumir. Mas, sem sombra de dúvida, a democracia se reconsolidou no país com a investidura de José Sarney na Presidência da República. Terminava o longo ciclo militar de poder, abalado irremediavelmente com o episódio do Riocentro em maio de 1981.

Por todos esses acontecimentos, tanto o Palácio do Planalto quanto as oposições devem encarar o 7 de Setembro como uma data de todos os brasileiros e, principalmente, do próprio Brasil. Reportagens de Igor Gielow, Folha de S. Paulo de quinta-feira, e de Gustavo Schmitt, no O Globo, focalizam a existência de tensões e, sobretudo, intenções absurdas de transformar a data máxima brasileira numa expressão partidária. No Brasil existem partidos, é claro, mas o país não é partido de corrente alguma. É de todos os brasileiros e brasileiras.

RECUO DA ECONOMIA – Ivan Martínez-Vargas e Carolina Nalin, no O Globo, destacam o recuo do Produto Interno Bruto na escala de 0,1% no segundo trimestre deste ano. O resultado é apresentado como uma estagnação. Mas é pior. Trata-se de um recuo porque a população brasileira, segundo o próprio IBGE, cresce 0,7% de um ano para o outro, já descontada a mortalidade. O crescimento populacional assim é resultado  de 1,4% de nascimentos e de 0,7% de mortes.

A comparação entre o PIB e o índice demográfico é fundamental, uma vez que a renda per capita de um país é o resultado da divisão de seu Produto Interno Bruto pelo número de habitantes. Dessa forma, acentuo, o crescimento econômico efetivo tem que levar em conta o aumento populacional. O tema é focalizado também por Eduardo Cucolo, Leonardo Vieceli e Eduardo Sodré, Folha de S. Paulo.

O Goldman Sachs, o Morgan Stanley e o  Credit Suisse fazem projeções para o PIB que a meu ver não tem base na realidade porque, no fundo, se referem a um possível crescimento do produto este ano em relação a uma base muito fraca no exercício anterior, pois, no momento, em retração de compras até nos supermercados, como será possível estimar que o PIB possa avançar entre 4,9 e 5,2 pontos, como destacam ?

CÁLCULO OTIMISTA – Tanto a base é fraca que os três bancos acham, num cálculo otimista, que o Produto Bruto brasileiro crescerá entre 1,5% a 2% no próximo ano, mas o consumo das famílias no indispensável setor de alimentos retraiu-se, o desemprego continua alto e o Banco Central elevou a taxa Selic justamente para obter maior colocação dos títulos do governo no mercado. Caso contrário, não teria o menor sentido o devedor propor ao credor taxas de juros mais altas.

De qualquer forma, o problema persiste porque a inflação em 12 meses está calculada em 7%. Como se vê, 1,8% acima da remuneração dos títulos do Tesouro, a base da Selic. Na verdade, os bancos não são devedores da taxa Selic e sim credores através dela da dívida acumulada pelo Tesouro Nacional.

DESONERAÇÃO DA FOLHA – Se for prorrogada por cinco anos a desoneração das contribuições patronais para com o INSS, matéria de Mariana Holanda e Fábio Puppo, na minha opinião, o governo decretará a insolvência do INSS. Isso porque a contribuição da renda está reduzida de 20% sobre a folha de salários para uma escala entre 1% a 4% do faturamento bruto das empresas. É claro que tal esquema representa um risco para a Previdência Social do país.

Prorrogar a desoneração por cinco anos, desejo acentuar, será estabelecer a insolvência do INSS porque o mercado não está admitindo novos empregados e as aposentadorias vão crescendo, como é natural, em face do atingimento tanto do tempo de contribuição necessário, quanto da idade exigida. Sem novos empregos, a receita previdenciária não cresce, e com o acréscimo das aposentadorias, os encargos não param de aumentar. O governo está assim diante de um dilema que ameaça não só toda a população, como a sobrevivência de um projeto social indispensável para a vida humana.

MORTE MISTERIOSA – Pai da jornalista Lygia Jobim, o embaixador José Jobim, que apareceu morto em 1979 na Urca como se houvesse se enforcado, tornou-se o nome da turma do Instituto Rio Branco que concluiu o curso na quarta-feira. A reportagem é de Eliane Oliveira, O Globo, lembrando que José Jobim foi embaixador do Brasil no Paraguai e embaixador junto ao Vaticano. No final de uma tarde, disse à sua filha que iria visitar um amigo e não retornou mais. Dois dias depois, a família recebeu um telefonema informando que o seu corpo fora encontrado na Urca.

O presidente Jair Bolsonaro participou da formatura que foi das mais rápidas e não teve a presença de jornalistas, segundo o Itamaraty, em função de cuidados exigidos pela Covid -19. A paraninfa da turma foi a embaixadora Maria Celina de Azevedo Rodrigues, presidente da Associação dos Diplomatas do Brasil. Antes de desaparecer, o embaixador José Jobim publicou um livro sobre o preço da construção da hidrelétrica de Itaipu. Diplomatas ouvidos pelo O Globo disseram não terem sido informados sobre o evento, talvez em função da escolha de José Jobim como patrono da turma.

27 thoughts on “Independência, fim da escravidão e queda de ditaduras foram obras das oposições através da história

  1. A TI só sabe falar contra o presidente .
    Só se salva a matéria do Paulo Perez . O resto parece ter sido escrito pelo canalha Carlos Lacerda ou então pela Mãe Dinah .

  2. Uma atitude muito ruim em política é pensar tudo apenas no plano das teorias, esquecendo que são os atos e os fatos concretos que dão o rumo definitivo às coisas. Não que eu advogue uma política exclusivamente da práxis. Longe disso! A política, quando circunscrita apenas ao campo da ação, se torna a base para todo tipo de tirania. No entanto, também não é possível acreditar que bastam boas idéias para que tudo funcione na mais perfeita harmonia. Aliás, esta é a grande arte da política: conseguir unir teoria e prática, de maneira que esta cumpra o determinado por aquela, da melhor maneira possível.

    Todavia, quando nos deparamos com libertários, que, normalmente, são aqueles rapazes bem arrumadinhos, bem criados e originários de famílias respeitadas, pregando a respeito da liberdade individual, da diminuição absoluta do Estado e de como é importante a livre iniciativa, quase temos de aceitar que eles estão absolutamente certos. O único problema é que eles não conseguem entender que não é porque uma idéia é boa, em tese, que ela pode ser aplicada sempre irrestritamente.

    A sociedade é um agrupamento complexo, com demandas e necessidades diversas e difíceis de serem conciliadas. Além disso, há o problema da disputa política e pelo poder, que não permite que, simplesmente, as coisas sejam deixadas para serem resolvidas pelos indivíduos, sem qualquer intervenção de instituições superiores.

    Qualquer pessoa de bom senso sabe que o Estado forte é um mal e um perigo. Também entende que o indivíduo é aquele que deve ser protegido e valorizado. A pergunta, porém, que alguns libertários esquecem de fazer é: quem é que vai proteger e valorizar os indivíduos? Quem vai conciliar suas divergências? Quem os protegerá dos ataques internos e externos a sua liberdade?

    O libertarianismo, em tese, é uma proposta interessante. Como um ideal, pode ser ensinado. Todavia, quem quer que pretenda resolver todos os problemas sociais por uma aplicação ampla e irrestrita de suas idéias vai ter de se deparar com as impossibilidades intrínsecas da própria existência das nações e das sociedades. Há problemas que a mera liberdade não resolve.

  3. Continua.

    Por isso, quando um libertário critica uma ação estatal, sem considerar o contexto e as circunstâncias dela, corre o risco de estar cometendo uma injustiça, quando não exaltando, ainda que indiretamente, adversários posicionados no pólo oposto de suas teorias.

    Quando, por exemplo, um libertário diz que a atuação estatal, mesmo em períodos de conflito, como foram os anos do governo militar no Brasil, é, simbolicamente, mais nociva do que o que representam os próprios atos daqueles que lutaram abertamente para impor uma diradura comunista no país, fica claro que ele está raciocinando apenas no campo das idéias e, pior, com base em lugares-comuns que não podem ser aplicados irrestrita e universalmente.

    Quem diz isso esquece que se a ação dos militares representava a presença forte do Estado, por outro lado se não houvesse essa atuação o que estaria sendo imposto à nação era algo muito pior, mais tirânico, mais escravizante.

    No período militar o Estado era forte, sim. No entanto, para as pessoas comuns ele não passava de um segurança poderoso, que jamais se metia em sua vida e em seus empreendimentos privados. O governo militar foi forte, principalmente, para os guerrilheiros comunistas, que queriam, de toda maneira, transformar o Brasil em uma ditadura tão cerrada como a de Cuba.

    Todo libertário tem o direito de não querer viver sob um governo forte como o militarista. O que ele não pode é dizer que, em toda e qualquer circunstância, o Estado que ele odeia não seja necessário, até para proteger a liberdade que ele tanto preza.

    Na verdade, aqui no Brasil, todo libertário deveria ser muito grato em relação aos militares. Até porque, se hoje ele pode falar abertamente sobre suas idéias e pregar livremente que a tirania estatal é um mal a ser combatido, é porque, lá atrás, homens fardados, lançando mão do aparelho estatal, impediram que terroristas loucos impusessem sobre o país a mais terrível ditadura comunista, onde o libertário teria de pôr o rabo entre as pernas e calar a boca para não ser enviado para o paredão.

  4. Cidadão Brasileiro,

    Tenho lido disparates, contradições, comentários desconexos, irreais …. mas, este teu longo texto foi de amargar!

    Vá lá, que defendas os militares, Bolsonaro, que tenhas ódio dos comunistas … vá lá.
    Agora, a tua incoerência ao final da tua postagem me chamou á atenção:

    “Na verdade, aqui no Brasil, todo libertário deveria ser muito grato em relação aos militares. Até porque, se hoje ele pode falar abertamente sobre suas idéias e pregar livremente que a tirania estatal é um mal a ser combatido, é porque, lá atrás, homens fardados, lançando mão do aparelho estatal, impediram que terroristas loucos impusessem sobre o país a mais terrível ditadura comunista, onde o libertário teria de pôr o rabo entre as pernas e calar a boca para não ser enviado para o paredão.”

    Quer dizer que os comunistas foram derrotados em 64, graças à atuação dos militares?
    Ficamos livres desta ameaça para sempre?
    O Brasil jamais será comunista porque as FFAA impediram que esse movimento político e social criasse raízes no Brasil??!!

    Ou tu estás redondamente enganado ou queres esconder a realidade vigente no país!!??

    Por que Bolsonaro fala tanto nos comunistas?
    Então eles não foram derrotados no passado?
    Afinal das contas, temos partidos comunistas e socialistas não só legitimados por lei, quanto atuando no congresso.
    Os comunistas venceram a guerra?
    Precisas explicar essa situação, pois ficou dúbia.

    Ou, então, o comunismo está sendo usado para que a direita permaneça no poder indefinidamente.
    No entanto, o movimento está em desuso no mundo.
    Rússia, China, seus maiores expoentes no mundo, adotaram o capitalismo, abriram seus mercados para o mundo.

    Coréia do Norte e Cuba, por favor, citá-los é chover no molhado, pois qual seria a influência que essas duas nações exerceriam sobre o mundo?

    Enfim, o temor, o medo, o receio, o terror, que o comunismo atua na mente bolsonariana deveria ser estudado.
    Medo de quê?
    De quem?
    Quem é o líder comunista brasileiro ou sul-americano?
    Que país sul-americano é comunista?
    Não existe.

    Quer dizer, Bolsonaro vê fantasmas e quer que o povo também enxergue o mesmo que ele?!

    Menos, Cidadão Brasileiro, menos.

  5. Cidadão Brasileiro, gostei de sua postagem.
    Não vejo razão na sanha de alguns em demonizar os militares.
    O ódio e o regozijo é seletivo, alguns se emocionam ao assistir parada militar do Exército Chinês ao som da Internacional Socialista enquanto sofrem de urticária ao ouvir o Hino Nacional Brasileiro cantado por uma divisão de Fuzileiros Navais.

    • Parabéns James. Olha que muitos líderes da esquerda olham a China, Venezuela e Cuba como irmãos. Tenho vídeos que eles falam abertamente isso. Inacreditável.

      • Cidadão Brasileiro,

        Como que deveremos tratar os povos da China, Venezuela e Cuba, na tua ótica?
        Alienígenas?
        Inimigos da Humanidade?
        Comedores de criancinhas?
        Pessoas más?

        Ou deveríamos nos solidarizar com NOSSOS IRMÃOS que sofrem nas mãos de tiranos?!
        Por que a segregação, a discriminação, o preconceito?!

        Mais a mais, irmãos não podemos escolher.
        Poderíamos ter nascidos chineses ou colombianos ou cubanos.
        Não concordo com esse tipo de distinção que o ser humano faz dele mesmo!

  6. Não entendeste o meu comentário, Pimenta, pois jamais demonizei os militares como postaste, jamais!

    Fui militar, Polícia do Exército, na década de sessenta, e cheguei a Cabo!
    O Exército da minha época não era esse, porém muito mais rígido, ético e dotado de moral ilibada.

    Se, eventualmente critico as FFAA, faço com autoridade de quem conheceu a instituição com profundidade, zelo, dedicação e patriotismo.
    Muitos que AGORA, se mostram admiradores dos militares e aplaudem 7 de setembro, por muito tempo ficaram em casa gozando do descanso desta data comemorativa à nossa Independência.

    Querem se jactar como defensores do militarismo quando, na verdade, antes não moveram uma palha para derrubar os governos que nos roubavam, exploravam e manipulavam!
    Saíram de suas tocas recentemente, em razão que outros que se encontravam hibernando com seus patriotismos falsos e inconsequentes foram acordados!

    Depois, quem critica o nosso Exército e presidente, significa interesse pelo seu país e povo, e não o contrário, como queres dar a entender, Pimenta:
    que se emociona ao ver os chineses desfilando, enquanto ouve o hino da Internacional Socialista.
    Argumento infantil,

    Por outro lado, qualquer BANDA e não divisão, e de qualquer guarnição das FFAA, toca o Hino Nacional com perfeição, garbo, orgulho e com muito amor pelo Brasil.
    Lamentavelmente, o mesmo não acontece com o povo, que sequer sabe de cor a letra do Hino Nacional Brasileiro!

    Não precisamos da banda dos Fuzileiros Navais cantar o nosso Hino.
    Se queres mesmo te emocionar, então assiste as crianças que estão na escola cantando, e verás a chama do patriotismo se mostrando tímida, para depois crescer e nunca mais ser esquecida!

    Enfim, direitistas e bolsonaristas não são mais brasileiros que os demais, pelo contrário:
    a maioria pensa no poder, no comandar o povo e país, menos nos problemas que precisam ser sanados ou minimizados.

  7. Se usted se dedicar a analisar meus comentários infantis e sentenciar algumas verdades suas posso querer reciprocidade.
    Fui militar da FAB na Base Aérea do Galeão nos idos de 64, em princípio na Policia da Aeronáutica, infantaria, quatro anos, depois fui para a área de Comunicações, no Núcleo de Proteção ao Voo servindo em destacamentos. Sou anti comunista por vocação e se for para bater de frente e glosar o que escrevo, vamos frente.
    Não ponha palavras no meu escrito, falei numa tropa cantando o Hino Nacional.
    Quem só pensa em poder são os comunistas depois que chegam no poder só saem a bala, China, Cuba e Coréia do Norte estão aí mesmo.
    Francisco, sua verdade não é absoluta.

    • Sr. Marcelo, por favor, respeite o comentarista Francisco Bendl, um dos mais destacados comentarista da Tribuna da Internet. Esse adjetivo, que postaste, não combina com ele.
      Se não houver o contraditório, não tem graça, escrever e opinar. Aqui, ninguém é intelectual, somos aprendizes da vida. Sinceramente, são os bolsonaristas, que não toleram a crítica e se arvoram de honestos, corretos, os melhores, cheios de si. Afinal, há erros e defeitos em todos os governos, mas, vocês não acredita, contudo, há de ter paciência, porque uma hora, a ficha cai.
      Esse negócio de Comunista, e Bendl comentou muito bem, é cortina de fumaça para permanecerem no poder. O risco é zero, como Bolsonaro gosta de dizer, do país seguir a linha comunista, nem socialista também, pois o brasileiro é em sua maioria de viés conservador. Olhem bem, vocês, a composição dos membros do Legislativo. de maioria expressiva de deputados conservadores. Os integrantes de Partidos Comunistas, são a minoria da minoria, sem condição de empalmar o Poder.
      Aqui no Brasil, existe uma máxima que se confirma ao longo do tempo:
      Há o partido do SIM e o Partido do Sim Senhor. Como alguém definiu o Partido Liberal e o Partido Conservador nos tempos do Imperador Pedro II e também no Regime Militar para definição da ARENA ( Aliança Renovadora Nacional) e do MDB ( Movimento Democrático Brasileiro).

    • Mas também pudera, com o BPC e um Bolsa Família turbinado não há o mínimo interesse em se contribuir para o INSS. Hoje o governo dá um incentivo para se pagar pouco para o INSS, exemplo disto é a contribuição do MEI, é quase nada, fora as isenções dadas às igrejas, tudo é perda de arrecadação, mas o importante é se reeleger, quando a bomba estourar a gente dá um jeito .

    • Nem ouso pensar desta forma!
      Agora, assim como me alertas que a verdade minha não é absoluta, que concordo, a dos outros também não posso tê-las como se fossem definições incontestáveis.

      Por favor, precisas entender que a oposição a Bolsonaro não é feita por comunistas tão somente, mas também de cidadãos brasileiros que observam seus erros crassos na administração do país.

      Não sou comunista, todos sabem disso, mas não vou demonizar (usando a tua expressão) comunistas e socialistas porque discordo de seus movimentos, assim como repudio o desdém pela vida, que é característica do capitalismo, que rege a economia nacional.

  8. Oh! Chico, Chico, Chico! Por que gastas tanta vela boa com defunto ruim? Nunca ouvistes falar que quando a sentença é verdadeira, a explicação é simples.
    As realidades não precisam de longos arrazoados para serem demostradas, os sofismas, sim.
    Por que não analisaram o texto do mestre Pedro, mais objetivamente, mais cartesianamente? Por uma simples razão, porque está certo.
    Há uma hipótese de que os hábitos negativos se propagam mais facilmente do que os positivos e eu acredito quando vejo a onda de dissimulação, retórica e gongorismo que toma conta de comentaristas a partir do protagonismo alcançado pelos pronunciamentos espetaculosos do senador Rolando Lero na CPI.
    O espirito do artigo acima, eu o vejo, sucintamente, assim: Quando um governo ou regime não consegue satisfazer seus cidadãos com seu desempenho, a porção mais sensível e prejudicada dessa população terá que se organizar e promover a mudança, já que seria insensato que a cúpula dirigente e beneficiária do poder e privilégios adjacentes, fizessem a mudança de moto próprio.
    Abs.

    • Caro Velho,

      Preocupa-me, sobremaneira, o nível de fanatismo que se está instalando no Brasil!
      Lulistas, bolsonaristas, evangélicos … que estão dilacerando com esta nação e dividindo o país de forma inexorável.

      Lulistas repudiam quem se atreve a dizer que o amo e senhor é ladrão;
      bolsonaristas se tornam inimigos de quem quer que seja, caso o líder for contestado;
      evangélicos porque são eles e mais ninguém que Deus abençoa!

      Che, a união do povo não existe mais!
      Temos vários Brasil dentro de um só!
      Não tem mais como um governo estabelecer a ordem e a paz porque a corrupção e a violência dominam esta nação.

      Os três poderes estão atrelados à desonestidade absoluta;
      o povo tem sido morto por facções, violência, pandemia, doenças, pois pobre, miserável e desempregado;
      as ideologias estão estuprando a mente de cidadãos inapelavelmente.

      Que Brasil teremos dentro de 10 anos?
      Ou o que restará de nós dentro de uma década?
      Com tantos crimes ocasionados pela corrupção, e onde estão as autoridades que deveriam coibir tais atos ilícitos?

      E, agora, temos um presidente que usa o povo despudoradamente, para que a sua vontade seja realizada?
      Quer colocar ministros terrivelmente evangélicos e terrivelmente seguidores de suas ordens no STF?!
      Mesmo que sejam terrivelmente desonestos, até mesmo em falsificar diplomas de cursos não realizados??!!

      Na verdade, a administração federal é terrivelmente contra o povo!!

      Grato, parceiro, pela tua solidariedade.
      Abração.
      Saúde e paz.

  9. Saindo da Raia da política, que causa tanta rivalidade, me dirijo ao decano da Tribuna, o insuperável jornalista Pedro do Couto.
    Acabei de ler, um artigo de Pedro, datado de 15 de dezembro de 1999, na Tribuna da Imprensa, sob o título: “Os amigos do depois”.
    Pedro comenta sobre o livro do cardiologista José Assad, que formou-se em Direito pela PUC naquele ano, lançou um livro denominado ” As mentiras da vovó”, sobre o mito dos ditados populares, como : quem procura acha, o que não mata engorda, tal pai tal filho, quem ama o feio bonito lhe parece, dentre outros ditos.
    Abro um parênteses, pedindo a devida vênia a Pedro do Couto, para transcrever, o que considero uma aula de vida:

    ” Acho que o livro do Assad é excelente, na medida em que separa os ditados vazios, apenas retóricos, daqueles cuja profundidade cresce a medida que envelhecemos. É quando a nossa visão começa a ficar tão clara, que os movimentos dos picaretas, caftens do poder alheio, bajuladores e aproveitadores do talento e do vigor dos outros, chacais da existência humana, nós percebemos facilmente. E lamentamos não tê-los identificado há muito tempo. Mas, que fazer?
    A vida é assim. Haverá eternamente alguém a mentir, roubar, pedir infantilmente coisas dos outros, como se criança fosse, a trair a amizade e a confiança. Para confirmar tudo isso, basta pensar em Cristo e Judas e na obra imortal de Shakespeare. Iago contra Otelo, Brutus contra César são emblemas eternos da tragédia universal.
    Por isso tudo, cresce a importância dos amigos do depois. Porque amigos do durante surgem as centenas.
    Amigos do depois contam-se pelos dedos. E – o que é pior – ficam contidos em apenas uma das mãos.
    Eu me lembro bem, que em novembro de 1960 encontrei Tancredo Neves na Av. Rio Branco, esquina com Sete de Setembro (Centro do Rio de Janeiro). Ele havia perdido o governo de Minas para Magalhães Pinto em outubro. nosso santo combinava, conversamos bastante. Derrotado, havia acumulado dívidas. Há pessoas – disse-me ele – que atravessam a rua para não falar comigo. A compensação das pessoas corretas é que os crápulas erram muito porque jogam tudo no imediatismo. Com a renúncia de Jânio Quadros, em julho de 1961, Tancredo voltava à tona com força total, primeiro ministro do governo parlamentarista de João Goulart.
    Os que atravessaram a rua, ontem, queriam ser novamente os amigos de infância de amanhã. A vida é assim”.

    Tenho exemplos pessoais para contar sobre tudo isso, mas deixo aos leitores, a análise desse texto profundo, da lavra do eminente Pedro do Couto.

    • Nascimento, meu caro,

      Obrigado pelo auxílio contra a intolerância.

      “Eles” podem postar o que bem entendem, nós dependemos de suas autorizações.
      Não é assim que vivo, parceiro.

      Um blog é público, ainda mais este, que nos oferece um espaço democrático e verdadeiro para nos fazer presentes com nossas posições políticas.

      Então, quem opina, deverá se submeter a comentários, que poderão ser favoráveis ou não ou indiferentes, ainda mais em se tratando do que se tem de pior neste país, a sua política, seus fanáticos e radicais.

      Um forte abraço, meu caro.
      Saúde e paz, parceiro.
      E vamos em frente, conta comigo.

      • Você merece todas as loas, Bendl.
        Tem gente, que não faz autocrítica. Esse governo só tem feito maldade com o povo. Em quase todas as áreas, mais principalmente na Saúde, no Meio Ambiente e no Emprego.
        Tantas crueldades, que não entendo pessoas brigarem pelo homem.
        Por muito menos do que vemos hoje, Collor e Dilma foram empichados.
        Mas,nisso é da vida. Como disse o Velho na Janela, o tempo é o senhor da razão.

        • Caro Nascimento,

          O homem é inimigo do próprio homem.
          A frase não é de minha autoria, mas retrata com perfeição o quanto somos distantes de uma pessoa, quando ela envereda para a política brasileira, deletéria, deplorável, abjeta e venal.

          Logo, escolher um desses políticos como líder, como pessoa a ser seguida, admirada e enaltecida, a minha mente não consegue captar devidamente esse atrelamento e cultos a personalidades que deveriam ser rechaçadas logo de início.

          Votei em Bolsonaro, mas me arrependi, repito.
          Não posso continuar apoiando quem me decepcionou, mentiu, quem é omisso, e nada fez para minimizar a grave situação social brasileira.

          Concordo contigo, o que nos dá a dimensão do problema que enfrentamos atualmente:
          Jango foi deposto por infinitamente menos razões que Bolsonaro;
          Collor, idem;
          Dilma, igual.

          Se havia “observadores” que pediram o impeachment desses ex-presidentes, aonde que estão nesse momento que não fazem o mesmo com Bolsonaro, e com este presidente sendo muito pior que os impedidos?!

          Outro abraço.

  10. Mais um se pregando na cruz?
    Que uso de palavras agressivas?
    Que não respeito a opinião dos outros?
    Que “acho” que sou intelectual e erudito?

    Quanta asneira, Marcelo!

    Quem posta em um blog a sua opinião, três situações acontecem:
    a – obtém apoio pelo que escreveu;
    b – sofrerá críticas daqueles que discordaram da postagem;
    c – o texto passará sem qualquer comentário.

    Quando se discorda de um comentarista, no meu caso, exponho as razões pelas quais não compactuo com o enunciado.
    Contigo, por exemplo, a tua crítica vem sem qualquer fundamento porque não esclareceste onde uso palavras agressivas, com quem e quando!

    Todos sabem que sempre tenho escrito que sou semianalfabeto, todos.
    Que consegui terminar o Ensino Médio aos sessenta anos, e que não me orgulho de ter feito essa conclusão tão tarde da minha vida.
    Desde quando sou intelectual e erudito?!
    Crítica desnecessária porque mentirosa, enganadora, agressiva, pois a tua intenção foi me desmerecer.

    Assim como queres que eu respeite a liberdade de expressão dos outros, algo que me pedes também de maneira inútil, quero que o mesmo aconteça comigo.

    Tu, de novo, não queres que eu me reporte aos comentários postados, mas exiges que eu respeite a tua posição??!!
    Ué, via única?
    A tua democracia é só prá ti, e mais ninguém?!

    Posso ser um saco mas, em compensação, quem é o anônimo Marcelo e seus pitacos?!

  11. Não venho aqui procurar inimizade com ninguém, frequento as mídias mais como passatempo, ocasionalmente pinço alguma perola de alienistas ( O Alienista, do Machado de Assis) e procuro ligar o cara que acha que Bolsonaro é doido com a pessoa de Simão Bacamarte que internava todo mundo como doido no hospício Casa Verde.

  12. Somos iguais neste aspecto.

    Tratemos, então, de debater política conforme estamos fazendo, ou seja, dentro do respeito e educação, independente de pensarmos absolutamente de forma oposta na política.

    Não tenho a mínima intenção de converter quem quer que seja à minha maneira de interpretar a vida e a política, assim como não constato existir quem conseguirá me fazer mudar de posição.

    Evidente que, se aceito o debate e até o provoco, deve-se ao fato de eu querer perceber até que ponto estou certo ou errado.
    Então, humildemente, mudo de ideia, como já modifiquei pensamentos arraigados que eu os tinha na TI.

    Jamais quis inimizade com quem quer que seja.
    Só não gosto que me pisem no pala, aí o bochincho está feito, na eterna canção do meu conterrâneo Teixeirinha, gaúcho de Passo Fundo.

    • Já era sem tempo, para Paulo Guedes, o péssimo ministro da Economia cantar para subir.
      A proposta da desoneração da Folha salarial é uma de suas múltiplas ações destinadas a implodir o INSS e poder implantar o modelo de Capitalização falido do Chile iniciado no regime bárbaro do general Pinochet.
      Para um cara que falou sobre o pobre comer demais, exigir muito, querer viver 100 anos, que empregadas domésticas estarem viajando muito para Disney e que filho de porteiro não tinha que entrar na Faculdade, o que esse homem é: um desumano, um ser que odeia o pobre.
      A gente só conhecia um elitista assim, da ficção, mas, Guedes é a realidade do governo Bolsonaro e um dos seus mais fies seguidores. São unha e carne e comungam das mesmas ideias. Que horror, essas figuras excludentes e anti- sociais.

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