Indígenas que são militantes profissionais têm licença para fazer “atos antidemocráticos”?

Líder indígena Kretan Kaingang chuta de volta bomba de gás lacrimogêneo lançada pela polícia contra indígenas durante protesto em frente ao Congresso 22/06/2021 (Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino)

Índios feriram dois guardas da Câmara atirando flechas

J. R. Guzzo
Estadão

Há duas leis no Brasil quando se trata de apreciar o que passou a ser chamado, nas Cortes de justiça, na “sociedade civil” e na mídia em geral, de “atos antidemocráticos”. Quando um jornalista de direita, ou deputados na mesma orientação política, fazem alguma coisa que desagrada o Supremo Tribunal Federal, a OAB e a esquerda em geral, o mundo treme.

O STF enfia o suspeito no inquérito ilegal, permanente, sem data para acabar e sem controle nenhum do que vem fazendo para apurar, justamente, “atos antidemocráticos”; há inclusive, um jornalista e um deputado federal presos atualmente por acusações de agirem contra a democracia, o Estado de direito, etc.

PROGRAMA DE ÍNDIO – Quando aglomerações políticas que reúnem índios militantes atacam fisicamente policiais da Câmara dos Deputados e provocam a suspensão de uma reunião da Comissão de Justiça, não acontece nada. Aí não é mais um ato contra a democracia – ao contrário, é o pleno exercício da liberdade democrática de manifestação.

Não foi um incidente pequeno. Um policial foi ferido gravemente com uma flechada na coxa; teve de ser submetido à cirurgia. Outro foi alvejado no tórax. Os deputados que examinavam, de forma perfeitamente lícita e legal, um projeto de lei sobre demarcação de terras indígenas, foram impedidos de fazer seu trabalho – a reunião da CJ teve de ser suspensa, num atentado indiscutível à liberdade de ação dos parlamentares e do Congresso Nacional.

ATO DEMOCRÁTICO – Mas, nesse caso, não foi “ato antidemocrático” – ao contrário. Segundo a descrição geral da mídia, o que houve foi um “ato pacífico” no qual os índios “revidaram” as ordens de dispersar que receberam da polícia. Nenhum dos agressores vai ser minimamente incomodado; no seu caso, a lei do STF “não se aplica”.

Os índios que agrediram a Câmara são militantes profissionais; fazem parte de células políticas. As exigências que estão apresentando são absurdas: não admitem que a demarcação de terras indígenas, daqui para frente, seja feita pelo Congresso, e não mais pelo Executivo, como prevê o projeto ora em discussão.

De onde saiu a ideia de que o parlamento não tem o direito de fazer uma tarefa dessa importância, ou qualquer outra? De qualquer jeito, sejam lá quais forem os méritos da questão, não para é possível achar que ataques físicos à Câmara de Deputados, com derramamento de sangue, sejam um recurso legitimo – ou um “protesto pacífico”.

FALSIFICAÇÃO – A “questão indígena”, como um todo, é uma falsificação. Há hoje no Brasil, entre uma população total de 210 milhões de habitantes, 800.000 índios – dos quais 300.000 vivem em áreas urbanas. Esses 500.000 que sobram representam menos que a população de Sorocaba, mas ocupam 1.200.000 quilômetros quadrados de áreas demarcadas – nada menos que 14% de todo o território nacional, ou mais que o espaço ocupado por França, Alemanha e Itália somadas, até o último centímetro quadrado de suas áreas. Não há nenhum país do mundo onde os índios tenham tanta terra como no Brasil.

Os grupos políticos que vivem da “causa indígena”, porém, querem mais. Convenceram as classes intelectuais, as elites e os que têm boas intenções – e nenhuma informação – de que são “vítimas” do “capitalismo no campo”, não têm “mais espaço” para viver e precisam, com urgência, de “novas terras”.

São estes que querem impedir o Congresso, com uso da violência mais grosseira, de votar uma lei que dá aos representantes do povo brasileiro (podem ser ruins, mas só temos esses) o direito de decidirem sobre o território brasileiro. A cereja no bolo, para eles, é que o ministro Alexandre Moraes e o resto do STF nunca vão incomodá-los com inquéritos sobre “atos antidemocráticos”. Aqui o pau que bate em Chico não chega nem perto de Francisco.

15 thoughts on “Indígenas que são militantes profissionais têm licença para fazer “atos antidemocráticos”?

  1. Sim, índios tem, sim! !! Se o desqualificado jornalista do Estadão procurasse pesquisar na História saberia que esses povos tomaram muita espadada, bala, corda no pescoço e pendurados. Do outro lado teve sempre forças do Império, da República ou mesmo “senhor de terras” – que não as suas, mas tomadas.
    Esse jornalista desqualificado deveria tomar uma fechada no lugar do policial. É isso? Se sim, estou parcialmente de acordo.

    • Os negros de fazer o que os brancos fizeram com eles?

      Mas os negros eram escravizados já na África Negra por outros negros; é quem detinham o monopólio do tráfico de escravos nativos e negros eram os judeus!

      Bendl e o seu historicismo de wikipedia!!!!

      • Renato,

        Certa feita postaste este mesmo assunto, que os escravos negros já vinham para o Brasil nesta condição, e que seus traficantes eram judeus!

        Respondi, esclarecendo quem eram os maiores traficantes de escravos, que não eram judeus.

        Quanto à escravidão na África era protagonizada por outros negros, o teu erro histórico é imenso (aliás, se lesses a Wikipédia não o cometerias)!

        Os escravos que eram vendidos por outros negros eram de tribos DERROTADAS nos permanentes conflitos tribais.

        Tu não deves saber sobre o que foi o genocídio em Ruanda, entre as tribos Tutsis e Hutus, com cerca de um milhão de mortos em 1.994.

        Antes, houve um conflito entre várias nações africanas, que redundou na Independência da Namíbia, África do Sul.

        Bom, mas sempre afirmei que leio, sim, a Wikipédia pela facilidade e velocidade na obtenção de informações CORRETAS!!

        Quando tenho mais tempo para pesquisar, busco nos livros que tenho os temas propostos, de modo que eu possa ampliá-los com mais dados a respeito.

        Justamente para EVITAR a postagem errada assinada por mim.
        Mas, também sei que não existe o compromisso com a verdade de quem é anônimo.

        Ainda bem que o meu “historicismo” tem uma participação da Wikipédia por que não?

        Aliás, o significado da palavra “historicismo” é o seguinte:

        Conjunto de doutrinas filosóficas que buscam fazer da história o grande princípio explicativo da conduta, dos valores e de todos os elementos (artes, filosofia, religião etc.) da cultura humana.

        Tá lá, na Wikipédia, para quem quiser saber um pouco mais, e escrever certos fatos com doses maiores de precisão.

        Finalizo:
        Se os negros eram escravizados já na “África Negra(??!!) por outros negros” ….

        Por que cargas d’água, o homem branco “civilizado”, aproveitava-se dessa gente para continuar escravizá-los e à base de tratamentos físicos e mentais, no lugar de libertá-los e levar ao Continente Negro a sua cultura e civilização??

        Quer dizer que, se o meu vizinho é um assassino, devo ser como ele?
        Se um parente meu roubou, devo roubar também para enriquecer??

        Se, na África, tribos escravizavam outras, comprarei os derrotados para dar continuidade aos seus sofrimentos milhares de quilômetros longe de suas terras?
        E não serei responsabilizado por isso??!!

        Renato e os seus conceitos morais, sabe-se lá de onde aprendeu???!!!

  2. No Brasil, o crime organizado, PT e seus puxadinhos como o STF, tem um direito pétreo, uma especie de “licença para matar”. Tentam assassinar jornalista preso por “crime de opinião”; tentam assassinar candidato a Presidente da República; tentam assassinar parlamentar preso por “crime de opinião inafiançável”; tentam assassinar políciais; assassinam moradores das favelas sob as asas de ministros do STF, etc. Tudo isso, livremente.

    O STF é a principal cabeça do crime organizado, precisa ser fechado e seus integrantes presos e condenados.

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