Industrial do Amazonas retruca tolices do secretário da Fazenda de São Paulo, Andrea Calabi

Andrea Calabi, Não tive o prazer de conhecê-lo, meu nome é Wilson Périco e estou presidente do Centro da Industria do Estado do Amazonas, e muitos de nossos associados têm atividade industrial tanto no Amazonas quanto em São Paulo e em outros Estados do País, motivo pelo qual lhe escrevo.

Recebemos uma materia reputando à sua pessoa afirmações a respeito da atividade das industrias instaladas na Zona Franca de Manaus e muito nos surpreende tais afirmações como “maquilagem” ou que o Amazonas ofereça “obstáculos” a atração de novos investimentos no Estado de São Paulo.

Não creio que tenha tido a oportunidade de visitar nosso Estado e conhecer as atividades desenvolvidas pelas industrias instaladas na Zona Franca de Manaus, o que nos permite entender o porquê de afirmações descabidas tenham sido feitas por sua pessoa.

Não acredito também que conheça a política de admistração da atividade industrial aplicada no País, que exige o cumprimento do Processo Produtivo Básico (PPB) para que os produtos fabricados na Zona Franca e para os produtos inseridos na tal Lei de Informática, possam ser beneficiados com os incentivos fiscais federais, inclusive, no caso no produto em pauta, esses incentivos são identicos para todo o território nacional pois é considerado produto de informática, talvez a diferença seja que as exigencias de cumprimento desse PPB podem não tera  mesma severidade em São Paulo do que em Manaus.

Acredite-me, aqui cumprimos 100% do que determina a legislação e se a tal “maquilagem”, se acontece em algum lugar do Pais, esse lugar não é Manaus. Talvez no mais novo Estado com atividade industrial do Brasil, o Paraguai, e esse é um problema que temos em comum.

Muito nos surpreende, também, que o Estado do Amazonas seja vitima de ataque, da ira e de afirmações inverídicas por ter buscado na Justiça o cumprimento da lei e por ter tido acatada essa solicitação, que comprova que quem estava a margem da legalidade era e é o Estado de São Paulo e não o Amazonas.

Por outro lado, entendo que a falta de conhecimento a respeito da realidade vivida e enfrentada pelas industrias da Zona Franca de Manaus o leve a a manifestar-se da forma como o fez, muitas vezes a ignorancia sobre determinados assuntos nos faz cometer equivocos, e acredito esse ser um grande exemplo disso.

Não concordo com a guerra fiscal entre os Estados por atração de investimentos que ja estão feitos no território nacional, para mim a guerra fiscal é o canibalismo economico pois não se traduz em melhoria nenhuma para a economia do País, mas sim para o agravamento das desigualdades regionais.

Acredito que, ao inves dessa rusga sem propósito entre os dois Estados, deveriamos estar somando esforços para trabalharmos junto ao governo federal, pela preservação e fortalecimento da atividade industrial do Pais, mais que isso, a preservação dos empregos gerados por essa atividade, que é o que fortalece nossa economia; e que isso seja feito dentro da legalidade para um crescimento socio-economico menos desigual de todas as regiões do País.

Convido-o a visitar nosso Estado e visitar as empresas do Pólo Industrial de Manaus, em data que melhor lhe convier, para que conheça o que aqui se faz, de verdade, para que possa ter melhor embasamento para expressar seus comentários e opinião sobre o que e como se industraliza no Amazonas e para que possamos, juntos, buscar o que é melhor para a industria no Brasil.

Wilson Périco, presidente do Centro da Indústria do Amazonas

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