Inexplicável falta de vontade política

Welinton Naveira e Silva

A velha e maldita praga da corrupção, tão antiga quanto os primórdios da civilização e da produção de riquezas, muito pertinente à natureza e feitio do homem. Apesar de combatida, parece que sempre esteve presente em todos os governos ao longo dos séculos, especialmente na moderna sociedade capitalista. Sempre trouxe grandes vantagens nas fantásticas acumulações de riquezas das elites, produzindo incontáveis miseráveis, excluídos, favelas, injustiças, devastações ambientais, serviços de terceira etc. Uma sideral injustiça.

A tentadora prática da corrupção, arraigada e generalizada, variando de bem pequenina a gigantesca, faz parte dos governos, inclusive da poderosa China, que até bem pouco tempo fuzilava o corrupto em praça pública, sem piedade, provocando grande indignação dos poderosos corruptos do “mundo livre”, prova da inata afinidade entre os ladrões de casaca. Trágico.

PEQUENA MINORIA

A corrupção, em todos os tempos e épocas, tem sido combatida pelos que estão na oposição, pelos que ficaram de fora da roubalheira, pelos magoados, pelos que cobram espaços, poder e outras mais. Apesar dessas vergonhosas intenções, sempre existiu uma parcela minoritária  que nunca compactua com corrupção alguma, sempre discorda dessa imoralidade valendo-se do poder das palavras e de coragem pessoal. Muitas dessas pessoas pagaram com a própria vida.

Investir contra a corrupção, na grande maioria das vezes, costuma trazer poucos resultados de médio e longo prazo. Quando muito, congelam por certo tempo as roubalheiras em andamento. São batalhas perdidas e esquecidas no tempo. Afinal, a justiça das elites dominantes, sempre muito poderosa, costuma ganhar de 10×0 contra os corajosos homens de bens que nunca se acovardaram diante dos corruptos. Simples assim.

Por outro lado, a grande corrupção poderia ser muito reduzida quem sabe até extinta, caso as elites dirigentes quisessem. Bastaria substituir todo o papel moeda em circulação por cartão magnético mais senha, como cartões de bancos, mas emitidos pelo Banco Central do Brasil. A Receita passaria saber quem comprou, onde foi comprado, quanto foi cobrado, quando e de quem comprou, seja a mercadoria um simples cafezinho, refeições, bugigangas de ambulantes, eletrodomésticos, imóveis, consultas médicas, viagens, fazendas, iates, etc. Tudo seria registrado e rastreado aos olhos da Receita Federal (devidamente moralizada, reformulada e capacitada), munida do necessário suporte de informática.

Toda a escandalosa sonegação de micro a gigante ficaria praticamente inviável. O Fisco passaria a receber muitos impostos que hoje não recebe por conta das variadas formas de sonegação. Com mais dinheiro de arrecadação, o governo poderia reduzir o imposto de renda no contra cheque do trabalhador, disponibilizando mais grana para o consumo deste, fazendo justiça, e de quebra, aquecendo toda a economia do Brasil. Todos ganhariam muito, principalmente o social, menos a criminosa corrupção.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Enquanto não ocorre essa derrocada do papel moeda, a corrupção poderia ser controlada simplesmente pelo IPVA, pelo IPTU e pelo ITR, que servem de controle a quem tem carros de luxo, imóveis suntuosos e vastas propriedades rurais improdutivas, sem que possuam renda que lhes permita essa situação privilegiada. Podiam investigar também donos de iates, helicópteros e aviões. Mas falta vontade política, como você mesmo diz, Naveira. (C. N.)

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