Informação a Bolsonaro: ao longo de 70 anos, o Peronismo só perdeu uma eleição

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Ao invés de ajudar, Bolsonaro está ajudando a derrotar Macri

Pedro do Coutto

Exatamente isso que está no título deste artigo. De 1948 até 2019,  o peronismo, que nada tem de esquerda e sim populismo de direita, somente uma vez perdeu as eleições. Foi em 1982, quando Raul Alfonsin derrotou Italo Luder, um professor universitário, intelectual que não fazia o perfil dos chamados descamisados na campanha de 1948. Excetuando Alfonsin, foram eleitos: o próprio Perón em 1952, Frondizi em 1958, Artur Ilia em 1963, Hector Campora no início da década de 70, o próprio Perón na reabertura política de 73.

Na campanha de 72 o povo argentino de menor renda gritava nas ruas: Campora no governo, Perón no poder. Em 73 quando retornou a Argentina exilado que estava em Madri, uma multidão o esperava entre o aeroporto de Ezeiza e a capital Bueno Aires.

DITADOR DE DIREITA – Em 1955, no dia 3 de outubro quando o Brasil elegia Juscelino Kubitschek, as forças armadas argentinas derrubavam Perón ameaçando bombardear a Casa Rosada. Perón escapou de ser preso quando conseguiu chegar a uma canhoneira paraguaia ancorada no Rio da Prata.

O peronismo sempre foi da direita, era o populismo fixado na sua conduta à frente do governo. Não se esqueçam os leitores de que a Argentina ficou neutra na Segunda Guerra, e terminadas as hostilidades, o país asilou muitos nazistas.

Correu a versão que um submarino alemão transportou somas financeiras bastante pesadas para os braços de Perón, o presidente que se recusou a seguir o Brasil em 1942 quando nosso país declarou guerra à Alemanha Nazista, à Itália Fascista e também ao Japão, que havia tomado a iniciativa de partir para a guerra contra os EUA, no episódio de Pearl Harbor.

ISABELITA – Depois da morte de Perón em 74, assumiu o governo Maria Estela, que tinha a alcunha de Isabelita. Sucederam-se vários governos militares com a prisão da presidente do país. No retorno à democracia, após novo ciclo militar, elegeram-se presidentes os peronistas Carlos Menem, Nestor Kirchner e em seguida sua mulher Cristina Kirchner. Maurício Macri tornou-se uma exceção.

Acredito que Jair Bolsonaro errou ao apoiar a reeleição de Maurício Macri. Por sinal, na campanha de 2015 Macri declarou-se peronista e que uma vez eleito, como aconteceu, colocou em prática uma política que colidia amplamente com as bases peronistas, as quais resistiram ao passar do tempo.

BOLSONARO ERRADO – Deixo aqui neste artigo uma sugestão para Ariel Palácios, excelente jornalista e correspondente da GloboNews em Buenos Aires, para com seu talento focalizar esse tema, analisando o processo eleitoral de forma capaz de sensibilizar o presidente Bolsonaro para afastá-lo dos equívocos que tem cometido em relação ao quadro político argentino.

Em primeiro lugar, fica a retificação sobre a ideologia de Juan Domingo Perón: aliás não tinha ideologia e sempre foi combatido pelos comunistas; em segundo lugar, finalizando, o presidente Bolsonaro deve consultar o historiador daquele país para traduzir a essência do peronismo. O peronismo estava na linha da ideologia espanhola, com Francisco Franco, e com a de Portugal, com Salazar e Marcelo Caetano.

18 thoughts on “Informação a Bolsonaro: ao longo de 70 anos, o Peronismo só perdeu uma eleição

  1. Peronismo = PRI Mexicano, mais de 70 anos no poder.

    Sonho do Lula e seus asseclas.

    “Cada povo tem o governo que merece!”
    Conde Joseph-Marie de Maistre (Savoia, 1 de Abril de 1753 — 26 de Fevereiro de 1821) escritor, filósofo, diplomata e advogado.

  2. Como sempre, outro primoroso artigo de Pedro do Couto.
    Por que um presidente da República, mais ainda um Bolsonaro, não convida gente sábia e experiente, da estatura de Pedro do Couto, para ouvi-los antes de tomar qualquer medida, qualquer decisão, antes de fazer qualquer pronunciamento?

  3. “De 1948 até 2019, o peronismo, que nada tem de esquerda e sim populismo de direita, somente uma vez perdeu as eleições.”

    Quer dizer que o foro d são paulo e os partidos comunistas/socialistas da america latina apioam a “direita”?

    O peronismo é o responsável pela argentina ser o que é hoje.

    Melhor o Brasil se afastar do mercosul e fazer acordos bilaterais com outros paises.

  4. o povo argentino não irá entrar em outra fria. o falecido pinguim e sua viúva jamais voltarão a saquear o tesouro argentino.
    já conhecem esta assaltante contumaz do erário.

  5. Para avacalhar Bolsonaro qualquer elucubração é válida.
    Nesse diapasão a verdade vai estar sempre com os ‘mesmos’.
    Para qualquer decisão o capitão deve consultar alguém dos ‘mesmos’
    Falta a esses elucubradores conversar com os russos, já ensinava Mané Garrincha.
    Ops, o termo Mané agora está proibido, não é politicamente correto.

  6. Não entendi quando diz: “De 1948 até 2019, o peronismo, que nada tem de esquerda e sim populismo de direita, somente uma vez perdeu as eleições ” e no final vem com :”O peronismo estava na linha da ideologia espanhola, com Francisco Franco, e com a de Portugal, com Salazar e Marcelo Caetano.”
    Ou o colunista não lê o que escreve ou é louco. Facismo e comunismo são de esquerda, e se peronismo era ideologicamente ligada do facismo então era de esquerda.

  7. Bolsonaro tem ideia fixa na ideologia da direita radical. Não reconhece o erro que cometeu numa semana, e na semana seguinte comete outro erro e assim sucessivamente. Não vai mudar, como ele próprio afirmou. Isso deve ser proveniente da falta de cultura e preparo.
    Bolsonaro foi formado dentro do regime da ditadura, por isso, ele vê comunistas, esquerdistas e socialistas em todo lado,, basta ser contra sua ideia fixa. Os militares atuais, não pensam e nem comentam mais sobre o golpe de 64. Mas Bolsonaro, continua vivendo no passado transformou-se no ranço da ditadura. Toda vez, ao defender a ditadura ataca suas vítimas, denigre mais a ditadura de 64.

  8. O grande e experiente Jornalista Sr. PEDRO DO COUTTO em mais este brilhante Artigo, como vem diz acima esse outro Esteio do TRIBUNA DA INTERNET ONLINE, Dr. JORGE BÉJA, grande Advogado Militante, Escritor consumado, Pianista virtuoso e uma grande Alma, o Sr. PEDRO DO COUTTO alerta o Presidente BOLSONARO que o Partido Justicialista criado por JUAN D. PERON, só perdeu uma Eleição Presidencial em 70 anos.
    Pelas Prévias desse final de semana, deve ganhar tranquilo a Eleição Presidencial de Outubro/Novembro 2019.

    O grande erro do Presidente MACRI, que também se diz Peronista, a nosso ver foi montar toda a sua estratégia Econômica esperando o ingresso de enormes Investimentos Estrangeiros, que não se confirmaram, em vez de confiar mais no Capital Argentino e seu Mercado Interno.
    Ninguém “carrega o piano para ninguém”, e quem confia principalmente em Terceiros para sair da Crise, sempre se dá mal.
    Temos que criar as condições para desenvolver nosso próprio CAPITAL e nossa TECNOLOGIA, confiar no nosso Mercado Interno e aí, muito Capital Internacional também afluirá.
    E o Presidente BOLSONARO tem que ser avisado que o Sr. ALBERTO FERNANDES não é a Presidenta CRISTINA KIRCHNER, mas que já teve muitas divergências com ela dentro do Partido.

    Tem toda razão o Sr. PEDRO DO COUTTO, as relações com nosso estratégico Terceiro maior Parceiro Comercial devem ser tratadas com todo o cuidado.
    Deixe isso para os Empresários, para as Federações de Indústria e Comércio, etc.
    Se o Governo BOLSONARO/MOURÃO confiar mais no Presidente TRUMP, no Capital Internacional, etc e menos em nossas Forças Nacionais, irá pelo mesmo caminho do logrado Presidente MACRI.

  9. Pedro do Couto somos da mesma época e não ouviamos falar em Populimo. Diz Darcy Ribeiro em seu livro “Aos Trancos e Barrancos” que com a vitória de Getúlio em 1950 os intelectuais paulistas (possivelmente udenistas), usaram Populismo pela primeira vez na política brasileira referindo-se a Getúlio. Depois aqui no Rio trocaram o termo demagogo por populista. Demagogia passou a ser Populismo e os demagogos passaram a ser chamados de populistas. José Ortega Y Gasset e Moniz Bandeira definem o Populismo como um “neologismo genérico que as elites criaram para mascarar seus preconceitos e discriminações. O Populismo aplicado indistintamente, perde na generalização, o rigor cientifíco e, em conseqüência,a utilidade teórica e prática. Você é repeitável.

  10. Contando as vitórias eleitorais de Raul Alfonsín, Fernando de La Rua (ambos da Unión Cívica Radical) e Maurício Macri, o peronismo já perdeu três eleições presidenciais.

    De fato, o peronismo nunca teve ideologia definida e não sei se isso pode ser considerado uma coisa positiva. O peronismo costuma pegar carona em ideologias da moda, já foi fascista, esquerdista, ultra-neoliberal, e agora parece ter voltado a um vago esquerdismo.

    O peronismo é mais um culto à personalidade do líder do partido que uma ideologia, e seus rumos variam conforme o chefe do momento, os Perón, Menem, Cristina Krichner. Quando chegar a era pós-Kirchner – exceto se a filha de Cristina vier a sucedê-la, o que sempre é possível – o partido se tornará qualquer outra coisa que esteja na crista da onda.

    É bom ter em conta que hegemonias políticas muito prolongadas não costumam ser sinal de uma democracia saudável. 70 anos também foi o período em que Partido Revolucionário Institucional, cujo nome é uma contradição em termos, dominou a vida política no México. Da mesma forma, o Partido Colorado controla o Paraguai desde os anos 30 ou 40, salvo um interregno do governo impichado de Fernando Lugo. Em ambos os casos, o exercício do poder desses partidos se tornou associado à corrupção e ao aparelhamento do estado – durante a ditadura de Stroessner, os funcionários públicos paraguaios eram obrigados a se filiar ao partido colorado.

    Aqui no Brasil, o sonho do PT é se tornar um PRI ou Partido Colorado, e governar ad aeternum, inclusive copiando os métodos desses partidos. A forma como Lula impôs a desconhecida Dilma Roussef como candidata à presidência foi muito comparada na mídia ao “dedazo” mexicano, pelo qual o PRI impunha seus candidatos à população, e o resultado foi o que vimos.

  11. Os peronistas estão torcendo que o Boçalnaro continue falando aqui no Brasil sobre a Argentina (que o Boçalnaro não sabe de nada) para que o Partido Peronista volte ao poder.

    Macri já está desesperado com as palavras insanas do Boçalnaro que está arriscado ele mandar um “Cala a boca, Magda” para o Boçalnaro.

  12. O Brasil é o único país do Continente Americano cujo idioma é o português. Todos os demais a língua é o espanhol (eu não escrevi nada de novo).

    No entanto, nenhuma nação americano é tão diferente quanto é a Argentina, tanto dos brasileiros quanto do resto das nações latino-americanas.

    Nossos hermanos vivem, desde a década de 40 até os dias de hoje, à base de mitos. Porém, se o Peronismo conseguiu ser uma força política inigualável, quase que imbatível, a causa do seu erguimento e de ter se transformado no partido Justicialista, posteriormente, deve-se à Eva Perón, a conhecida e endeusada Evita, a célebre autora da expressão Los Descamisados.

    O período de Perón foi curto, apesar de ter sido o único presidente eleito três vezes para a função!
    Um dos principais sociólogos da Argentina, Juan José Sebreli, publicou recentemente “Cômicos e Mártires – Ensaio contra os mitos”, livro que desatou intensa polêmica, já que nele ousa intrometer-se com os maiores – e intocáveis – mitos da História argentina.
    O livro – que na Espanha recebeu o prêmio Casamérica – analisa o fenômeno dos mitos do ex-astro do futebol Diego Armando Maradona; o cantor de tangos Carlos Gardel; o líder guerrilheiro Ernesto ‘Che’ Guevara, e a “Mãe dos pobres”, Evita Perón.

    “Ninguém se interessa profundamente em Perón hoje em dia, a não ser que seja um historiador. Mas, todos conhecem Evita. É seu jeito de ser, o look. E, de quebra, ainda está ali o musical e o filme sobre o musical.
    Perón foi um político, mas Evita foi o ornamento estético do fenômeno político do Peronismo. Veja bem: um ornamento estético muito importante”, explica.

    Segundo o sociólogo, “Perón pode ser discutido hoje em dia. Mas, Evita é intocável.Quase o mesmo caso do Che e de Maradona. As pessoas fazem poucas piadas paródicas sobre eles. O dia em que começarem as piadas, será o fim de seus mitos”.

    Em 25 de julho de 2012 o governo argentino modificou a cédula de cem Pesos Argentinos e substituiu a efígie do ex-presidente Julio Argentino Roca, responsável por atos de genocídio contra povos indígenas, pela efígie de Eva Perón.

    Dito isso, Perón assumiu a presidência em 4 de junho de 1946 e permaneceu na função até 1955, tendo sido eleito para um segundo mandato em 1951. Seu segundo mandato, porém, foi interrompido por um golpe militar que ocorreu em 1955. O governo peronista ficou marcado por impor uma política populista e autoritária.

    Na economia, Perón encontrou a situação em uma condição razoavelmente favorável porque as reservas cambiais da Argentina estavam cheias por conta da Segunda Guerra Mundial. Como a agricultura do país estava em crise, Perón reforçou os investimentos industriais, o que garantiu o crescimento dessa área.

    Perón também implantou uma política que promoveu maior distribuição de renda e que permitiu que o consumo da população argentina pudesse aumentar de maneira expressiva. Itens como geladeira e rádios, por exemplo, tiveram um aumento em seu consumo bem grande, mas esse aumento no consumo interno teve uma consequência negativa: aumento da inflação.

    A política econômica de Perón também contou com a nacionalização de algumas empresas e instituições instaladas no país, como o Banco Central. A nacionalização da economia é encarada pelo historiador Luis Alberto Romero como um ponto chave da política econômica peronista. Por fim, os projetos de Perón para melhorar a qualidade de vida do trabalhador foram sensíveis:
    Houve aumento sensível nos salários;
    Estabelecidas férias remuneradas;
    Licenças por doença;
    Preço de aluguéis foram congelados;
    Estabelecido preço máximo para as mercadorias;
    Criados planos de habitação;
    Construídas escolas primárias etc.

    A ação de Perón em relação aos trabalhadores, além da ampliação dos benefícios e da qualidade de vida ficou marcada pela ampliação do controle do Estado sobre os sindicatos.
    Perón agia assim para manter os sindicatos sob controle e reduzir as manifestações deles contra o seu governo. Essa relação foi mediada por Evita Perón, esposa do presidente, que além de aproximar-se dos trabalhadores foi a grande responsável por popularizar a imagem do Estado peronista como “Estado benfeitor”.

    Por outro lado, Perón desejava o poder absoluto.
    Algumas ideias do peronismo:
    A verdadeira democracia é aquela onde o governo realiza o que o povo quer e defende o interesse do povo;
    O peronismo é essencialmente popular;
    Todo círculo político é antipopular, logo, não é peronista;
    O peronista trabalha para o movimento. Esse em seu nome serve a um círculo ou a um caudilho;
    Para o peronismo só existe uma classe de homens: os que trabalham;
    Para um peronista não há nada melhor que outro peronista;
    Os braços do peronismo são a justiça social e a ajuda social.
    Na Nova Argentina os únicos privilegiados são as crianças;
    O peronismo tem sua própria doutrina política, econômica e social: o justicialismo;
    O justicialismo é uma nova filosofia de vida, simples, prática, popular, profundamente cristã e profundamente humanista;
    O peronismo pretende constituir um governo centralizado, um estado organizado e um povo livre;
    A política não é para nós um fim, mas apenas um meio para o bem do país, que é a felicidade de seus filhos e grandeza nacional;
    Como doutrina política, justicialismo feito equilíbrio certo entre o indivíduo e a comunidade;
    Os dois braços do peronismo são a justiça social e bem-estar social. Com eles, dar um abraço ao povo de justiça e amor.

    O projeto de justiça social que encabeça com seu governo, e o seu poder carismático, aglutinam as classes trabalhadores, as massas, em um novo campo de interação política até então desconhecido, embora seja preciso alertar sobre os elementos que formam a base política de Perón.
    O projeto político de Perón, que converte-se no movimento peronista, alia um viés justicialista com a preocupação de apoio econômico e político de setores da sociedade argentina, caracterizando-se os movimentos liderados por líderes personalistas da América Latina como a

    “síntesis de las características más destacadas de esta situación de compromiso que configuraba el poder burgués-oligárquico: el paternaismo de origen oligárquico y el caráter modernizante de la joven burguesía industrialista.”

    Durante seus dois mandatos Perón colocou um limite de tempo para as horas diárias trabalhadas e estabeleceu um imperativo para a maioria dos trabalhos de domingo-off política.
    Ele pagou a dívida e construiu várias obras públicas, como escolas e hospitais. Assim deu aos trabalhadores vários benefícios como, por exemplo, 13 salários por ano, folgas semanais, redução da jornada de trabalho, aumento do salário mínimo, aposentadoria, férias remuneradas, seguro médico e cobertura para os acidentes de trabalho.

    Sua ideologia é baseada no papel central de trabalhadores na economia e a necessidade de proteger os direitos trabalhistas. Várias medidas sociais foram adotadas pelo governo de Perón: segurança social tornou-se universal, a educação tornou-se universitária e livre para todos os estudantes, foram criados projetos de habitação para os trabalhadores de baixa renda, a 5 semanas de férias é concedido. Todos os trabalhadores foram garantidos cuidados médicos gratuitos e metade de seus gastos de férias, as mães foram agraciados com o direito a três meses de férias pagos antes e depois do parto.

    Por isso, nada melhor do que ver definições do Peronismo realizadas pelos próprios protagonistas deste movimento político que é capaz de reunir admiradores de Trotsky com simpatizantes de Mussolini, políticos que se definem “sociais-democratas”, além dos que se auto-enquadram como “neo-liberais”.
    Aqui seguem algumas dessas saborosas definições:
    – “Nós, peronistas, somos como os gatos: quando as pessoas ouvem eles gritando, não é que estão brigando…é que estão se reproduzindo!” (J.D. Perón);
    – A única verdade é a realidade (categórica e hermética frase que Perón utilizava para encerrar qualquer tipo de discussão);
    – “Melhor que dizer é fazer, melhor que prometer é realizar” (Perón, em 1945, quando era Secretário do Trabalho);
    – “Para um peronista, nada melhor do que outro peronista” (frase dos anos 50, que nos anos 70 substitui pela mais conciliatória “para um argentino, nada melhor que outro argentino”);
    “Dê o pisca-pisca para a esquerda…mas vire para a direita!” (Perón, no início dos anos 70, comparando a arte de governar com a de dirigir um carro. Isto é, dar sinais de que o governo tende à esquerda, mas, na prática, aplica políticas de direita);
    – “Voltarei e serei milhões” (a frase mais famosa de Evita Perón, embora seja totalmente apócrifa. A lenda diz que ela teria pronunciado a frase pouco antes de morrer);
    – “Cristo conformou-se em propor o cristianismo ao mundo. Perón tirou vantagens sobre isso…ele realizou o cristianismo. Nada de se conformar com sermõezinhos! Cristo, palavras. Perón, fatos” (frase de Raúl Mendé, criador e diretor da Escola Superior Peronista e autor de Doutrina Peronista do Estado, onde pretendia mostrar que o Peronismo é uma continuação do cristianismo);
    – “Há poucos minutos, o presidente dos EUA, George W. Bush, falou que pretendia ter menos proletários e mais proprietários. Você lembrarão que são frases de Perón e Eva Perón” (o ex-presidente Carlos Menem, sugerindo que Bush tinha um lado “peronista”);
    – “O general? Meu querido…ele estaria lá em cima, me aplaudindo!” (Resposta de Menem, em 1998, quando lhe perguntei durante uma entrevista para o Estado sobre o que pensaria dele Perón – defensor de uma economia com forte presença estatal – se estivesse vendo “desde o céu” a abertura da economia e as privatizações que ele havia feito);
    – Não é que nós éramos bons…é que aqueles que vieram depois fizeram que a gente pareça excelente” (Perón, 1972);
    – “O Peronismo, ‘pibe’ (garoto)…o Peronismo…bem…eh…hummm…eh…o Peronismo é um sentimento!” (resposta exasperada de octogenário Antonio Cafiero – ex-ministro de Perón, ex-senador, ex-deputado, a única figura do primeiro governo peronista ainda viva – quando lhe perguntei como poderia enquadrar o Peronismo em uma única frase).

    Frases compiladas pelo excelente Ariel Palácios.

    Se observarem mais detidamente, eis um modelo político, social e econômico, que o PT quis implantar no Brasil.

    Mas, a contrapartida seria o partido ser também uma nova filosofia de vida para os trabalhadores, ao mesmo tempo que endeusaria Lula pelos benefícios que alcançaria para o povo, e de ser o presidente que nos governaria infinitamente.

    Não deu certo porque a corrupção dominou a quadrilha de Lula, ladrão e genocida, tornando-se muito pior que a política que sempre combateu.

    Outro detalhe, certamente o principal, que impediu o petismo ser uma avalanche incontrolável, é o fato de que Lula não foi militar e sequer pegou em armas!

    Perón era militar;
    Che Guevara um revolucionário, independente de ser um assassino e perseguidor de homossexuais.
    Fidel comandou o seu povo na Revolução Cubana para a queda de Fulgêncio Batista.

    No currículo de Lula consta apenas ter sido um notável incentivador de greves, inescrupuloso, imoral, antiético, ladrão, corrupto e genocida!

  13. Taí,a plataforma di governo ,que Bolsonaro,tanto precisa.

    Getúlio Dorneles Vargas,foi muito mais gestor,muito mais político, do que Perón…

    Vargas,investiu forte,em infraestrutura
    Criou,a siderúrgica Nacional,Vale do Rio Doce, Hidroelétrica de São Francisco,Petrobras,e o conjunto de medidas sociais com repercussão ampla..

    A era Vargas,(gestão),predominou até do período militar…

  14. Conterrâneo, bom dia,

    Taí, disseste tudo:
    Vargas foi infinitamente melhor que Perón!!!

    Tentou fazer do seu partido uma seita religiosa, e da sua mulher, Evita, uma nova Nossa Senhora.
    Até os dias de hoje, Evita é um mito na Argentina, especialmente Buenos Aires, onde é adorada!

    Getúlio não foi um cultuador de si mesmo.
    Não instituiu ou incentivou o culto às personalidades, exatamente como fez e ainda faz o PT!

    Vargas projetou o Brasil para o desenvolvimento, deixando de lado as elites que nos governavam para incentivar a nossa industrialização, emprego, modernizar a nossa economia calcada no café e açúcar.

    Abração.
    Saúde.

  15. Caro conterrâneo Bendl… Boa tarde..

    Nós Gáudio,se entendermos por música,por telepatia.

    Data vênia, entendo,tanto Bolsonaro e sua milícia,ou Lula com sua ampla quadrilha,PT,PMDB,etc…
    São Farinha do mesmo “silo”.

    Só muda a forma de agir e entregar joio para povão..

    Penso,Eu peão de estância,”male”,sei escrever e ler, principalmente nas entrelinhas. Devemos pensar em outra alternativa de governantes que tenhas postura de governante,acima tudo,que atende os anseios do seu povo..

    Que perdure o Estado de direito nos três poderes,se faça justiça social…

    Haja Luz pra tanto caos….

    Forte abraço,e boas Saúde..

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