Informação a Jair Bolsonaro: o ministro Paulo Guedes, na verdade, é um ficcionista

TRIBUNA DA INTERNET | Enquanto Paulo Guedes exibe seus ...

Charge do Gilmar Fraga (Arquivo Google)

Pedro do Coutto

O presidente Jair Bolsonaro necessita observar a realidade com mais clareza e, nessa análise, concluir finalmente que o ministro Paulo Guedes, no fundo, é um personagem que dá mais valor a teoria do que a prática, opõe a teoria à prática, dá mais valor a mágica contra a lógica e, finalmente coloca sua impressão pessoal à frente da realidade dos fatos.

Vejam, por exemplo, o projeto parcial de reforma tributária que ele na terça-feira entregou ao deputado Rodrigo Maia e ao senador Davi Alcolumbre. Propôs a unificação do PIS e COFINS e nessa proposição eleva a contribuição dos bancos para 5,8%. Entretanto, relativamente aos serviços ele mais que dobra o tributo duplo, soma do PIS e COFINS.

DOBRANDO IMPOSTOS – A matéria de análise, de autoria de Adriana Fernandes, está publicada em O Estado de São Paulo nesta quinta-feira. Em O Globo, matéria de Geralda Doca, Manoel Ventura e João Sorima Neto coteja os impostos que serão substituídos pelas CBS com os futuros encargos.

Hoje a média de tributos oscila entre 4 e 5%. É o caso dos hospitais, clínicas e estabelecimentos de ensino, comércio, serviços gerais, informática e hotéis. A alíquota da indústria atualmente é de 6%. Todos esses setores, de acordo com Paulo Guedes, passariam a ser taxados em 12,8%. Fácil é entender a reação desencadeada por tais setores da produção.

FUTEBOL PELA TV – O Estado de São Paulo publicou quinta-feira que vamos ter pela frente um novo impasse e uma nova discussão entre a TV Globo e os clubes de futebol, na luta pela transmissão das partidas.

O presidente Bolsonaro remeteu ao Congresso a medida provisória 984 que estabelece que as transmissões das partidas terão que ser negociadas pelo mandante dos jogos. No dia 8 de agosto, por exemplo, Palmeiras e Vasco vão se enfrentar com a transmissão da TNT de propriedade do grupo Turner. Entretanto, pelo contrato em vigor a Globo possui os direitos de exibição.

A MP de Bolsonaro valeu para o campeonato carioca, mas nesse caso o prazo de contrato na Globo tinha vencido. No caso do campeonato brasileiro, o contrato firmado pela TV Globo ainda se encontra em vigor e assim não pode ser modificado pela MP do presidente da República. A solução dependerá da justiça e também da votação da MP pelo Congresso.

CAIXA E AS FRAUDES – Reportagem de Karen Garcia, Stefane Tondo e Manoel Ventura revela que a Caixa Econômica Federal bloqueou 1 milhão e 300 mil contas correntes no sentido de identificar a origem da torrente de fraudes que culminaram no pagamento ilegal do auxílio emergência concedido pelo governo.

O caso acentua ao mesmo tempo, na minha opinião, uma surpresa e um absurdo. O presidente da CEF, Pedro Guimarães, atribui a invasão do sistema da CEF por hackers,bmas coloco a seguinte questão: como os invasores tinham conhecimento nominal das contas? E se as contas existiam seus titulares tinham de estar coniventes com os créditos consignados.

Além disso, como poderiam receber o produto das fraudes, uma vez que os invasores têm de ter CPF diferente do CPF dos que tornaram os roubos viáveis.

ALGUMA CONIVÊNCIA – Tenho a impressão de que houve alguma conivência que abriram a chave eletrônica das contas. Mas não é só isso. Como os aparentes titulares escolhidos pelos invasores poderiam receber 3 prestações de 600 reais cada uma, mantendo o desenrolar do crime do primeiro ao terceiro mês.

Há poucos dias o Globo publicou que as fraudes estavam calculadas na estratosfera de 395 mil casos. Por que então a CEF bloqueia 1 milhão e 300 mil contas? A desproporção é evidente.

Tem-se a impressão de que o sistema administrativo de controle fracassou totalmente. E as fraudes dos militares, que receberam fraudulentamente?

11 thoughts on “Informação a Jair Bolsonaro: o ministro Paulo Guedes, na verdade, é um ficcionista

  1. Acabo de constatar que não sei mais falar português. Que eu não entendo nada de futebol eu já sabia mas, lendo o artigo, não consegui entender nada. Tem até uma palavra que não consegui encontrar no dicionário. Quanto ao ministro Paulo Guedes, nenhuma surpresa: é ficcionista, convencido de que é o sal da terra, não entende nada de economia, uma besta.

  2. O IMPOSTO Ipiranga, só sabe fazer mais do mesmo.
    Cortar despesas, jamais!
    Isso não existe na liturgia do “Sicago” boys…
    Esse aí já tá fazendo hora extra…
    O país não vai aguentar essa dupla.
    Vamos nos esborrachar!!
    Atenciosamente.

  3. Um Operário ganha e se aposenta com R$2.000,00.
    A Alta Nomeklatura ganha e se aposenta com R$30.000,00.
    Não existe reforma tributária que faça esta conta fechar.

  4. Tudo o que os ministros da economia do Brasil vem fazendo HÁ DÉCADAS é seguir o que manda a Matriz norte-americana.

    Paulo Guedes é mais um que veio para isso e não pensem que será diferente nas próximas eleições.

    • Se não mudarmos isso que está ai: polarização politica, falta de ideias e viralatismo para norte-americanos. Ficaremos eternamente atrás de tudo e de todos.

      Tá na hora do Brasil desenvolver o seu modelo econômico se baseando nos interesses do país.

  5. O grande e experiente Jornalista Sr; PEDRO DO COUTTO analisa só a Primeira parte do Ajuste Tributário, apresentada ontem ao Congresso.
    Existem ainda mais 2 Partes.

    Situação das Finanças do Governo Federal:

    Orçamento Federal 2020………………….R$ 3.600 Bi.
    Deficit Primário sem Pandemia……….- R$ 124 Bi.
    Deficit Primário com Pandemia………- R$ 700 Bi.
    Total Deficit Primário 2020…………….- R$ 824 Bi.
    Arrecadação sem Pandemia……………R$ 1.600 Bi.
    Arrecadação com Pandemia……………R$ 1350 Bi.

    R$ 3.600 Bi – R$ 1350 Bi = R$ 2.250 Bi , a serem levantados com Venda de Títulos Novos para pagar Títulos velhos Vincendos e Deficit Nominal.

    Carga Tributária 35% do PIB
    Dívida Pública +- 85% do PIB Menos Abençoadas Reservas de +- US$ 400 Bi.

    A missão do Ministro da Fazenda PAULO GUEDES é árdua, reduzir o ritmo de Despesa do Governo e aumentar a Arrecadação, sem aumentar a Carga Tributária que já está no limite, perto da Dominância Fiscal. Só conseguirá isso com Crescimento Econômico/EMPREGO.

    A ideia geral é reduzir Impostos na PRODUÇÃO e compensar com maior Tributação nos Serviços e Consumo, alargando bastante a Base de Tributação.

    Primeira Parte: Unificação do PIS e COFINS aumentando as alíquotas para os Bancos e dobrando para os Serviços. As Empresas SIMPLES que faturam até R$ 4,5 Milhões/Ano não sofrem alteração.
    Segunda Parte: Desonerar Folha de Pagamentos das Empresas compensando com uma CPMF (Digital) 0,25% + Tributação de Dividendos + aumento IRPF de 27,5% para 35%.
    Terceira Parte: Ajuste de uma série de outros Impostos, tipo IPVA para lanchas/veleiros, yachtes, aviões, helicópteros. SinTaxes bebidas alcoólicas, de luxo, etc.
    Outros Impostos “penduricalhos”

    De qualquer forma nada será eficiente sem CRESCIMENTO ECONÔMICO e este só com um Mini Plano MARSHALL Governamental.

    Vamos ver como o Congresso “descasca esse Abacaxi”.

  6. O ministro Paulo Guedes, apenas, como pau mandado de poderosos, joga para uma torcida que ainda não notou sua mentirada e sua tolice.
    Vejam bem. Ele não consegue falar da divida pública que se aproxima velozmente do PIB, e vai alcança-la brevemente no pós, ou até no período pandêmico. É questão de pouco tempo.
    Menos ainda, terá forças para fazer uma reforma administrativa, e levar os salários dos funcionário públicos, de estatais e dos militares para valores proporcionais à produtividade da economia.
    Se não fizermos isso, não tem saída, e o Brasil continuará a produzir miseráveis que pagam altos impostos para essa classe de funcionários dos governos federal, estadual e Municipal que não produzem à altura do que ganham, e muitos ainda são corruptos.
    Por isso tudo, só a saída de reformar a administração pública, a causadora maior da situação caótica da economia brasileira, através da redução drástica doa salários e benefícios.
    Não tem outro jeito. Quem viver, verá. Anotem.

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