Instabilidade no país leva as grandes empresas brasileiras a investirem no exterior

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Charge do Pelicano (Arquivo Google)

Mônica Bergamo
Folha

Em 13 anos, 71,9% das empresas multinacionais brasileiras aumentaram seus investimentos no mercado internacional, sendo a maioria delas integrantes do setor de manufatura. Na sequência estão companhias atuantes nos setores de serviços e varejo. Os dados constam no balanço dos 13 anos de estudo da Fundação Dom Cabral.

Ainda de acordo com o levantamento, essas empresas brasileiras internacionalizadas estão presentes em 89 países. Segundo a fundação, entre os motivos para o aumento dos investimentos no mercado internacional está a instabilidade político-econômica brasileira. O estudo tem patrocínio do Banco BEXS.

CAUSA TRABALHSTA – A Justiça do Trabalho considerou que a multinacional norte-americana Philip Morris Brasil demitiu indevidamente um funcionário por ser viciado em cocaína e álcool e mandou a empresa recontratá-lo, indenizá-lo com R$ 20 mil e pagar benefícios aos quais teria direito desde que foi dispensado, em 2015. 

“Ao dispensar o reclamante que estava e necessitava de tratamento médico, [a empresa] agiu de maneira discriminatória”, diz o despacho do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo (TRT-2). “A empregadora não pode olvidar-se dos princípios da dignidade da pessoa humana e dos valores sociais do trabalho.”

A Philip Morris Brasil afirma que a demissão não foi discriminatória “pois não possui relação com o fator da dependência química apontado” e que a dispensa se deu por queda de produtividade do funcionário — que trabalhava lá desde 2011. Alega que a decisão de primeira instância confirmou a defesa apresentada e irá recorrer da decisão no TST.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
–  O pior é que as empresas brasileiras que se tornam multinacionais querem fugir do país para pagar menos imposto. Quando era consultor da JBS dos irmãos Batista, o executivo Henrique Meirelles queria trocar a sede da holding para a Irlanda. Na verdade, Meirelles, que já recebeu as maiores honrarias do país, pouco liga para os interesses nacionais. Suas medalhas e comendas deveriam ser cassadas. Quanto à causa trabalhista da Philip Morris, os ministros do TRT devem estar tomando ácido, como era moda nos anos setenta. (C.N.) 

15 thoughts on “Instabilidade no país leva as grandes empresas brasileiras a investirem no exterior

  1. ““Ao dispensar o reclamante que estava e necessitava de tratamento médico, [a empresa] agiu de maneira discriminatória”, diz o despacho do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo (TRT-2)…”
    -Deveria levar o doente para ser motorista do doutor…

  2. Já de saco cheio de falar aqui da nefasta mentalidade esquerdista que contaminou os governos deste país com o socialismo, desde sua implantação por Getulio em 35, e que precisa tomar dinheiro das pessoas físicas e jurídicas para manter sua cara e corrupta máquina burocrática, devo repetir mais uma vez, que também empresas brasileiras, médias, fugiram para o Paraguai pelas causas acima descritas.

    Resumo da Ópera: o nosso problema é o ESTADO SOCIALISTA, que toma dinheiro do cidadão e inibe a produção com custos impagáveis (transporte, energia e impostos abusivos).

    • Conta outra piada Sr. Mário Jr.

      O Estado brasileiro sempre foi capitalista. O Estado socializa os prejuízos dos empresários.
      Um exemplo real são os empréstimos do BNDES de pai para filho para os empresários,. que comunismo é esse?
      O Estado cria as empresas estatais para atuar onde o empresário não quer investir, pois detesta o RISCO do negócio e depois pressiona os políticos para entregar as empresas nos processos de privatização, com um preço bem pequenininho.
      Collor vendeu todas as siderúrgicas e FHC todas as distribuidoras de eletricidade e as Telefônicas federais.
      A Dilma privatizou aeroportos e Portos.
      Se você conseguir me provar, que isso é política de esquerda, vou aplaudir de pé e enviar aqueles terríveis emogis de palminha, aliás só dá isso no Zap. O povo perdeu a vontade de escrever, patético e medieval, um dantesco retrocesso.

      • Roberto Nascimento, talvez eu tenha colocado mal. O correto seria Estado Socialista da corrente fascista, onde o estado continua fortíssimo como no comunismo, mas não estatiza toda a produção e pratica o capitalismo de compadrio entre ele e os empresários que lhes pagam propina. Como vimos descaradamente há pouco com os governos petistas.
        Já, aqueles que não são do agrado das autoridades do governo, sofrem com as dificuldades que este tipo de regime político impõe.
        Enfim, o capitalismo de livre mercado, sem monopólios, com ampla concorrência entre os players, aqui ainda não existe, além do que já disse na minha postagem anterior.

          • Capitalismo de livre mercado? Onde existe de verdade isso?
            Cada tese que aparece. E o pessoal que afirma tais lorotas vive repetindo essas ladainhas.

            O Brasil socialista? Conta outra. Um país socialista com tanta desigualdade?

            Com tantas empresas privadas e internacionais? Com essas poucas estatais? Quais os monopólios que temos?

            Aí se fala que a mão de obra aqui é muito cara por causa dos impostos e taxas. Será????
            Qual o país que tem o maior superávit comercial do mundo? Será que esse país tem mão de obra barata? Ou que tem impostos pequenos?

            Hoje, a China é imbatível no aspecto de produzir em grande escala (com lucros pequeníssimos por peça). Sua taxa de câmbio é controlada pelo estado de modo a sempre ser competitiva em qualquer circunstância.

            O Brasil, um país capitalista, errou em muitos aspectos. Quando nossa tecnologia não acompanhou o resto do mundo, quando permitiu a criação de oligopólios, quando permitiu a apreciação do Real perante o dólar, quando concedeu uma série de benesses a certas classes que causam distorções vergonhosas.

            A burocracia, fruto de leis feitas para alimentar a máquina judiciária são entraves importantes também.

            Qual o ministério que tem maior peso no orçamento federal?

            O livre mercado ou livre comércio resolveria nossos males? Claro que não. Certamente pioraria. Um país como o Brasil não se pode dar ao luxo de viver de serviços. Os EUA, o Reino Unido fizeram isso e tem um deficit comercial gigantesco. Só se mantém porque o dólar é a moeda do mundo e a Libra ainda é forte. O Brexit e a eleição de Trump foram protestos para esse estado de coisas, principalmente na sensação de perda de renda dos cidadãos.

  3. Dona monica fakenews ataca novamente.
    No comentário CN explica uma das causa das empresas brasileiras investirem no exterior: impostos. Outra tão importante quanto é o efeito China, pois o custo de produção chinês com sua mão de obra que recebe em yuans torna o produto mais competitivo mundialmente.
    Nenhuma relação com o título da fakenews da dona monica: instabilidade do país. Ativista Bravateira!

  4. Não importa se a Previdência social e a economia do país estejam rumando para o buraco. O importante é manter os altos salários e mordomias dos políticos federais, estaduais, municipais, da cúpula do judiciário e do executivo.
    Ainda há quem defenda a não redução do preço dos combustíveis para não prejudicar os estados, como se não houvesse várias outras maneiras dos estados saírem do buraco, levados pela corrupção e a má gestão.
    Bolsonaro, sem a mínima ideia dos caminhos que Brasil vem seguindo, só tem uma preocupação, agradar os pastores das igrejas evangélicas na esperança de garantir sua reeleição, o Brasil fica por conta dos ministros e presidentes das estatais chamados de “técnicos”.

  5. A matéria e os comentários apenas estão confirmando uma afirmativa que Karl Marx fez em 1848 … “O CAPITAL MIGRA”.

    Migra para os locais em que ofereçam segurança e rentabilidade.

    Naqueles idos, os detentores do capital (época do padrão ouro) colocavam seus tesouros em embarcações e carroças e migravam.

    Hoje, basta um toque no computador ou celular.

    Esses fatos deveriam ser do conhecimento de todos os dirigentes brasileiros.

  6. Senhores…

    -Eu acredito que o problema do Brasil não seja capitalismo, socialismo ou comunismo – ou seja lá o que esses nomes signifiquem na cabeça de cada pensador.
    -O problema do Brasil chama-se CORRUPÇÃO, enraizada por causa de um Supremo marmita de bandido, que por décadas implantou a total IMPUNIDADE para ladrões ricos dentro das nossas fronteiras.
    -Qualquer regime político que seja implantado nestas paragens, sem que haja uma Justiça séria, estará fadado ao fracasso.

    Abraços.

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