Investigação do assalto à casa do embaixador Nogueira Lopes não anda, e continuam a ser feitas ameaças à Sociedade Pestalozzi, sem que a Polícia se interesse pelo caso

Já se passaram cinco semanas, e o assalto à residência do embaixador Nogueira Lopes continua como um mistério insondável, mostrando que a Polícia não parece realmente empenhada em solucionar o crime, ou pelo menos investigá-lo com a profundidade que seria de se esperar.

Como informamos aqui, a casa do ex-presidente da Sociedade Pestalozzi do Brasil, (na Rua Progresso, Santa Tereza) foi invadida dia 16 de maio e os assaltantes roubaram R$ 5,2 mil em dinheiro, máquinas fotográficas, relógios, canetas e objetos de estimação, como as medalhas Tiradentes e a Pedro Ernesto, com que a Assembléia e a Câmara de Vereadores distinguiram Nogueira Lopes.

Os policiais da 7ª DP imediatamente suspeitaram de ex-funcionários da Pestalozzi, demitidos na última reformulação do quadro de pessoal da entidade filantrópica. As suspeitas dos policiais se justificavam inteiramente, porque as portas da garagem e da casa foram abertas sem serem arrombadas, mostrando que o assalto foi praticado por pessoas próximas a Nogueira Lopes.

Tudo indicava uma investigação sem maiores dificuldades, até por que os peritos do Instituto Carlos Eboli recolheram amostras de digitais no interior da residência, coisa rara de acontecer.

O inquérito vinha sendo conduzido pela delegada Tércia Silveira, mas ela foi transferida para outra DP, e as investigações simplesmente pararam. Até hoje não foram tomados os depoimentos de duas testemunhas (ambas funcionárias da Sociedade Pestalozzi), que compareceram espontaneamente à Delegacia de Santa Tereza, para denunciar ameaças feitas à diretoria da instituição beneficente, antes do assalto à residência do embaixador. E continuam a ser enviados e-mails à anônimos à instituição, que poderiam ser facilmente rastreados.

O assalto ao ex-presidente da Pestalozzi precisa ser solucionado, porque se trata de uma grave ameaça a quem presta grandes serviços às comunidades carentes, cumprindo um atendimento que o Estado não tem condições da dar, especialmente a crianças com síndrome de Dow. Mas, ao que parece, o único jeito é rezar, como estão fazendo as mães da crianças atendidas pela instituição.

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