Irã diz que erros do Ocidente transformam Oriente Médio em terra de terroristas

O presidente do Irã, Hassan Rouhani, disse hoje (25), durante discurso na 69ª Assembleia Geral das Nações Unidas, que as estratégias equivocadas do Ocidente para o Oriente Médio, a Ásia Central e para o Cáucaso converteram as regiões em paraísos para terroristas. Segundo ele, as grandes potências ocidentais incentivam o fundamentalismo e agora não sabem como detê-lo.

Como exemplo, Rouhani citou as intervenções militares no Afeganistão, no Iraque e na Síria. Para o presidente do Irã são os países da região que devem combater os grupos fundamentalistas. “A experiência da criação da Al Qaeda, do Talibã e de outros grupos extremistas mostram que não se pode usar grupos fundamentalistas para combater um Estado adversário, sem se intimidar com as consequências de um extremismo mais amargo”.

Rouhani ressaltou que, se a coalizão liderada pelos Estados Unidos, para enfrentar o Estado Islâmico, tiver o objetivo de manter a hegemonia ocidental sobre a região cometerá mais um erro, que continuará alimentando o ódio e a islamofobia. Para ele, a democracia não pode ser importada e, para consegui-la, da mesma forma como para acabar com o extremismo, deve-se impulsionar a Justiça e o desenvolvimento.

DEMOCRACIA DE EXPORTAÇÃO

“Sempre consideramos que a democracia não poderia ser imposta do exterior (…) não é um produto comercial que possa ser exportado do Ocidente para Leste”, disse Rouhani. “Quando os generais irrompem numa região, não esperam que sejam calorosamente recebidos pelos diplomatas. Quando a guerra começa, a diplomacia termina. Quando as sanções são impostas, aumenta o ódio sobre quem as aplica”, acrescentou o presidente do Irã, país que permanece sujeito a sanções devido às desconfianças das grandes potências sobre seu programa nuclear.

Em relação a este tema, Rouhani disse que seu país está determinado a prosseguir as negociações sobre seu programa nuclear, na expectativa de que um acordo seja concluído em curto prazo. Apesar disso, observou que as sanções constituem um impedimento para cooperações de longo prazo. Grandes potências e Israel acusam o Irã de promover clandestinamente, camufladas pelo programa nuclear civil, atividades destinadas à fabricação de bombas atômicas, o que o governo do país nega.

*Com informações do Centro de Notícias ONU e da Agência Lusa

4 thoughts on “Irã diz que erros do Ocidente transformam Oriente Médio em terra de terroristas

  1. Pois é, Presidente do Irã, pois é: em parte, o senhor tem razão. Mas a terá plena no dia em que começar a separar religião da política.Pegue alguma parábola, escrita por algum profeta, de algum obscuro versículo e, sob a autoridade de Allah, diga que quem fizer isso ( não misturar política com religião) terá uma centena de virgens maravilhosas à espera, no paraíso…Nossa,as coisas vão começar a melhorar… Faça isso, em nome de Allah!

    Saudações,

    Carlos Cazé.

  2. Muito moderado esse Presidente do Iran, ainda mais pra constatar o que todo mundo sabe, seu antecessor teria sido bem mais contundente e realista. Não foram “ERROS DO OCIDENTE”sim barbárie, marca registrada da agiotagem internacional e seu complexo industrial militar !

  3. Casé tá certo. Concordo pelnamente.

    Mas se está certíssimo quando se fala que os EUA comete muito erro em sua política externa.

    O maior de todos os erros dos EUA foi o apoio material que deu a Stalin, o ex-aliado de Hitler que , junto com ele invadiu a Polônia e deu início à II Guerra.
    Com essa ajuda, fundamental, a Rússia conseguiu fôlego para derrotar seus ex-amigos , os nazistas.

    O correto seria deixar os dois ex-aliados se desgastarem, enfraquecendo-os.
    Resultado: o maior vencedor da II Guerra foi um dos maiores sanguinários, se não o maior de todos os tempos: Stalin.

    A URSS então apossou do leste europeu e o escravizou como já se fazia nela própria com seu povo.

    Com isso se tornou o maior inimigo dos EUA e do ocidente democrático, fazendo o que fez para destruí-lo e transformar a humanidade num reino de terror como já ocorreu nos países comunistas.

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