Irmão de Weintraub anuncia que deixará governo para assumir posto na sede da OEA em Washington

Abraham Weintraub comemourou :”Vou rever meu irmãozinho!”

Victor Farias
O Globo

Assessor especial da Presidência e irmão do ex-ministro da Educação Abraham Weintraub, Arthur Weintraub anunciou nesta terça-feira, dia 14, que está deixando o governo para assumir um cargo na Organização dos Estados Americanos (OEA). A informação foi publicada em uma rede social.

Na publicação, Arthur aparece ao lado do presidente Jair Bolsonaro. Ele afirma que foi uma “honra” trabalhar para o governo e agradeceu ao presidente pela oportunidade. A ideia de indicá-lo a um cargo na OEA já circulava em Brasília e Washington. “Estou triste porque vou deixar o cargo de assessor do presidente Bolsonaro. Quero dizer para ele que foi uma honra, de coração, foi uma honra ter trabalhado para o senhor, essa oportunidade que o senhor me deu”,afirmou.

PORTAS ABERTAS – Bolsonaro, por sua vez, elogiou Arthur e ressaltou que os irmãos Weintraub o apoiam desde antes da eleição presidencial de 2018, um período em que “quase ninguém” acreditava nele. “Dois anos antes das eleições, o Arthur e seu irmão acreditaram na gente. Fizemos uma viagem ao Japão, Coréia do Sul e Taiwan, também conversamos muito em um momento em que quase ninguém acreditava na gente e tivemos o sucesso da eleição”, lembrou o presidente, acrescentando que as portas do governo estão abertas para Arthur, caso ele deseje retornar.

A informação de que Arthur assumiria o cargo na OEA, que tem sede na capital norte-americana, foi comemorada pelo seu irmão no Twitter, que também trabalha na cidade, após assumir um posto no Banco Mundial. “Vou rever meu irmãozinho! Finalmente ele está chegando!”, disse. Arthur Weintraub assumirá um cargo de confiança na OEA, o de secretário de Acesso a Direitos e Equidade.

A ida do irmão do ex-ministro da Educação para o organismo não tem qualquer relação com a decisão do secretário-geral Luis Almagro de não renovar o mandato do brasileiro Paulo Abrão como secretário-executivo da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), garantiram fontes do governo brasileiro.

NA SOMBRA DO IRMÃO – Desde que Weintraub  deixou o cargo, em junho, e saiu do Brasil às pressas, Arthur convive com especulações de que também sairá do governo. A perspectiva chegou a ser comemorada entre servidores do Planalto. Alguns colegas comentam, em reservado, que ele ocupa um cargo alto demais para “não fazer nada de concreto” e que vivia “na sombra do irmão”.

Atribuem ainda sua nomeação a uma recompensa por ter atuado na campanha de Bolsonaro, para a qual foi convidado pelo atual ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni. Nos últimos tempos, contam auxiliares palacianos, Arthur tem ficado “escanteado”.  (Colaborou, Eliane Oliveira)

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
–  Arthur Weintraub, a exemplo do irmão, o ex-ministro trapalhão, era mais um que nada fazia e muito recebia. Tido como “guru da cloroquina” recebeu a incumbência do próprio Bolsonaro de ler estudos em inglês sobre os efeitos do medicamento no combate à Covid-19, traduzi-los e repassar para o presidente disseminar desinformação goela abaixo da população. Mais do mesmo financiado com dinheiro público. Em tempo, a euforia nas redes sociais de Abraham Weintraub dando pulinhos, ansioso por rever o maninho é patética. E pensar que já foi ministro da Educação. (Marcelo Copelli)

5 thoughts on “Irmão de Weintraub anuncia que deixará governo para assumir posto na sede da OEA em Washington

  1. Boa tarde , leitores (as):

    Senhores Victor Farias ( O Globo ) , como se não bastasse o Presidente Jair Bolsonaro destruir os órgãos de ” CONTROLE , FISCALIZAÇÃO e PROTEÇÃO DO ESTADO NACIONAL BRASILEIRO ” , ele esta transformando as entidades internacionais em covís de bandidos , instalando seus comparsas nessas entidades .

  2. Acaba de sair a noticia de que a AGU iira recorrer (https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/politica/2020/06/23/interna_politica,866225/agu-vai-recorrer-de-decisao-que-obriga-bolsonaro-a-usar-mascaras.shtml) e, o que penso, é que Bolsonaro deverá depor por escrito. De fato, escrevemos no dia 11 passado:

    Se não existe uniformidade em relação à obrigatoriedade da oralidade nos depoimentos do Presidente da República (no caso de Temer foi escrito, via Min. Roberto Barroso), o correto seria a AGU pedir ao Tribunal Pleno do STF para sanar esta dúvida prévia, inclusive para respeitar o voto de Barroso, as partes e o Povo, o qual não tem obrigação de ver falta de uniformidade processual. Como ficaria Barroso, diante deste processo? Ora, ele explicou perfeitamente seu entendimento durante o caso Temer. Se o processo continuar da forma como estabeleceu o Min. Celso de Melo, em tese, o Min. Barroso ficaria até impedido de participar, pois não concordaria com a forma de condução de uma importante fase processual. (http://pyaugohy.blogspot.com/2020/09/e-dever-funcional-do-presidente-recorrer.html)

    Agora recebo a feliz notícia de que a AGU está recorrendo. Pouco importa o mérito do que vá acontecer. Não poderia Presidente desrespeitar a uniformidade dos processos. Se ela ocorre em outros lugares, não caberia à Presidência da República imitar os erros alheios ou aceitá-los. É óbvio que o STF irá aceitar o recurso, e as razões básicas são duas: 1) a busca da uniformidade; 2) o Estado se comunica na forma escrita e, o Chefe do Estado Brasileiro, não tem como deixar de ser Chefe do Estado Brasileiro enquanto depôe.

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