Itamar Franco melhora com a quimioterapia. Quem está passando mal é o seu suplente, Zezé Perrella, submetido a uma investigação pelo Ministério Público.

Carlos Newton

O senador Itamar Franco (PPS-MG) está respondendo bem ao tratamento quimioterápico que vem recebendo no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. De acordo com boletim divulgado quarta-feira pelo hospital, os médicos não consideram ainda a possibilidade de submeter o senador mineiro a um transplante de medula. Itamar foi diagnosticado com leucemia no dia 21 de maio.

O senador segue internado no Centro de Oncologia e Hematologia do hospital e afastado das atividades no Senado Federal. Aí é que mora o perigo. O suplente de Itamar, José de Oliveira Costa, o Zezé Perrella (PDT), está sendo investigado pelo Ministério Público de Minas Gerais, que analisar sua evolução patrimonial.

Mais conhecido por presidir o clube Cruzeiro, Perrella está sendo investigado com base em reportagem do jornal “Hoje em Dia”, segundo a qual ele ocultou de seu patrimônio uma fazenda localizada em Morada Nova de Minas e avaliada por corretores em cerca de R$ 60 milhões.

A Fazenda Guará é uma filial da empresa Limeira Agropecuária e Participações Ltda., cujas cotas foram transferidas para três filhos (95%) e um sobrinho de Perrella. O ex-deputado alega que transferiu as cotas há oito anos e rechaça as suspeitas.

Na última declaração de bens entregue ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), Perrella informou patrimônio de apenas R$ 490 mil. Na eleição de 2006, quando foi eleito deputado estadual, o presidente do Cruzeiro declarou à Justiça Eleitoral bens no valor de R$ 724,5 mil. Ou seja, é o contrário de Antonio Palocci e deveria contratar uma consultoria com o chefe da Casa Civil, para melhorar de vida.

Quanto a Itamar, como presidente ele foi de uma lisura exemplar. Jamais deixaria um ministro apodrecendo no poder como Palocci. Teria se livrado dele logo na primeira denúncia. E se provasse ser inocente, seria nomeado de volta, como Itamar fez com Henrique Hargreaves, seu mais próximo auxiliar, amigo de décadas. Foi demitido e depois voltou ao Planalto, com tapete vermelho e tudo o mais.

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