Jair Bolsonaro abandonou mesmo o radicalismo ou é apenas “nuvem passageira”?

Bolsonaro continua sem governar. Só quer distribuir cloroquina ...

Jair Bolsonaro só continua radical no apoio ao uso da cloroquina

Carlos Newton

O presidente Jair Bolsonaro, para o público e o eleitorado que o segue e admira, parece ser uma pessoa muito simpática. Sai às ruas sem máscara, frequenta aglomerações, abraça simpatizantes e tudo o mais. Mas cultiva um radicalismo político extemporâneo e não consegue ter um comportamento equilibrado, como se requer ao cargo de presidente da
República.

Fala o que quer e o que acha, inclusive usando palavrões até mesmo em plena reunião ministerial, algo inimaginável no mundo de hoje. Com esse proceder, cria problemas seguidos à própria administração do país. Mesmo assim, continua a ser ovacionado por seus admiradores e fanáticos.

BOLSONARO ZEN – Porém, de repente alterou de forma drástica seu comportamento, parou de atacar outras instituições, como o Supremo e o Congresso, está há mais de um mês com este comportamento zen e até parou de defender um golpe militar.

Diante dessa realidade, entrevistamos o Dr. Ednei Freitas, renomado psiquiatra e psicanalista carioca, conhecido internacionalmente por suas pesquisas sobre a chamada segunda memória. E pedimos que analisasse esse novo fenômeno na trajetória de Bolsonaro.

É possível haver mudança tão radical de personalidade numa pessoa de características impulsivas como o presidente Jair Bolsonaro, sem uso de medicamentos? 
Bem, de início, cabe parafrasear a definição de saúde mental elaborada pela Organização Mundial da Saúde: é um estado de bem-estar no qual um indivíduo realiza suas próprias habilidades, pode lidar com o estresse normal da vida, trabalhar produtivamente e é capaz de contribuir com
sua comunidade. Bolsonaro se enquadra nessa definição, porém já demonstrou ter uma visão muito pessoal sobre como contribuir para a comunidade.

Visão pessoal? Como assim?
Vejamos seu comportamento em face da pandemia. Ele jamais aceitou a gravidade da doença, que atinge cada paciente com uma intensidade diferente. Desde o início, tem se comportado assim, desdenhando do coronavírus, posicionando-se contra o isolamento social e o uso de máscara, dizendo que é coisa de veado, e até recomendando um medicamento muito perigoso, como a cloroquina, quando há muitas outras formas de tratamento. Mesmo com evidências científicas, ele continua
se comportando assim, de forma irresponsável, reconheçamos, a ponto de ter oferecido uma caixa de cloroquina a uma ema, no jardim do palácio.
Ou seja, ele mudou de comportamento somente em relação a assuntos políticos, mas quanto à pandemia permanece irredutível.

O Sr. acha que Bolsonaro toma medicamentos psiquiátricos?
Não é meu paciente, jamais o examinei, mas acredito que tome algum tipo de medicamento de tarja preta ou antipsicóticos, como é habitual hoje em dia. Mas o fato de um político como Bolsonaro mudar de comportamento, de uma hora para outra, sem estar sendo medicado, é preciso que tenha acontecido algo muito grave, capaz de refrear seus
impulsos. Não há medicamentos ou terapias que tenham possibilidade de promover uma mudança de comportamento tão radical, que lhe tem custado vários inimigos, aos quais insulta, muitas vezes gratuitamente, ou por achar que o
ex-aliado quer tirar a vaga dele na presidência em 2022, pelas urnas, coisas assim.

Em Brasília, especula-se que os excessos de Bolsonaro, que chegou a participar de manifestação pelo golpe militar diante do Forte Apache, quartel-general do Exército, tenham motivado uma advertência do Estado-Maior do Exército, para que abandonasse essa postura radical.
É provável que tenha acontecido alguma coisa de muito grave, além da quarentena médica, para fazer Bolsonaro adotar essa postura conciliadora, adulando o Congresso e o Supremo. Seu temperamento não é assim, todos sabem. Por mais que tente parecer que mudou, a tendência é que, mais cedo ou mais tarde acabe voltando ao que era antes, como se uma brecha da personalidade dele se abrisse e deixasse vazar uma nova essência, mas depois se fechasse novamente.

O Sr. então acha que a mudança de postura de Bolsonaro é apenas passageira e ele vai voltar ao radicalismo de antes?
Com toda certeza. É uma questão de temperamento, não apenas de comportamento. Todos sabem o que ele pensa, porque não consegue esconder nada. Já afirmou ser um enviado de Deus e já disse que a Constituição é ele, pois se considera o salvador da pátria. Isso não vai mudar, porque faz parte dele, está arraigado. E temos de aceitar, porque ele foi eleito.

32 thoughts on “Jair Bolsonaro abandonou mesmo o radicalismo ou é apenas “nuvem passageira”?

  1. Habemus Papa, no Vaticano, Habemus Estadista, no Brasil, com projeto próprio, novo e alternativo de política e de nação, habemus a necessidade de fazer a travessia do velho que já morreu para o novo de verdade que precisa se estabelecer, mas, infelizmente, não habemus gente à altura da necessária e inevitável transformação, como propõe a Revolução Pacífica do Leão, o novo caminho para o novo Brasil de verdade, porque evoluir é preciso, pela redenção da política, do país e da população, sem a qual o país vai continuar sendo desmilinguido, tomado de assalto por toda sorte de oportunistas, aventureiros e aproveitadores, sem escrúpulos, sem solução, sem rumo e sem noção, sempre à mercê dos próximos golpes e das próximas eleições, sem futuro alvissareiro tb para as novas gerações.

  2. ESTE SER, PROFUNDAMENTE INFELIZ, É A MAIOR DESGRAÇA QUE JÁ SE ABATEU SOBRE ESSE PAÍS. É PIOR QUE A PANDEMIA. SE OS ACONTECIMENTOS PERDURAREM DO JEITO QUE ESTÃO, SERÁ O FIM DE QUALQUER ESPERANÇA PARA OS BRASILEIROS QUE AINDA TENHAM UMA RÉSTIA DE NORMALIDADE EM SUAS CONSCIÊNCIAS. DEUS TENHA PIEDADE DE NÓS !!!

  3. Concordo – quem discordaria? – com o dr Ednei. É da natureza do sujeito e de acordo com Nietsche “plebe usque recurret”, baixíssimo clero. Ele pode voltar mais virulento ainda, claro.

    Tudo dá o que pensar. Sabemos da criatura, só não entendemos por que votamos nele, a grande maioria. Além dos problemas da falta de cultura político e da obrigatoriedade do voto, nosso povo só tem a disposição estas tristes pessoas candidatas.

    Faz tempo que não expresso, mas lembrei que disse que somos inviáveis. Culturalmente, padre cantor, economica e financeiramente, Guedes e politicamente, é o que está aí.

    Bom fim de semana a todos.

    • Sim, prezado amigo … entendo que o MDB quer recuperar seu eleitorado nas Municipais deste ano … perdido para Bolsonaro em 2018 … e fez mea culpa mudando toda Executiva Nacional … que pede aos filiados que se tornem militantes kkk KKK kkk confirmando seu poder nos municípios – base do MDB- o partido se projeta para reconquistar a Presidência das Casas Legislativas … e retornar aos princípios históricos dos nossos heróis – Dr. Ulysses, Tancredo, Brossard, Chico Pinto etc etc etc

      Sds.

  4. Esclarecedor e oportuno o artigo do C.N. com a colaboração brilhante do Dr Ednei. Eu, que nem o nome completo do Dr Freud sei, daria meu diagnóstico: Quadro agudo de boçalidade, agravado por insuficiência mental e más intenções.

    • Prezado Sr. F. Moreno,

      O nome completo do Dr. Freud é Sigmund Schlomo Freud (Freiberg in Mähren, 6 de maio de 1856 – Londres, 23 de setembro de 1939[3]; nascido Sigismund, mas mudou o primeiro nome em 1878).

      Foi um médico neurologista e psiquiatra criador da psicanálise. Freud nasceu em uma família judaica, em Freiberg in Mähren, na época pertencente ao Império Austríaco (atualmente, a localidade é denominada Příbor, e pertence à República Checa).

      Freud iniciou seus estudos pela utilização da técnica da hipnose no tratamento de pacientes com histeria, como forma de acesso aos seus conteúdos mentais. Ao observar a melhora dos pacientes tratados pelo médico francês Charcot, elaborou a hipótese de que a causa da histeria era psicológica, e não orgânica. Essa hipótese serviu de base para outros conceitos desenvolvidos por Freud, como o do inconsciente.

      Freud também é conhecido por suas teorias do complexo de édipo e da repressão psicológica e por criar a utilização clínica da psicanálise como tratamento das psicopatologias, através da escuta do paciente. Freud acreditava que o desejo sexual era a energia motivacional primária da vida humana. Sua obra fez surgir uma nova compreensão do ser humano, como um animal dotado de razão imperfeita e influenciado por seus desejos e sentimentos.

      Segundo Freud, a contradição entre esses impulsos e a vida em sociedade gera, no ser humano, um tormento psíquico.

      Freud tinha uma visão biopsicossocial do ser humano. Fatos como a descrição de pacientes curados através do diálogo por Josef Breuer e a morte do colega Ernst von Fleischl-Marxow por dose excessiva do antidepressivo da época, a cocaína, levaram-no ao abandono das técnicas de hipnose e de drogas para criar um novo método: a cura pela fala, ou seja, a psicanálise, que utilizava a interpretação de sonhos e a livre associação como vias de acesso ao inconsciente.

      Suas teorias e seus tratamentos foram controversos na Viena do século XIX, e continuam a ser muito debatidos hoje. Sua teoria é de grande influência na psicologia atual e segue se desenvolvendo através de estudos e prática clínica na área, com psicanalistas que vieram depois dele. Estes criaram suas próprias teorias, mas sempre com base nos pressupostos intrínsecos colocados por Freud, como a noção de inconsciente e transferência.

        • Prezado Sr. Antonio Rocha,

          Freud era um colecionador de Arte, e muitas de suas esculturas preferidas diziam sempre algo que tocava em sua grande sensibilidade, sem necessária concordãncia de Freud, mas com admiração do pai da psicanálise. E uma dessas esculturas é a da cabeça de Buda, presente em seu consultório psicanalítico.

          Ressanto, no entanto, que Sigmund Freud sempre foi ateu e anti-comunista (e escreveu trabalhos dizendo que o comunismo russo jamais iria dar certo – e o tempo mostrou que ele tinha razão).

          No entanto, ele tinha paixão pelos sábios míticos e místicos, (nem todos !) e admirava os pensamentos de Buda, como vou explicar a seguir :

          Por que o desejo está sempre associado à causa de tanto sofrimento? Por que existe tanta repressão em relação a ele?

          Mark Epstein, psicanalista, psicoterapeuta, estudioso do budismo e profundo conhecedor do pensamento freudiano, diz que esses pensamentos são uma grave confusão. No livro “Aberto ao Desejo”, que acaba de ser lançado, ele propõe um novo olhar sobre o legado de Buda e de Sigmund Freud em relação à mais paradoxal emoção humana.

          “O desejo é, na verdade, o facilitador para aprofundar a intimidade com nós mesmos, com o outro e com o nosso mundo. Se não estivermos em contato com nossos desejos, não podemos ser nós mesmos”, diz o estudioso.

          Para Epstein, o desejo é vitalidade, “um componente essencial da nossa experiência humana, aquilo que nos confere nossa individualidade e que, ao mesmo tempo, nos empurra para fora de nós mesmos. O desejo é a nostalgia da completude em face da enorme imprevisibilidade de nossa condição. É natural e se tentarmos expulsá-lo, ele voltará como uma vingança”, diz o psicanalista em seu livro.

          Para o autor, “o desejo é uma resposta natural à realidade do sofrimento. Nós nos sentimos incompletos, e o desejo completa; nos sentimos inquietos, e o desejo acalma; sentimos insegurança, e o desejo conforta; sentimos solidão, e o desejo nos conecta. O desejo é o cadinho onde o eu é formado. É por isso que o desejo era tão importante para Freud”, diz Epstein.

          A intenção de Epstein ao escrever esse livro foi a de corrigir a percepção equivocada e ainda dominante de que o budismo luta para eliminar o desejo. “Na verdade, a palavra que Buda usou para descrever a causa do dukka (sofrimento) não foi desejo, mas sim “tanha”, que significa sede ou anseio. É o que poderíamos chamar de apego, a tentativa de agarrar-se a uma experiência que não se pode reter, e não o desejo de felicidade ou de completude”.

          Em sua experiência de 30 anos como terapeuta, buscando uma integração entre o budismo e a psicoterapia, o autor percebeu que a definição de desejo era crucial. “Colocar o desejo como inimigo e, então, tentar eliminá-lo é buscar destruir uma das nossas mais preciosas qualidades humanas, nossa resposta natural à verdade do sofrimento. O budismo não tem a intenção de ser o caminho da destruição, mas sim o caminho da autocompreensão. Não busca dividir para conquistar, busca totalidade e integração”, argumenta o psicanalista.

          Segundo ele, “havia uma maneira de trabalhar com o desejo que contradiz completamente a interpretação usual do budismo enquanto estimulador da renúncia e do desapego. Esses ensinamentos eram mantidos em segredo, por conta da sua tendência de serem mal compreendidos e de se tornarem abuso, mas sem eles, o valor total da abordagem budista não pode ser apreciado”.

      • Agradecido pela atenção Dr Ednei e pela aula. eu quis fazer blague, alguma coisa sobre sua vida eu, logicamente, conhecia, mas seu nome completo, com certeza não. Obrigado.

  5. Hoje ouvi de uma pessoa em que confio totalmente uma revelação: Bolssolnaro deu a alma ao demônio para se tornar presidente. Há detalhes que comprovam isso: geralmente essas pessoas (diabolical persons) apresentam certas características:

    1. são mentirosas como o seu pai, o demônio;
    2. são extremamente falsas;
    3. têm curiosidade mórbida.
    4,. adotam nomes messiânicos.

    Outra característica tola é gostar de montar em cavalos, porque o demônio gosta de cavalgar.
    Abram o olho! Eu passei a me benzer todo dia.

  6. Ricardo Miguel bom dia.
    Eu sei porque votei nele; é porque não votarei nunca em uma marionete petralha codinominada “andrade” ou outra ‘coisa’ qualquer.
    PS: Mas, se o “tosco” conseguir a reeleição, quem puder que caia fora do País, pois ele se tornará inviável.

    • Na verdade o mandrião Bolsonaro está fingindo, psicopata colocou outros no mundo, e unidos, infectaram mentes e corações, reunindo seguidores e formando um rebanho

  7. Cumprimentos ao CN pela brilhante entrevista.
    Bom demais ler opinião de um profissional e estudioso do tema. Grande colaborador da nossa TI, o Dr. Edinei Freitas discorre sobre o lado escuro da mente de uma pessoa.
    De suas conclusões, tomo a liberdade de discordar de uma única e que está fora da análise profissional:
    “E temos de aceitar, porque ele foi eleito.” Entendo que, por ter sido eleito, pode ser “deseleito”.
    Problemas de caráter, personalidade ou mentais, muitas vezes, não tem correção. Mas eleições sim!
    E, recentemente, tivemos duas “amputações!” do poder.
    Já os demais problemas, deixo na esfera do grande Dr. Edinei!
    Entendo que CN deve explorar, positivamente, os conhecimentos de colegas e amigos como o nobre Dr. Edinei , a quem envio fraterno abraço e votos de muita saúde.
    Fallavena

    • Verdade, Sr. Fallavena.
      Concordo com seu ponto de vista.
      Pensei a mesma coisa.
      Não temos que aguentar um cara que é comprovadamente insano, comandando o país.
      Um pé na bunda do escroque, não vai curar o cabeça louca, mas curaria muito a nação.
      Temos que ter cuidado porque ele está armado em esperto e tá afim de tumultuar…
      É um agitador barato que só lhe resta isso (agitar) e causar dano à população.
      Sabe que não se reelege, então como um homem mau, de sentimentos ruins, se vinga até mais não poder.
      Um crápula!!
      Um forte abraço,
      Cordialmente.

      • Espectro
        Milhões de brasileiros ajudaram a elegê-lo, acreditando que tinha palavra. Alguns poucos meses e provou que não tem! Os filhos também são doentes, de mente e de espírito! Pena que muitos brasileiros, copiando o bando que segue o corrupto, ladrão e vigarista de 9 dedos, formaram outro bando! No fundo acho que é bom. Assim dá para pensar em “colocar os dois grupos” no manicómio eleitoral!
        Abraço fraterno.
        Fallavena

  8. Triste república.. Os neonazistas, com o apoio do exército, querem tomar o poder. Graças à descumunal corrupção do PT, que com sua corrupção, reconduziu os fas
    cistas ao poder. Está longe de fazer uma autocrítica, estamos em perigo..

  9. A TI possui algumas autoridades nas suas áreas que são indiscutíveis.

    Suas postagens devem ser lidas e acatadas porque são profissionais de qualidade, honestidade de propósitos e pessoas de caráter ilibado.

    Refiro-me aos doutores Béja, Werneck, Martinelli, Belem, Bordignon, no Direito e, na Medicina, especificamente na psiquiatria, dr.Ednei Freitas.

    O quadro que nos mostra de Bolsonaro reflete uma personalidade dúbia, que desconhece princípios e valores, que desconsidera honra e dignidade.

    Facilmente manipulado pelas circunstâncias, mitômano, deve ter absorvido afirmações de falsos líderes religiosos que, de fato, é um enviado de Deus, e cuja missão é de presidir o Brasil.

    Ao longo de um ano e meio, suas declarações na grande maioria das vezes foi desmentida no dia seguinte ou alegando mal entendidos.
    Imprudente, inconsequente, irresponsável como propagandista-vendedor da cloroquina, função que deveria ser punido porque a droga não tem eficiência comprovada no combate ao coronavírus, certamente essa sua obsessão deve ser consequência de entender que é mesmo uma figura divina.

    Instável, dado a rompantes, mudanças abruptas de humor, agressivo, alguém que não mede as palavras, e ofende pessoas que deve reverência e respeito, no mínimo, o psiquiatra demonstra que Bolsonaro não tem uma linha adequada de comportamento tanto como homem público quanto, principalmente, de ser presidente do Brasil.

    Meu aplauso e reconhecimento pela entrevista. do excelso psiquiatra.
    Da mesma forma ao entrevistador, que soube fazer as peguntas pertinentes e pontuais sobre o presidente.

    • Prezado Bendl … Boa tarde!

      É sempre um prazer ler seus escritos.

      Em relação a Bolsonaro se considerar enviado de Deus, não entendo que seja relativo a ser Presidente!

      Acho que seja em função de recolocar na Agenda Política Mundial … o Conservadorismo existente antes da Revolução Russa!

      Seus contatos internacionais são Trump (também de mesmo conservadorismo) e Israel (igualmente … e incluindo o religioso).

      O Treino do Juízo Final está se tornando Mundial com redes sociais tendo que obedecer a Cidadã … e com EUA pedindo para Brasil não interferir, leu???

      Sempre rezo pelo gaudério kkk KKK kkk

    • Discordo em grau, embora concorde em gênero.
      Postagens como discursos não devem ser acatados só por só o seu autor ostentar qualificação.
      É preciso respeitar, mas ter presente que não são última nem única palavra na área.
      A discussão e os questionamentos são importantes.
      Senão, nada que a humanidade faça evoluir…
      Dogmas seriam passados de geração após geração sem que pudessem ser questionados.

  10. A cloroquina já era usada com muita frequência, antes do coronavírus? Era difícil conseguir prescrição para ela? Por que agora é necessário?
    A primeira razão é porque muitas pessoas precisam do remédio para seus tratamentos de longo prazo, e devido ao coronavírus não conseguiam encontrar nas farmácias pois o estoque havia sido esgotado. Isso aconteceu no início do ano.

    A segunda razão é a utilização em larga escala. Como sabemos, não é apenas a hidroxicloriquina e azitromicina que foram analisados para um possível tratamento, mas dezenas e talvez centenas de outros remédios. E nem por isso eles foram liberados ainda. Existem ainda vários laboratórios testando vacinas, que são muito promissoras, e ainda assim não foram liberadas.

    Não vejo porque seria diferente com a hidroxicloriquina.

    A terceira razão é que este remédio é comprovadamente efetivo para um tipo de lúpus e malária. Quando temos alguma dor, na falta de dorflex a gente não sai procurando na gaveta outro remédio que “pode” dar certo.

    A quarta razão é que quem determina quais remédios a população deve utilizar em qualquer época, são os órgãos reguladores, e nunca indivíduos ou grupo de indivíduos. A população é leiga, e suas opiniões não afetam as determinações destes órgãos.

    A mesma razão que leva as pessoas a tomarem hidroxicloriquina como um ato de fé, é a mesma que levou centenas de pessoas no Irã a morrerem intoxicadas por um tipo de veneno (na tentativa de se curarem da covid-19), e a mesma que levou outras centenas de pessoas nos EUA a se intoxicarem por ingestão de produtos de limpeza.

    A fé não serve aqui.

    Está tudo bem inventar receitas em casa como chá com limão, ou casca de laranja, etc. Tudo isso é válido, mas nunca medicamentos.

    A quinta razão é que já estamos na metade do ano, a taxa de mortalidade é a mesma em todos os países (de acordo com o número de testes), e nenhum estudo conclusivo de nenhuma universidade até agora encontrou sinais da eficácia do remédio.

    Pra quem é cientista, com as pesquisas, é extremamente fácil saber quando um remédio é eficaz contra uma doença, e isso não aconteceu com a cloroquina. Vários estudos dizem ser ineficaz, alguns poucos dizem ser eficaz, e essa dúvida toda apenas prova sua ineficácia.

    A sexta razão, confiar nos órgãos reguladores. Esquecer da política. Órgãos de vários países fizeram a mesma coisa.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *