Jair Bolsonaro anuncia que fechou sete embaixadas em 2020 “por questão de economia”

Bolsonaro diz que não há rompimento de relações entre os países

Ingrid Soares
Correio Braziliense

O presidente Jair Bolsonaro afirmou em publicação nas redes sociais nesta sexta-feira, dia 23, que fechou em 2020 ao menos sete embaixadas. Segundo o chefe do Executivo, em uma foto ao lado do ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, foram encerrados dois postos na África: Freetown (Serra Leoa) e Monróvia (Libéria).

Os outros cinco estavam situados em países do Caribe: Saint George’s (Granada), Roseau (Dominica), Bassaterre (São Cristóvão e Névis), Kingstown (São Vicente e Granadina) e Saint John (Antígua e Barbuda).

 

ECONOMIA – Bolsonaro afirmou que o fechamento das embaixadas ocorre “por questão de economia”, o que não representa um rompimento de relações entre os países. A expectativa é que os países, por reciprocidade, também encerrem suas embaixadas em Brasília.

A medida ocorre um dia depois de o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, destacar que a defesa da liberdade é o diferencial da política externa brasileira na atual gestão, mesmo que isso signifique que o País se torne um “pária internacional”. Em evento de formatura de novos diplomatas, Araújo criticou a atuação do Itamaraty em governos anteriores e justificou que a nova abordagem internacional do País tem conseguido resultados.

“Sim, o Brasil hoje fala de liberdade através do mundo. Se isso faz de nós um pária internacional, então que sejamos esse pária. (…) Esse pária não tem seu nome em nenhuma planilha, não fez negociatas para promover partidos amigos em outros países, não pertenceu ao conselho de nenhuma grande construtora exportadora de propina”, declarou.

13 thoughts on “Jair Bolsonaro anuncia que fechou sete embaixadas em 2020 “por questão de economia”

          • Concordo plenamente, o problema é que as interpretações muitas vezes são distorcidas, tanto para um lado como para o outro. E, pior, como dizes, ignoram o contexto.

  1. E por quê demorou tanto tempo assim, são representações que não representam nada. Admiro-me de quem foi o imbecil que mandou abrir embaixadas em países tão sem significância para o Brasil? Quem terá sido o infeliz?

  2. A declaração do ministro das Relações Exteriores afirmando:
    ” Sim, o Brasil hoje fala de liberdade através do mundo. Se isso faz de nós um pária internacional, então que sejamos esse pária …”
    é tão improcedente, inadequada e ofensiva ao próprio Brasil, que justifica a sua escolha por Bolsonaro pelo seu nível mental, pois ambos se assemelham, duas amebas.

    Se ele prefere que sejamos párias, significa que a tal liberdade será para os outros países fazerem o que quiser conosco;
    se a questão é ser pária, quer dizer que o mundo deverá nos sustentar à base de migalhas e restos dos outros;
    se imagina que ser pária será necessário para podermos falar em liberdade, o mentecapto ministro não se deu conta que, na condição se pária, vamos estar permanente presos às considerações alheias.

    Ora, duvido muito que algumas nações se reúnam e criem para o Brasil e seu povo uma espécie de “Bolsa Família”.
    País pária, população pária, isso é lógica.

    Aliás, em razão de o ministro ser dotado de poucas luzes, ele deveria saber o que disse se olhasse o povo, e teria constatado que o seu governo, o seu chefe Bolsonaro, aumentou a quantidade de párias através do Bolsa Família!

    Milhões de cidadãos desempregados, sem futuro, analfabetos, foram condenados à miséria porque não existe trabalho para eles; não há oferta de emprego; não possuem chance alguma se não obtiverem ajuda.

    Isso é ser pária, ministro.
    Se fôssemos indianos, haveria a explicação religiosa – quem nasce pária morre pária. Mas não é essa a questão brasileira.
    Neste país ser pária ou a sociedade rejeitou essas pessoas ou o governo as condenou à situação que sempre serão reconhecidos como tal!

    Pergunto:
    Esse contingente de milhões de brasileiros dependentes da caridade alheia tem “liberdade”??!!

    Jamais imaginei que, um dia, a Dilma tivesse quem a suplantasse em asneiras.
    A ex-presidente nos divertia, mas o atual presidente e seu staff nos preocupam, pois a idiotice e a imbecilidade abundam!

  3. Boa noite , leitores (as):

    Senhora (es) Ingrid Soares ( Correio Braziliense ) , Carlos Newton e Marcelo Copelli , pergunto quantas embaixadas o Brasil poderia manter abertas no exterior , se o presidente jair messias bolsonaro , não tivesse anistiado/perdoado as igrejas evangélicas e seus líderes que roubaram seus funcionários e sonegaram os poucos tributos que tinham á pagar ?

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