Janaína Paschoal analisa e aprofunda as revelações de Mônica Moura  

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Janaina destaca a importância desta delação

João Amaury Belem

Copiei do twitter da advogada e professora universitária Janaína Paschoal uma pequena análise da delação de Monica Moura, que vale a pena transcrever:

1- Bom dia, Amados! Vamos falar um pouco do depoimento de Mônica Moura, cuja veracidade salta aos olhos. Mônica Moura dá nomes e endereços dos hotéis em que se hospedava, para receber da Odebrecht, a mando do PT. Basta a PF checar as hospedagens.

2- Mônica explica que em 2010, Dilma não se envolveu, deixando recebimentos e pagamentos a cargo de Palloci e Vacari. Em 2014 foi diferente.

3- Mônica tem anotações precisas de datas, valores e do que era pagamento por fora e por dentro. Sempre a Odebrech envolvida.

4- Mônica relata que Vacari, preocupado com os altos valores transportados, destacou um funcionário de confiança para ajudá-la, Chaim.

5- Chaim ajudou Mônica a fazer pagamentos em dinheiro, nas duas campanhas. Na reeleição, ele chegou a fazer recebimentos.

6- As malas eram, em média, de 200 mil reais; chegaram a transportar 500 mil reais de uma só vez. De onde vem esse dinheiro?

7- O dinheiro que Odebrecht deu a Mônica veio da Petrobrás, de obras desnecessárias e superfaturadas e do BNDES. Peculato!

8- Mônica revela um contato estreito com Dilma e com seus assessores mais próximos, Giles e Dornelles.

9- Mesmo após a reeleição, Dilma continuou exigindo que Mônica pagasse despesas pessoais: cabeleireiros, teleprompter e Dilma Bolada.

10- Mônica tem comprovantes das passagens que pagou para o cabeleireiro de Dilma, bem como para os rapazes da empresa de teleprompter.

11- com relação ao autor de Dilma Bolada, Monica revela reunião com a cúpula do PT, Rui Falcão, inclusive. Queriam que ela pagasse 400 mil.

12- Dilma não queria que a Dilma Bolada saísse do ar. No fim, Monica pagou 200 mil e a Danielle os outros 200 mil.

13- Mônica indica os nomes dos assistentes de cada qual. Aliás, por um ano, Monica pagou o salário de uma funcionária particular de Dilma.

14- Lembram quando eu escrevi que a dinheirama toda não era para os marqueteiros? O casal era passagem: lavagem!

15- Obtida a reeleição, Mônica e Santana tiraram férias e foram para New York. Com o avanço da Lavajato, Dilma exigiu que Mônica voltasse.

16- Edinho ligou para Mônica em NY e disse que Dilma queria falar com ela. Ela veio para o Brasil em um dia, e voltou no dia seguinte.

17- Mônica tem as passagens que comprovam o bate e volta, com parada no DF. Dilma estava insegura quanto a conta no exterior.

18- DiIma queria que Mônica transferisse a conta de lugar. Ela temia, pois haviam achado a conta de Cunha.

19- Dilma contou a Mônica sobre a conta de Cunha, muito antes de o fato sair na imprensa. Cardozo havia avisado!!!!!

20- Vocês têm noção da gravidade dessas revelações? E ainda dizem que prender esse pessoal é tortura?!

21- Dilma sabia que a conta de Cunha havia sido encontrada, antes de a imprensa noticiar. Ela sabia da ordem de prisão dos marqueteiros!

22- Quando Dilma avisou Mônica sobre a prisão iminente, disse que o médico monitorava dia e noite. Mônica entendeu ser o médico Cardozo!

23- Não há melhor exemplo de crime organizado. Resgatem os textos da criminologia. O crime é organizado quando se infiltra no Estado.

24- Não se iludam com o discurso ascético que estão tentando construir. Quando o crime toma o poder, a prisão é a resposta adequada!

25- A Imprensa tem noticiado que Mônica criou um e-mail para se comunicar com Dilma. Em seu depoimento, Mônica explica que foram dois.

26- Depois de um tempo, Dilma ficou com medo que o e-mail Iolanda2606 fosse descoberto e pediu para mudar, para despistar!

27- Mônica tem provas de que, quando criou o e-mail estava usando o Wi-Fi do Palácio!

28- Mônica descreve o Alvorada por dentro. Fala sobre o elevador privativo. Também explica suas visitas à casa de Guido Mantega.

29- Prestem atenção: estamos falando da Presidente da República e de Ministros em seus cargos! Mas o trabalho deles era armar contra nós!

30- no dia em que depôs de vestido azul, Mônica falou sobre Gleisi, Paulo Bernardo e Lindbergh. Sempre eles!

31- Paulo Bernardo e Gleisi foram a Salvador, pedir que Santana fizesse a campanha dela. PB era ministro do planejamento!

32- Gleisi falava claramente sobre os pagamentos por fora, mas gostava de consultar PB. Um tal Guilherme Tb acompanhava td.

33- Faltou dinheiro e Gleisi e PB mandaram os marqueteiros cobrarem Palloci.

34- Percebem o tamanho da rede e a sofisticação da organização? Os principais nomes ocupavam (alguns ocupam) os mais altos cargos da nação!

35- Quando Paulo Bernardo foi preso, eu estava no Senado. Gleisi fez um discurso sentido e o Min. Toffoli pulou duas instâncias para soltar

36- PB foi preso por desviar a aposentadoria de funcionários públicos. Agora, seu nome aparece em outras cenas. Sua prisão era tortura?

37- Muitos estão atacando a Lavajato, sob o pretexto de defender a lei. Desculpem, não sei quem estão protegendo, mas não é a lei.

13 thoughts on “Janaína Paschoal analisa e aprofunda as revelações de Mônica Moura  

  1. MICHEL TEMER ESTRANGULA A PF

    Brasil 16.05.17 09:56

    Michel Temer está estrangulando a PF.

    Ele não pode barrar a Lava Jato no Congresso Nacional, mas pode cortar seu financiamento.

    Ele reduziu em 44% os recursos destinados aos policiais federais.

    É um ataque sorrateiro contra os responsáveis pelas operações que prometem levar seus amigos para a cadeia.

    Fonte : O antagonista

  2. “Nós perdemos qualquer controle sobre os sistemas financeiros ” – Ladislau Dowbor

    Tatiana Carlotti – Dowbor aborda drama de estados nacionais, como o Brasil, sob constante ameaça de ver o capital sair do país caso resolvam taxar ou diminuir juros cobrados

    A relação entre “as dinâmicas financeiras e a erosão da democracia” foi o tema da conferência do economista Ladislau Dowbor, durante sua participação nas Jornadas de 2017 – É hora de voltar a pensar!

    Professor de economia da PUC-SP, Dowbor explicitou como o sistema financeiro, sem qualquer regulação global, vem atuando na desestruturação de economias e democracias pelo mundo, impondo uma nova forma de exploração social.

    “O dinheiro se globalizou. A finança que já foi ouro e papel se tornou sinais magnéticos que viajam na velocidade da luz no planeta. Temos hoje uma economia global, mas não temos um governo global e ninguém manda no processo. Além disso, o espaço de representação das riquezas, onde se dão os sistemas financeiros, é diferente do espaço onde se dá a política que são os governos: a gente não elege quem manda no sistema financeiro”, avaliou.

    Apontando a fragilidade de regulação desse sistema até mesmo por organizações mundiais como FMI, Banco Mundial, BIS (Banco de Compensações Internacionais) e a própria ONU, Dowbor abordou o drama dos estados nacionais, entre eles o Brasil, sob constante ameaça de verem o capital sair do país caso resolvam taxar ou diminuir os juros cobrados.

    “O caos é global e vem gerando a incapacidade dos governos nacionais de orientarem seus recursos para financiarem o que é necessário para o desenvolvimento. Conforme você orienta o dinheiro, ele terá efeito multiplicador ou drenará a economia, retirando os recursos necessários para ela funcionar”, destacou.

    Um caos que não atinge só Brasil, mas o mundo inteiro. “Nós perdemos qualquer controle sobre os sistemas financeiros e isso acontece em todas as partes”, salientou, ao mencionar a ausência de autoridade política e a perda da governança que é “a capacidade de fazer funcionar o conjunto do sistema” no mundo.

    Ricos cada vez mais ricos
    Um processo expresso nos dados relativos a dois eixos críticos hoje no planeta: o desafio ambiental e o desafio social. A destruição do meio ambiente vem se acelerando com o avanço tecnológico. Entre 1970 e 2010, 52% da fauna do planeta foram destruídas, exemplificou. O desafio social, por sua vez, reflete-se na imensa concentração da riqueza mundial:

    “Antes só estudávamos a concentração de renda, o nível salarial. Concentração de riquezas é muito maior. Uma imensa massa de pobres no planeta que consegue chegar ao fim do mês usou seu salário para pagar transporte, aluguel, gastos com suas necessidades básicas. Quem é rico, porém, consumiu o que quis consumir e ainda sobrou dinheiro. O que ele faz com essa sobra? Aplicação financeira, ele compra papeis. Ou seja, ele não produz nada, mas esses papeis rendem”.

    “O que é um bilionário?”, questionou o economista, ao contar que se você pegar um bilhão de dólares e aplicar isso em um banco, em qualquer produto que renda 5%, um rendimento moderado, você ganhará 137 mil dólares por dia. “Isso é um bilionário, as pessoas que passam um certo nível de riqueza passam a gerar aplicações financeiras e isso começa a coagular no nível planetário”.

    Os dados do CreditSuisse dão a dimensão do coágulo: apenas 8 famílias detêm mais riqueza do que a metade mais pobre da população mundial (3,6 bilhões de pessoas). Pior: 1% dos mais ricos possui mais riqueza do que os 99% de toda a população do mundo.

    “Está acontecendo um processo acumulativo de enriquecimento do mais ricos. Essas 8 famílias que têm mais do que 3,6 bilhões de pessoas produziram isso? É óbvio que não, elas compraram papeis que geram mais papeis”, denunciou. Segundo Dowbor, se isso acontecesse apenas dentro de um país, seria possível taxar o enriquecimento sem contrapartida produtiva com um forte imposto, a exemplo do que fez Roosevelt em 1933, quando foi aplicada uma alíquota de 90% sobre o dinheiro improdutivo.

    “Com o dinheiro improdutivo de cima eles financiaram a dinamização da economia produtiva por baixo, tirando a economia americana da crise. O que está acontecendo hoje no planeta é o contrário: estão secando a capacidade de financiamento de iniciativas produtivas que geram emprego e jogando esse dinheiro para cima. O resultado é uma crise planetária”, apontou.

    A crise planetária
    Partindo da premissa de que econômica não é ciência, mas a definição das “regras do jogo” e, sobretudo, um pacto da sociedade, Dowbor citou o exemplo da Finlândia, onde professores, advogados, engenheiros, arquitetos contam o mesmo nível salarial, enquanto que no Brasil, a diferença entre os rendimentos de um gestor financeiro e de um professor é astronômica.

    “Quem inventou isso? O mecanismo econômico? Não é nada de mecanismo econômico. São as regras do jogo e nós temos de repensar essas regras”, reiterou. Em sua avaliação, urge uma reorientação do sistema econômico global “em termos de proteção ao meio ambiente e de financiamento da inclusão produtiva de 4 bilhões de pessoas que se encontram hoje fora do sistema”.

    Quase 2/3 da população mundial encontram-se fora do sistema. Além disso, o planeta vem sendo destruído em função dos interesses de 10% a 15% da população mundial. “Onde estão os recursos necessários para financiar a conversão desse processo? Navegando nos sistemas especulativos financeiros”.

    Da sua experiência como consultor das Nações Unidas, Dowbor salientou necessidade de olharmos várias experiências de aprofundamento da democracia em outros países. Na Suécia, por exemplo, 72% de todos os recursos públicos vão diretamente para o município em uma espécie de democracia de rédea curta, permitindo que esses recursos atendam às necessidades da comunidade.

    Na Alemanha, relatou, o sistema de grandes bancos do país controla apenas 13% do crédito e “a quase totalidade é administrada por caixas econômicas municipais, públicas e comunitárias e alguns bancos regionais”. A França, por sua vez, conta com ONGs de intermediação financeira que permitem ao cidadão escolher a atividade produtiva que ele pretende financiar ao depositar a sua poupança.

    (trecho de artigo da Carta Maior)

    • A Carta Maior continua postando as falsas verdades. Se o governo não controla os gastos, quem controla o governo? Mais uma vez, a história de que o governo pode como se algum governo gerasse riqueza quando os governos só geram despesas. Quem paga a conta, é quem trabalha e não em serviço público. O servidor público, embora necessário, só gera despesas.Então, o problema está em outro lugar. E, com certeza, para gerir a dívida pública, o juro vai continuar alto, ou o capital vai embora. Existe a opção de negar a dívida e, o Brasil se transforma em uma Argentina. Converse com os argentinos e entenderão um pouco mais.

  3. Realmente, os liberais que tanto defendem o estado mínimo, devem estar adorando este governo judicial estatal brasileiro.

    Marco Aurélio Mello (STF) afirmou que é atribuição exclusiva do Judiciário negociar benefícios de penas nas delações premiadas. “O Ministério Público não pode prometer algo que decorre da caneta de quem julga. O Ministério Público não fala pelo Judiciário”

    Nos bastidores, policiais federais vêm criticando procuradores por negociarem diretamente as penas na Lava-Jato. Eles ressaltam que, nos acordos feitos pela PF, os delegados se limitam a ouvir os colaboradores e deixam a definição das sanções a critério do juiz. Já procuradores argumentam que, pelo modelo de acordo penal usado pelo Brasil, o MP é autorizado a negociar tanto a acusação quanto a pena – que, uma vez homologada pelo juiz, teria validade plena. As condutas são inspiradas no modelo americano de delação.

    Uma cláusula inédita na Lava-Jato prevê que os executivos e ex-executivos da Odebrecht podem começar a cumprir as penas que foram negociadas com o Ministério Público mesmo antes das condenações.

    Mas ao analisar os termos das delações, Cármen Lúcia afirmou que o cumprimento das sanções deve ser estabelecido pelo juiz responsável pelo processo penal referente a cada executivo.

    A decisão da ministra deixou os delatores da Odebrecht numa espécie de limbo, porque a maior parte deles sequer foi investigada ou denunciada pelo Ministério Público – portanto muitos casos ainda nem resultaram na abertura de um processo penal.

    https://goo.gl/glfmda

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  5. Basta ler as três primeiras palavras deste Index Itinere Criminorum para, novamente, sentir a doçura e a firmeza desta brava brasileira, Janaína Conceição Paschoal:

    “Bom dia, Amados”.

    Lembra o Papa Francisco, lembra as Epístolas de São Paulo, lembra os Evangelistas´….

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