Jango fez as pazes com Brizola pouco tempo antes de morrer

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Jango e Brizola brigaram por causa da reação ao golpe

Sebastião Nery

ROMA – No último sábado, dia 4, no voo Rio-Roma, li um livro imperdível. Até surpreendente, pela idade do autor. Todo brasileiro deve ler, pois preenche um pedaço fundamental da história do país. E foi escrito com honra, alma e verdade. A partir de agora ninguém mais poderá falar sobre o golpe militar de 1964 sem ler e citar “Jango e eu – Memórias de um exílio sem volta”, de João Vicente Goulart, filho do grande e saudoso ex – Presidente João Goulart (Ed. Civilização Brasileira – Rio)

Não se põe um livro em uma lauda. Em vez de tentar resumi-lo, prefiro citar entre aspas apenas alguns pequenos trechos, que o resumem:

“Jango chegou a Porto Alegre no auge da crise. Após vários encontros com políticos e militares e de longas conversas para avaliar se haveria condições ou não de resistência, preferiu partir para o exílio, depois de constatar que resistir naquelas precárias condições logísticas seria ocasionar inutilmente um derramamento de sangue entre brasileiros, o que levaria o país a uma guerra civil de proporções inimagináveis, provocando, possivelmente, até a divisão territorial da nação.”

“Sua atitude, sem dúvida, foi a mais acertada, mesmo que as diferentes forças políticas, de esquerda e de direita, continuassem a criticá-lo duramente por não resistir. Por que essa crítica seria dirigida apenas a ele?, eu me pergunto. Por que o Partido Comunista não resistiu? Por que Brizola não resistiu? Por que os sindicatos não resistiram? Por que as Ligas Camponesas não resistiram? Por que Arraes não resistiu? Ora, Jango seria o único a se submeter? E onde estavam aqueles que o criticavam?”

“Jango sempre foi legalista. Alguns setores da esquerda – entre as quais estava Brizola -, que desejavam impedir o avanço da direita, é que queriam dar o golpe…”

“Pregavam o avanço, mesmo que pela força ou pela ruptura institucional antes do golpe de direita, o que acabou ocorrendo…”

“Jango não caiu por seus erros, e sim por seus acertos, como disse Darcy Ribeiro, muito pragmaticamente, em suas declarações sobre o golpe.”

“Brizola queria ser nomeado ministro da Justiça e indicar o general Ladário para ministro da Guerra”.

“Jango sabia disso e não jogaria seu povo numa resistência fratricida em nome do poder. Sua atitude preservou a paz da nação brasileira, e, principalmente, nosso território.

“Por anos, uma pesquisa feita pelo Ibope foi escondida nos escaninhos da Unicamp. Segundo ela, quando ocorreu o golpe, Jango tinha aprovação da maior parte da população brasileira, e, se pudesse concorrer em 1965, venceria as eleições, perdendo para Juscelino apenas em Belo Horizonte e Fortaleza.”

“Certa vez, enquanto conversávamos perto da lareira em casa, meu pai me contou como ele e o tio Leonel romperam relações. No dia 2 de abril, na casa do general Ladário, Jango decidiu não resistir ao golpe e Brizola queria que ele o nomeasse ministro da Justiça e o general Ladário ministro da Guerra. Jango não quis, e Brizola disse que ficaria no Brasil para lutar e morrer, porque não concordava em renunciar à luta e ir para o exílio.”

“Brizola, no entanto, não conseguiu viabilizar a resistência no Rio Grande do Sul. Jango não concordava com a luta armada que Brizola queria implantar no Brasil.”

“Jango fez as pazes com Brizola pouco tempo antes de morrer”…

“Eles passaram um longo período sem se falar”…

27 thoughts on “Jango fez as pazes com Brizola pouco tempo antes de morrer

  1. 10 razões para o PT não celebrar a liderança de Lula nas pesquisas

    As últimas pesquisas para as eleições de 2018, que mostram Lula como líder isolado na preferência dos entrevistados, reacenderam as esperanças do PT de que ele possa voltar nos braços do povo a vestir a faixa presidencial.

    O presidente do PT, Rui Falcão, não perdeu tempo em afirmar, como um torcedor apaixonado, que Lula é o “favorito” no pleito do ano que vem.

    A tropa de choque do PT, ainda inconformada com o impeachment de Dilma e a perda do poder, depois de quase 14 anos de hegemonia em Brasília, deixou de lado por alguns instantes as acusações contra a Lava Jato e o “golpe” para pontificar nas redes sociais a respeito do destino glorioso reservado a Lula, caso ele se torne de novo candidato à presidência.

    Um grupo formado por cerca de 400 “artistas e intelectuais”, boa parte dos quais nem os brasileiros mais cultos tinham ouvido falar até então, lançou um manifesto, depois transformado em abaixo assinado digital, em defesa da candidatura de Lula, “como forma de garantir ao povo brasileiro a dignidade, o orgulho e a autonomia que perderam (sic)”.

    Pela euforia que pipocou na seara petista, com os resultados das pesquisas, a impressão que se tem é de que bastará ao partido anunciar a candidatura de Lula que a vitória em 2018 será inexorável. Parece predominar entre os petistas a ideia de que os brasileiros saberão reconhecer os “sublimes serviços” prestados por Lula à Nação, alçando-o mais uma vez ao Palácio do Planalto.

    Mas, ao contrário da narrativa que o PT e seus aliados pretendem difundir, com o apoio de seus porta-vozes na internet, a posição de Lula nas pesquisas pode não ser tão favorável como se imagina por aí. O fato de Lula aparecer hoje com mais intenções de votos do que os demais nomes incluídos nos levantamentos está longe de significar que ele tem chances reais de ganhar a eleição. Os próprios números das pesquisas, se analisados com cautela, revelam que o cenário é mais nebuloso do que parece à primeira vista.

    Confira abaixo dez razões que deveriam ser levadas em conta antes de o PT celebrar a liderança de Lula nas pesquisas eleitorais para 2018.

    1. Falta muito tempo para o pleito
    Pesquisas realizadas a cerca de dois anos das eleições, que misturam candidatos declarados como Lula com nomes que sequer deverão concorrer, como Michel Temer, Carmen Lúcia, Sérgio Moro, Joaquim Barbosa e Roberto Justus, pouco ou nada significam. Elas podem até provocar muita espuma na mídia, mas confundem mais do que esclarecem a opinião pública;

    2. Lula pode ser condenado e ficar inelegível
    Réu em cinco processos, quatro dos quais ligados à Lava Jato, Lula poderá ficar inelegível, pela Lei da Ficha Limpa, se for condenado em segunda instância pela Justiça. Mesmo que até as eleições, no final de 2018, Lula seja condenado só na primeira instância, será difícil ele superar o golpe durante a campanha;

    3. Muita gente apoia a prisão de Lula
    Para alguém que almeja vencer a disputa para a presidência da República, como Lula, é preocupante que 45,3% da população, segundo uma pesquisa recente, desejem Vê-lo no xilindró. Ao mesmo tempo, outra pesquisa mostrou que o juiz Sérgio Moro, alvo de críticas contundentes e incessantes de Lula e de seus advogados, tem uma aprovação de 65%, a maior entre as autoridades brasileiras – um sinal inequívoco do apoio popular a Moro e à Lava Jato, que estão no encalço de Lula;

    4. Lula é líder absoluto em rejeição
    A taxa de rejeição de Lula é, de longe, a maior entre todos os nomes incluídos nas pesquisas. Entre 44% e 66% dos entrevistados, conforme o levantamento, jamais votariam em Lula. Com esses índices de reprovação, ele pode até ir para o segundo turno, mas dificilmente ganhará a eleição. Outro ponto importante: um candidato conhecido como Lula dificilmente consegue baixar os índices de rejeição;

    5. Em 2016, o PT foi esmagado nas urnas
    Com a derrota histórica sofrida pelo PT em todo o País em 2016 – quando encolheu 60% em número de votos, com uma fatia de apenas 6,7% dos votos válidos –a população mostrou plena consciência do envolvimento de Lula e do partido no petrolão e em outros escândalos de corrupção. Também mostrou que os eleitores responsabilizam o PT pelo descalabro na economia, o que complica a ideia do partido de insistir nas fórmulas mal sucedidas adotadas a partir do segundo mandato de Lula e aprofundadas no governo Dilma;

    6. A reprovação aos políticos tradicionais é grande
    As pesquisas de opinião demonstram uma grande rejeição aos políticos tradicionais de uma forma geral, não apenas no Brasil, mas em outros países, como mostra a eleição de Donald Trump nos Estados Unidos. Eleito duas vezes presidente e eterno candidato do PT desde a redemocratização – exceto nas duas disputas em que Dilma foi a representante do partido – Lula encarna como poucos o perfil do político tradicional, com o agravante de ser acusado de envolvimento no petrolão e em outros casos de corrupção;

    7. O “Fora Temer” não pegou como o PT queria
    Desde o impeachment de Dilma, o PT e seus aliados tentaram, sem sucesso, “carimbar” o governo Temer, no Brasil e no exterior, revelando a distância entre os anseios da população e as propostas do partido. O “Fora Temer” ficou restrito ao PT e a seus aliados. A PEC do teto dos gastos, contra a qual o partido se insurgiu, foi aprovada sem dificuldades pelo Congresso Nacional. O mesmo aconteceu com a reforma do ensino médio, motivo de ocupações de escolas pelo País afora por grupos organizados vinculados ao partido;

    8. Os militantes do PT representam maior fatia do apoio a Lula
    Nas pesquisas espontâneas, nas quais os entrevistados dizem os nomes de seus candidatos preferidos por iniciativa própria, que são as que mais interessam, a fatia de Lula na preferência popular varia de 9% a 17%, conforme o levantamento. Isso representa, se tanto, apenas os militantes e apoiadores que acompanham o PT em qualquer circunstância;

    9. Ainda não houve a definição dos concorrentes
    Mesmo nas pesquisas estimuladas, em que os entrevistados escolhem o nome de sua preferência de uma lista, a fatia de Lula alcança no máximo 35%. Como seus concorrentes não estão definidos e já se sabe que Lula é candidatíssimo em 2018, apesar de sua candidatura ainda não ter sido oficializada, não se trata de um desempenho excepcional. O PSDB, por exemplo, aparece nas pesquisas com três possíveis candidatos – Geraldo Alckmin, que declarou recentemente seu interesse em se candidatar, além de Aécio e Serra;

    10. A maioria dos eleitores não definiu seu candidato
    Até o momento, cerca de 60% dos eleitores, de acordo com as pesquisas espontâneas, ainda se declaram indecisos e não definiram seus candidatos, o que indica indefinição do pleito e deixa espaço para o surgimento de novas lideranças e propostas.

    Estadão

  2. No caso, caixa dois é opção das empresas, o caralho, ” safo”. Livre convicção tb tem limites, num Estado Democrático de Direito. No caso, caixa dois é coisa de bandidos mesmo, como já admitiu o próprio advogado dos próprios implicados na encrenca, o saudoso Dr. Márcio Thomaz Bastos, à época do famigerado “mensalão”. E se assim o é para os inimigos tb ó é para os amigos, embora FHC e seus comparsas, em suas demências, se julguem acima de tudo e de todos. E essa obsessão na defesa do famigerado ” financiamento empresarial de campanhas”, inclusive dentro o STF e TSE, tb está parecendo coisa de bandidos, assim como tentar fazer do ilícito o lícito, na cara dura, tb parece coisa de bandidos. Essa grana por debaixo do pano é a que fomenta a plutocracia, com jeitão de cleptocracia, bandidocracia ou coisa que o valha, compra votos e apoios em todos os segmentos sociais e que faz a diferença nas eleições, face à qual um bandido tipo Cunha pode se eleger presidente da câmara ou do senado, comprar os mandatos de 150, 300, 400, 500, ou mais picaretas e com isso fazer reféns não apenas um presidente mas tb o próprio país e toda a sua população. Ademais, se quer ficar aí discursando o tempo todo como político-partidário-eleitoral, inclusive dentro do STF e do TSE, em prol dos seus próprios interesse$ e dos seus pupilos, pois então que pule fora do toga, venha para o campo aberto da política, inclusive porque, a toga não é sua mas, isto sim, do povo brasileiro, e nela vc está apenas de passagem, não obstante a famigerada PEC da bengala, feita sob medida e encomendada à turma do Cunha para mantê-lo aí até morrer de velho, por razões óbvias e ululantes, a exemplo da turma do partidarismo-eleitoral e do golpismo-ditatorial, velhaco$, cujo sonho político maior é morrerem de velhos agarrados à tetas do erário e repassá-las aos descendentes. https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/bbc/2017/03/10/para-gilmar-mendes-doar-pelo-caixa-2-e-opcao-das-empresas.htm

  3. Falar sobre Jango, Brizola, giló, lingua-de-vaca, linguiça, música sertaneja, tudo isso me enjoa. Há tanta coisa boa para se falar mas os mesmos voltam sempre a mesma ladaínha: A Revolução Comunista, o papel do sindicato como defesa do trabalhador contra o patrão, o TRF, os bofes da vida. Uff, já chega.
    Que tal o senhor Beja falar um pouco da vida de Liszt, dos noturnos de Chopin, de como mudar a letargia do STF, de uma estratégia de encarcerar o Lula para sempre e sermos indenizado pelos danos que o PT causou ao tesouro. Há tanta coisa boa para se falar…

  4. O Presidente JOÃO GOULART ( PTB) era Reformista. Segundo expressão do grande Jornalista Sr. PEDRO DO COUTTO, GOULART era daqueles que queria que todos fossem Ricos. Eu também penso assim.

    O Governador BRIZOLA (PTB), na época pré-1964, era Revolucionário. Queria substituir a Classe Dominante ( Burguesia Industrial/Rural/Militar ) por outra Classe ( Burocratas do PTB e outros Burocratas dos Partidos da Esquerda Radical).

    Em 1964, o Presidente JOÃO GOULART “forçou a barra” e deixou o campo aberto para os Revolucionários, que tanto lhe pressionavam, fazer a Revolução. Eles não conseguiram fazer a Revolução.

    O Governador BRIZOLA, depois do longo exílio amadureceu, e voltou também Reformista. (Trabalhista – Social-Democrata).

  5. Somente o João Goulart, como presidente tinha o comando e condições de resistir nomeando ministros etc. Os demais citados, não tinham como resistir, mesmo assim alguns tentaram, sem o apoio dos militares contrários ao golpe, acabaram derrotados..
    O grande erro foi pouco antes do golpe, se João Goulart autorizasse a aeronáutica a bombardear as tropas do gal. Mourão, que vinham a caminho do Rio, creio que não haveria golpe.
    Contudo, João Goulart agiu certo, a resistência após a deflagração do golpe daria margem a uma gerra civil, e o Brasil seria dividido em dois, navios de guerras americanos, na costa brasileira estavam prontos para entrar em ação caso. houvesse resistência…

  6. Embora João Goulart fosse da paz, queria evitar uma carnificina do povo brasileiro e Leonel Brizola queria impedir o golpe militar, Leonel Brizola queria resistir e estava certo, pois a carnificina foi inevitável na ditadura militar, é pena não termos mais políticos com a capacidade estratégica de Leonel Brizola ou mesmo de João Goulart, pois estes realmente amavam o país, o povo é que não soube na hora ficar do lado do bem, o próprio falecido presidente João Figueiredo declarou, vocês querem a democracia, não sabem o que é democracia, também estava correto, a tal “democracia” do Brasil é para se locupletarem e enriquecerem ilicitamente, esta é nossa democracia.

    • Certíssimo, Roberto.
      Embora não tenha vivido na época, tenho para mim que o lado bom do Jango era o Brizola. Sem Brizola, o que seria do Jango.

      Brizola foi o maior estadista das Américas. O futuro talvez venha a reconhecer essa verdade (desde que no futuro a Rede Globo já tenha sido extinta).

      Quem quiser, assista ao vídeo de uma entrevista do governador contra, digo, com o Jô Soares. Brizola esculhambou, com fundadíssimas razões, a Globo na Globo.

      Não se fazem mais políticos assim.

      https://www.youtube.com/watch?v=Bk0S_Q-EiG0#t=1471.231779

      • Oigres Martinelli, é verdade, ele sempre bateu na tecla sobre o poder dos meios de comunicação, antes a rede globo detinha 80% de audiência, era exclusiva nos meios de comunicação, mas hoje detém menos, na época ele foi minado pela rede globo, fizeram tudo para não chagar a presidência da república, mesmo a devassa que fizeram os militares na vida dele, não encontraram nenhuma falcatrua como governo Sarney, Collor, FHC que vendeu o país, Lula e Dilma, vamos aguardar o governo provisório de Michel Temer.

  7. Jango foi um grande brasileiro.Lutou de verdade,pelos direitos dos trabalhadores.
    Por ser um homem rico e bem nascido,não era um recalcado e por esta razão queria nivelar a população por cima com constantes e substanciosos aumentos de salários . Era um homem simples, afável, cordial e não gostava de bravatas.
    Não compreendo por que o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, vetou o memorial que seria erguido, na Capital, em homenagem ao ex-presidente João Belchior Marques Goulart.

    • Ele não vetou o memorial. Apenas considerou que o tombamento de Brasília não permite construção daquele tipo bem no Eixo Monumental. O Werneck já morou em Brasília e sabe que estou com razão.

  8. Assim disse o “semi-deus” Helio Fernandes:

    “Escorraçado, amordaçado e acovardado, deixou o poder como imperativo de legítima vontade popular o Sr. João Belchior Marques
    Goulart, infame líder dos comunos-carreiristas-negocistas-sindicalistas.

    Um dos maiores gatunos que a história brasileira já registrou, o Sr. João Goulart passa outra vez à história, agora também como um dos grandes covardes que ela já conheceu”

    Uma das maiores patifarias cometidas sobre uma pessoa íntegra. Talvez a admiração por Lacerda tenha contribuído para isso.

  9. Prezado Colega Sr. CARLOS VICENTE,

    Temos que levar em conta que essas fortes palavras foram escritas pelo Decano de nossos Jornalistas Políticos Sr. HÉLIO FERNANDES, Proprietário do TRIBUNA DA IMPRENSA, em momento cheio de paixão, de ânimos exaltadíssimos no dia da Vitória.
    Quem viveu aquela época sabe das ameaças, atentados, e até fanfarronadas dos Governistas contra a Oposição, ameaças de queimar o Jornal com Jornalistas e tudo dentro, intimidações contínuas, etc, etc, e o Presidente da República Sr. JOÃO GOULART “levou a culpa e pagou o pato disso tudo”.
    Na exaltação da véspera do combate, as vezes se exagera. Abrs.

    • Publiquei em 23/11/2013:

      Há quase trinta anos (o personagem idolatrado estava nos 64), o idolatrado, o inigualável, chamava o filho de LB de Bilódromo (uma mistura de Biloca com sambódromo) insinuando que Biloca teria ganho algum dinheiro espúrio com a construção. De Marcelo Alencar, comentava “Marcelo e seus filhos roedores”.

      Eu lia a Tribuna pra rir com Sebastião Nery (este, sim, sofreu violência no governo militar) e Paulo Francis. Pois bem, certo dia fui surpreendido com as seguintes palavras do magnânimo “Vejo Brizola preocupado com …” , sem uma crítica sequer. Indaguei de um amigo do PDT: “O que houve para tanto carinho assim ?”. Resposta: “Maomé, Brizola deposita dinheiro para a Tribuna religiosamente todos os meses”. Como não havia tanta publicidade assim, decepcionei-me e parei de ler (meu amigo diz que era “o mensalão da Tribuna”). O amor, a reverência, o culto a Carlos Lacerda eram demais para mim.

      A trincheira ocupada em favor de Lula parecia mais uma súplica: “Paguem minha indenização, por favor”.

      Se a indenização saiu ou sair, procurem pelo patrocinador, pois este será poupado.

      Quanto à memória ou fatos em que coloca sua interpretação como a verdade suprema, desculpem-me: até hoje dizem que Jesus ressuscitou um morto de vários dias. Eu não vi o que dizem. Tenho que acreditar ?

      Tem razão este Carlos Vicente.

  10. José Carlos Werneck, tua observação é a mais fiel de todas. Conheci Jango desde os tempos que era Ministro do Trabalho de Getúlio em 1953. Porém não tive o prazer de falar com ele. A vez que fui ao Ministério do Trabalho com João, um gaucho funcionário do Ministério da Agricultura não podemos falar . A sala estava cheia de sindicalistas. Jango era um homem bom. Nunca foi covarde. Deixou de resistir por receber de Santiago Dantas a informação dada por Afonso Arinos que um força naval dos EEUU “Operação Brother SAM” estava nas costa do Espírito Santo e se houvesse resistencia eles invadiriam o Brasil a favor dos insurretos. Conheço João Vicente. Saiu para o exílio no Uruguai com sete anos e mesmo escrevendo um bom livro como diz Nery deve desconhecer fatos muito importantes daquele momento histórico. Jango era uma personalidade monossilabica. Mesmo ao filho não deve ter falado muita coisa. Sobre a as pazes com Brizola é verdade. Entretanto a briga não foi pela discussão na casa do general Ladário. Foi no Uruguai que Jango disse a Brizola que mandara vender todas as fazendas da família. Jango temia que suas terras fossem confiscadas e vendeu-as por preço inferior ao que Brizola reclamava pois uma ou duas fazendas pertenciam a dona Neusa. A história é muito longa. Em 1976 já sabiamos de quase os detalhes. Moniz Sodré entrevistou Jango e Brizola no exílio e fez dois livreos fabulosos.

    • Estimado decano Aquino … Bom dia!

      Em minhas observações do que vi em 1964, não havia planos na “Operação Brother SAM” de invadir nosso Brasil.

      O que haveria é distribuição de armas aos brasileiros que tinham sua casa de verde nos mapas … depois seriam distribuídas aos amarelos … … … o objetivo seria cercar as casas dos vermelhos … e depois dos rosas!!!

      Ou seja … GUERRA CIVIL!!! !!! !!! imaginando que o grosso das FFAA ficaria com Jango … e só no finzinho de seu governo é que as FFAA se decidiram, após o marechal Denis se reunir com Mourão em Juiz de Fora.

      EU VI E VIVI … não é de ler ou de ouvir dizer!!! forte abraço.

  11. Lionço, você em 1964 estava com sete(7) anos ; não viu e nem viviveu os dramas políti-sociais daquele momento. Informou-se depois muito mal. Leu “Gibi” em vez de livros de bons autores. A operação Brother SAM está até no arquivo de Lyndon Baines JohnsonLibrarry ex-presidente da republica dos EEUU. Tenho muito respeito pelo Blog da Internet comandado pelo Newton Carlos e pefos frequentadores. Você deve ter colhido essa informação com o “sapo cururu”. (saiuaté um filmete na TV mostrando o Cruzador Forrestal que comandava a frota. Deixa de inventar Lionço.

    • Caro amigo Aquino … nasci em 1947; portanto, com 17 anos em 1964.

      Existiu, sim … a operação Brother SAM … o que contesto é que invadiriam o Brasil.

      Está lá em wikipedia … https://pt.wikipedia.org/wiki/Opera%C3%A7%C3%A3o_Brother_Sam: “Em 31 de Março de 1964 foi deflagrada a Operação Brother Sam, que, segundo a imprensa e documentos já em domínio público liberados pelo governo americano, consistia no envio de 100 toneladas de armas leves e munições, navios petroleiros com capacidade para 130 mil barris de combustível, uma esquadrilha de aviões de caça, um navio de transporte de helicópteros com a carga de 50 helicópteros com tripulação e armamento completo, um porta-aviões classe Forrestal, seis destróieres, um encouraçado, além de um navio de transporte de tropas, e 25 aviões C-135 para transporte de material bélico.[1]”

      destaco: “100 toneladas de armas leves e munições” … “um navio de transporte de helicópteros com a carga de 50 helicópteros com tripulação e armamento completo” … “25 aviões C-135 para transporte de material bélico” … … … o navio, os 50 helicópteros e os 25 aviões seriam para levar as 100 toneladas de armas e munições.

      Como invadiriam com somente um navio de transporte de tropas??? ??? ???

  12. Prezados Aquino e Lionço.

    A frota americana estava realmente na costa do Espírito Santo, pronta para entrar em ação em apoio aos “revolucionários”. A embaixada americana participou ativamente na preparação do golpe militar, através do embaixador Lincon Gordon e o coronel Wernon Walters. Os empresários, principalmente do Estado de São Paulo financiaram a derrubada do presidente Goulart, que assumiu com a tola renúncia de Jânio Quadros.

    Quando Jânio renunciou, Jango estava em viagem à China. Imediatamente embarcou no avião da Panair para assumir e recebeu o recado de que seria impedido de entrar no espaço aéreo. Houve negociação, na qual Goulart assumiria, porém, sob o regime parlamentarista. Tancredo foi nomeado primeiro ministro. Sete meses depois, um plebiscito repôs o presidencialismo e Jango assumiu com todos os poderes. Logo, desde o início do governo, o presidente foi torpedeado de todas as maneiras.

    Os EUA e a direita brasileira não toleravam Jango. Os EUA com medo do alinhamento do governo com a China e URSS. Hoje isso é um imperativo da abertura do comércio globalizado, mas na época da guerra fria tinha outra conotação.

    Se o Brasil seria invadido ou não, trata-se de exercício da imaginação, o passado não pode retorna jamais, portanto, como sabe? No entanto, uma força naval não se desloca para uma operação se não for para agir quando necessário. Neste particular, creio que interviriam caso houvesse confronto entre as forças legalistas e os golpistas, em favor dos últimos.

    O golpe de 1964 foi um fato triste da nossa história política, desgastando primeiramente os militares brasileiros e as classes políticas e dirigentes, que agora nos mostram, empreiteiras, empresários e corruptos de maneira geral, quem realmente eram os algozes do povo brasileiro.

    Precisa falar mais alguma coisa, após a simbiose entre o público e o privado para assaltar os cofres da nação e levar como está levando o país para o cadafalso da sua maior crise econômica e um dos maiores índices de desemprego da história da República.

    Culparam Jango pela crise de 1964. E agora, os culpados reais pagarão pelos seus crimes? Pelo menos, Jango não enriqueceu no exercício do Poder, Já os que assumiram a Nova República, os fatos demonstram o contrário.

  13. Caros Aquino e Roberto Nascimento … Saudações!

    Com meus 17 anos, vi em determinada casa um mapeamento com alfinetes verdes (brasileiros confiáveis), amarelos (brasileiros duvidosos), rosas (brasileiros suspeitos), vermelhos (brasileiros considerados traidores) … uma Revolução não se faz sem armas e sem conspiração!!!

    Em 1964 havia, em ambos os lados, uma tendência de se sair do Regime Democrático de 1946 – Jango em 15/03/1964 começou a governar por Decretos; perdendo o apoio de JK e do PSDB e desaviou Nossa Senhora ao afirmar que a reza do Rosário não o impediria de implantar as necessárias reformas de base.

    A reação foi imediata com as Marchas da Família … que deu na Exceção de 21 anos!!! a REDEMOCRATIZAÇÃO não veio por outra Revolução – veio por Emenda à Constituição Autoritarista de 1969. Considero que a CIDADÃ de 1988 é a perenização de 1964; pois colocou o Ministério Público como defensor da DEMOCRACIA.

    Acontece que muitos se esqueceram que o PGR é o Defensor da Democracia – e não é novidade constitucional; pois Dom Pedro I, POR GRAÇA DE DEOS, e Unanime Acclamação dos Povos, Imperador Constitucional, e Defensor Perpetuo do Brazil.

    O Constituinte deu ao MP o Poder Moderador … e vamos nos acostumar, conforme o Treino do Juízo Final for desvendando o secreto brasileiro!!!

    Forte abraço!!!

  14. Carlos Newton,

    Tudo bem?

    Estou fazendo a pesquisa da série documental “Diretas Já”, concebida e dirigida pelo jornalista e apresentador Paulo Markun, e no momento estamos levantando materiais de arquivo que ajudem a ilustrar o período da ditadura militar no Brasil, e os movimentos que culminaram no Diretas Já, em 1984.

    Existe uma fotografia, encontrada neste link http://www.tribunadainternet.com.br/jango-fez-as-pazes-com-brizola-pouco-tempo-antes-de-morrer/ que gostaríamos muito de reproduzir em um dos episódios do documentário. A foto pertence a você? Caso não, poderia nos informar a fonte? Qualquer ajuda será de grande valia.

    Abaixo mais informações sobre a série:

    “DIRETAS JÁ!”

    A série documental “DIRETAS JÁ!” conta a história da maior movimentação popular já ocorrida no Brasil. A partir de depoimentos de personalidades, lideranças e cidadãos que dela participaram, o filme revisita os eventos que aconteceram entre março de 1983 e abril de 1984 e seus reflexos na sociedade brasileira atual.

    DIRETAS JÁ! é uma obra de documentário seriado em 6 episódios com duração de 52 minutos cada, com exibição na CINEBRASIL TV, desenvolvida pela IMAGEMIX, com concepção e direção de Paulo Markun.

    O objeto principal da série é a reconstituição e análise de um dos momentos mais importantes da história recente do Brasil e suas manifestações populares: o episódio que ficou conhecido com o mesmo nome da série e que culminou com o fim ditadura militar em nosso país.

    Os episódios mostram não só a mobilização de um povo que, farto do autoritarismo, sai às ruas em busca da democracia, mas também os bastidores políticos desta mobilização e os anos de chumbo que a antecederam.

    A premissa da série é o reencontro do jornalista Paulo Markun, à época com 32 anos e um participante ativo do movimento pelas diretas, com personagens e fatos de outrora. Ao reconstruirmos essa história, mais de 30 anos depois, criamos um contraponto entre o olhar do jornalista e de outros personagens envolvidos não só em relação ao que aconteceu naquele momento, mas também para onde o Brasil caminhou a partir de então.

    Aguardo retorno e desde já muito obrigada,

    Abs,

    Camila Coimbra
    ccamilacoimbra@gmail.com

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