Janot, cale a boca, jogue seu livro no lixo e não desgrace ainda mais esta nação

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Com barba e cabelos tingidos, Janot mudou para pior

Jorge Béja

O relato de Rodrigo Janot, ex-procurador-geral da República, de que entrou armado no Supremo Tribunal Federal em 2017 para matar o ministro Gilmar Mendes e em seguida cometer o suicídio, sendo ou não verdadeiro,  o relato já fez um estrago gravemente danoso e incomensurável para toda a sociedade brasileira.

O gesto tresloucado, agora contado por Janot, gera um parâmetro, um estímulo, um exemplo a ser seguido por outros e só serve para o recrudescimento da violência.

E OS DESESPERADOS? – Se uma das mais altas autoridades da República decidiu assassinar um ministro da Suprema Corte de Justiça do país, ainda que no momento de apertar o gatilho recuou, o que não dirão, o que não farão, o que não pensarão os que não ostentam tão elevados cargos e estão em permanente desespero neste Brasil de 14 milhões de desempregados, de milicianos, de assassinos de aluguel, de famintos, de traficantes, de sem vez e sem voz?

Anos atrás falava-se na “Lista de Janot”. Agora, entra o “Relato de Janot”. Dramático e criminoso relato que leva a múltiplas e inimagináveis consequências. Indaga-se: o que levou Janot a tornar pública e do conhecimento de todos, a sua ação criminosa, iniciada mas não efetivada, não concretizada, não executada?

HIPÓTESES –  Teria sido para que o ministro passasse a ter, para o resto da vida, o sentimento, o pensamento, a reflexão de que “eu hoje poderia estar morto”? Ou “estou vivo graças ao Janot, que não me matou”? Teria sido para fazer nascer no ministro o temor de ser assassinado por decisões e votos seus? Teria sido para chamar a atenção de um tal livro que Janot em breve vai lançar à venda?

Se foi por um, por uns ou por todos estes motivos,  nada mais torpe. Nada mais desgraçado para o país, para os jovens deste país, para todos nós, brasileiros.

Mas uma coisa é certa. Gilmar Mendes e Rodrigo Janot entram para a História com uma triste e lamentabilíssima referência: Gilmar Mendes, o ministro do STF que quase foi assassinado. Rodrigo Janot, o procurador-Geral da Republica que entrou no STF para matar o ministro Gilmar Mendes e na hora “H” desistiu.

OUTROS EXEMPLOS -É dessa forma que as pessoas que se projetam no meio social passam a ser referidas, quando na vida cometem ou tentam cometer desatinos de tamanha gravidade. Foi e é assim com o padre Hosaná, que matou o Bispo de Garanhuns, Dom Francisco Expedito Lopes; com o escritor Euclides da Cunha, assassinado com 3 tiros no coração, pelo suposto amante de sua esposa, Tenente Dilermano de Assis, quando Euclides o enfrentou para matá-lo; com Doca Street, que matou Ângela Diniz; com Ronaldo Guilherme Castro e Cássio Murilo, que mataram a jovem Aída Curi em Copacabana; com Guilherme de Padua e Paula Thomaz, que mataram Daniella Perez; com Neyde Maria Lopes, que matou com um tiro e depois queimou o corpo da pequena Taninha. São estigmas que passam a personificar e identificar malignamente tais pessoas.

E com o ministro Gilmar Mendes e com o ex-procurador-Geral da República não será diferente. No futuro, quando neles se falar, a eles se mencionar, o fato relatado agora por Janot sempre será acrescido à identificação, à lembrança de cada um deles.

Janot, cale a boca. Jogue este seu livro fora. Não desgrace ainda mais esta nação, que tenta se levantar, progredir e alcançar a Paz geral.

30 thoughts on “Janot, cale a boca, jogue seu livro no lixo e não desgrace ainda mais esta nação

  1. É sempre positivo recomendar cautela, moderação, e lembrar que há meios legais para solução para todo tipo de pendência. Mas toda experiência vivida, boa ou má, deve ser aproveitada
    Neste caso do Janot, embora sua atitude seja inaceitável, talvez sirva como uma advertência para alertar ás autoridades que elas devem observar os devidos limites.
    Talvez, se o seu Gilmar tiver simancômetro, se conscientizará de que é mortal, que pode ser alvo de um outro desvairado – autoridade ou gente do povo. A lição seria ele reconsiderar o seu desempenho como juiz que gera antipatia e ódio em muitos brasileiros. Mas tenho pouca esperança que isso ocorra – o caracter de um adulto não muda – o bom será bom e o canalha continuará canalha por sæcula sæculorum.

  2. Dr. Béja. você já foi comparado pelo grande jornalista, nosso editor, Carlos Newton ao Dr. Sobral Pinto que tanto admirei e admiro, que enfrentou duas ditaduras. Foi muito feliz em sua comparação.
    Estou com você respeitosamente, quando diz:
    “Janot, cale a boca. Jogue este seu livro fora. Não desgrace ainda mais esta nação, que tenta se levantar, progredir e alcançar a Paz geral.” Parabéns.

  3. Como sempre, brilhante comentário Dr° Jorge Beja’..

    Mas, porquê desencadeou essa ira,revolta, desconforto emocional. ..??

    Por, discordância técnicas jurídicas ??

    Por,”interééésses”, contrariado de algum grupo.

    Por,algum motivo inconfessávei$.??

    Hum..!!!!

    Acontece Doutor,senhor sabe e,muito bem, Janó,desmascarou Sr.Gilmar/Bermudes e Cia.

    Sem argumentos,ou justificativas plausível,partiu para ofensas da filha do Sr. Janó..

    Mesmo com extinto primitivo,q.q Pai,tomaria uma atitude,mesmo que filha fosse uma puta..

    Essa moça, passa pelo constrangimento na faculdade,na escola,no trabalho,na academia,no barzinho,em fim,com seus amigos.

    Essa moça, não sei o nome,deveria a meu ver, acionar justiça pelos trâmites legais,pedir reparação por dano..

    PS: os interesses,carregado no é é é,(Interéésses),diria o saudoso Dr° BRIZOLA.

  4. Todos os personagens desse cabaré são crias de suas excelências tucanas e petistas, é bom que se diga.

    Foram tipos como FHC e Lula que nos legaram esses pigmeus morais e intelectuais que agora estão arrastando as instituições da justiça para a lama.

  5. Algumas funções públicas requerem pessoas especiais.
    Desde equilíbrio emocional, até comportamental;
    As palavras empregadas em entrevistas devem ser muito bem avaliadas;
    A discrição é imperiosa;
    A isenção política fundamental;
    Vida pregressa irrepreensível;
    Sólida cultura e diplomas que enalteçam ter sido a pessoa certa para o lugar certo;
    Comedimento;
    Caráter;
    Personalidade;
    Ser permanentemente verdadeiro.

    De certa forma, somente super homens conseguiriam preencher os pré-requisitos exigidos, e que se espera dessa pessoa à função vaga.

    A sucessora de Janot, a senhora Raquel Dodge, desincumbiu-se muito bem como Procuradora- Geral da República, mas era mulher, então muito superior ao homem.

    Dito isso, nós, simples mortais, temos uma vida muito mais simples e fácil que esse pessoal no exercício de funções tão importantes à estabilidade do país, principalmente no que tange ao aspecto jurídico.

    Portanto, a confissão de Janot, contida no seu livro, que teve ímpetos de matar o ministro Gilmar Mendes, a ponto que foi armado ao Supremo para realizar o seu desejo, desistindo no limite do tempo, ensejou o artigo do eminente dr.Béja no sentido de ser procedente, pontual e adequado ao episódio!

    Janot jamais poderia ter dito o que escreveu ou disse em entrevista recente, que pensou em tirar a vida de uma pessoa tão importante quanto ele na função pública.
    Janot amassou com seus pés a liturgia da PGR, cuspiu na sua elevada função, mostrou-se igual a nós, pobres e miseráveis – falo em meu nome -, que temos sentimentos de vingança, de mandar para o inferno um que outro que detestamos, que não precisamos de tanta elegância no nosso modo de ser.

    Janot não poderia ter se mostrado tão inferior quanto foi infeliz nessa confissão.

    Assim, a ausência do dr.Béja, que todos nós sentimos, hoje fomos contemplados não só com o seu retorno, mas lendo e comentando um texto cirúrgico, contundente, incisivo, da sua lavra, justamente sobre a conduta do ex-procurador, que ofendeu o Brasil, que agrediu o Judiciário como um todo, incluindo MP e DP.

    As palavras de Janot tiveram a mesma gravidade, em termos de insulto aos cidadãos e instituições, que a cusparada de Jean Wyllys em Bolsonaro, e praticada em pleno plenário da Câmara para todo o país ver e se horrorizar!
    No caso de Janot, matar não passou de desejo mas, o comportamento animalesco do ex-deputado, que se encontra gozando do dinheiro que lhe pagamos por um certo tempo e na Europa, esse gesto bestial e humilhante foi realizado!

    Ainda bem que não passou de intenção de Janot dar cabo da vida do seu desafeto – aliás, desafeto de milhões de brasileiros!

    Mas evidencia mais uma vez, a necessidade urgente e improrrogável, de se alterar esse processo de escolha presidencial sobre procuradores e ministros dos tribunais superiores.

    O sistema faliu; ruiu; comprova que o dedo presidencial é ruim; constata-se que a política determina a escolha, mesmo sendo deplorável, deletéria, corrupta e desonesta e, agora, com mais um agravante:
    A instabilidade emocional de tão alta autoridade e comandante do Ministério Público, simplesmente o “fiscal da lei”, que pode caracterizar até mesmo futuros procuradores por que não?!

    Diga-se de passagem que, se Janot tivesse concretizado a sua intenção, a situação nacional como estaria nesse momento ou tempos atrás!!!???
    Se já estamos em crise jurídica, imagino com o assassinato de um ministro do Supremo, e dentro das dependências do STF!

    Meu aplauso ao artigo em tela.
    Minhas boas-vindas ao eminente e excelso dr.Béja.
    O meu abraço fraterno e afetuoso, e desejos que tenha saúde, muita saúde!

  6. Dr Bejá.
    Em seu artigo o senhor esqueceu de mencionar o maior caso de assassinato da história recente. Cometido pelo pai do ex presidente Collor de Melo. Dentro do Senado Federal o então senador Arnon de Melo disparou 3 tiros no seu adversário político senador Silvestre Péricles. Acertou erroneamente seu outro colega. Senador José Kairala que morreu na hora. Arnon de Melo não foi cassado. Não teve nenhuma punição pelo seus pares. E continuou exercendo seu mandato tranquilamente. Vida que seguiu. Os poderosos são assim. Não seria diferente agora. Caso o Dr Janot fosse até o fim de seu propósito.

  7. As autoridades, especialmente as da Casa da Mãe Joana, a qual pertence o “ameaçado” Gilmar, deveriam ter comportamento á altura de seus cargos.
    O que vemos na nossa pátria amada é uma deterioração total dos costumes, o anormal se tornou corriqueiro: o presidente da República faz de tudo para tornar o seu filho embaixador; em vez de apoiar o esforço de um meio ambiente saudável nos recomenda comer menos, fazer menos cocô, e reproduzir menos; para selar a sequência de absurdos, ofendeu a esposa de um chefe de estado estrangeiro (com possiveis prejuízos futuros para o país). O Gilmar e a dupla Toffoli e Lewandowsky são talvez os personagens mais odiados do país pelo desonestidade de suas decisões para beneficiar os amigos dos amigos. O congresso nem se fala – se colocarmos um São Jorge com uma velinha vermelha acesa na casa dos legisladores, nem será preciso cafetina: o puteiro estaria completo (é uma opinião que dever ser compartilhada por milhares de brasileiros).
    Diante de todas esses escândalos, fazem de uma gota uma tempestade: Janot disse que teve vontade de matar o Gilmar e logo se apressaram a dizer que ele é uma desgraça e que nos envergonha. Não será que está faltando coerência nesse discurso?

    • Uma coisa, é uma coisa.
      Outra coisa é outra coisa..

      Eu gosto dos desdobre, da incoerência,da contradição, laudas e laudas blá
      . blá.

      Se não fosse,a mão firme dos procuradores senhores Gurgel/Janot, não teríamos lava jato.

      Por, paradoxal que seja,os Bolsonarista/Petistas, estão di mãos dadas, não contra a pessoa Sr. Janot,sim,contra a instituição MPF.

      K.barbarida!!!

  8. Ilustre Dr. Jorge Bejá, quero manifestar concordância, em parte, com as linhas apresentadas por V.S.a, mas, por outro lado, creio ainda que haja oportunidade do relato para se aproveitar extrair lições.
    Se fosse cometido o ilícito, sem dúvida, seria extremamente grave, repugnante e reprovável a conduta (tamanha hediondez).

    Contudo, eis que não cometido.
    Apenas o ex-PGR narra o que teria se passado.

    Isso tanto poderia ser visto (com está sendo), por um lado, como um mau exemplo de comportamento (na verdade, pensamento) mas possível, também, depreender algo de positivo, que está na importância de se pensar duas, três, quatro… vezes antes de agir movido pela emoção, pensando nas consequências, e não se fazer (suposta) justiça com as próprias mãos.

    Nesse sentido, houve (não sei se ainda existe) campanha do CNJ ou do CNMP (não lembro) para redução de crimes movidos pela emoção do autor do fato onde a mensagem era para que se contasse até dez para que pensasse e repensasse naquilo que se pretendia e nas consequências.

    Abs.

  9. Boa noite , leitores (as):

    Senhor Jorge Béja , eu mesmo já ” PASSEI e ME VI ” , concretamente na mesma situação do Ex-PGR , e nem por isso sou um ” homicida ou suicida ” , pelo contrário , anos depois quando externei meus sentimentos, minha experiência e dor , me senti literalmente aliviado por não ter consumado tal intento , hoje vivo na santa paz de nosso bom Deus .
    Senhor Jorge Béja , quais das medidas extremas preferes , a eliminação física do Ministro/juiz do STF Gilmar Mendes ( extremamente nocivo) e seus comparsas dentro do STF e congresso nacional , ou o fim das ” INSTITUIÇÕES DO ESTADO NACIONAL BRASILEIRO ” , que á duras penas foram conquistadas com sua participação e empenho , e agora estão sendo literalmente sendo destruídas em benefício da ” CRIMINALIDADE POLÍTICA – JURÍDICA INSTITUCIONAL , já que os ” Senadores ” se negam dar um basta nos crimes dos ministros/juízes do STF e membros do poder judiciário como umtodo ?

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