Janot evita comentar decisão da presidente do STF sobre sigilo na delação

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Charge do Clayton, reproduzido de O Povo/CE

Carolina Brígido
O Globo

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, não quis comentar a decisão da presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, de homologar as delações dos 77 executivos e ex-executivos da Odebrecht. Agora, caberá a ele decidir quantos inquéritos serão abertos e quantos serão investigados. Ele também não quis dizer quando essa providência será tomada. “Não é hora de falar nada. Nada a declarar” — disse o procurador-geral, diante de perguntas de jornalistas sobre o assunto.

Após deixar o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), Janot foi ao STF se encontrar com Cármen Lúcia, onde conversaram sobre a homologação da delação da Odebrecht.

Apesar do sigilo, uma pequena parte da delação já foi vazada, o suficiente para envolver os nomes do próprio presidente Michel Temer, do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), além de vários parlamentares e ministros.

FIM DO SIGILO – No trâmite das delações anteriores, o sigilo é mantido mesmo após a homologação. Somente depois que a Procuradoria Geral da República (PGR) manda de volta para o STF os pedidos de abertura de inquérito baseados na delação é que há uma decisão determinando o fim do sigilo. Cármen Lúcia trabalhou no fim de semana para tomar a decisão de homologar a delação.

A delação faz parte dos processos da Operação Lava-Jato. O relator era o ministro Teori Zavascki, morto em 19 de janeiro num acidente aéreo.

A decisão de levantar o sigilo deverá ficar para o próximo relator da Lava-Jato, que ainda não foi definido. Ele deverá ser escolhido entre os ministros da Segunda Turma, da qual Teori fazia parte e que era responsável por julgar os processos da operação.

Fazem parte da turma os ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e Celso de Mello. Além disso, na vaga deixada por Teori, deverá ser remanejado um ministro da Primeira Turma, composta por Marco Aurélio Mello, Luiz Fux, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Edson Fachin.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
As informações são desencontradas. Antes era informado que o sigilo seria levantado assim que fosse publicada a sentença de homologação. Agora surgiu esse tal “trâmite” das delações anteriores. Há algo de estranho nessas manobras, mas logo a verdade será descoberta. (C.N.)

5 thoughts on “Janot evita comentar decisão da presidente do STF sobre sigilo na delação

  1. {Lava-Jato, cena 4685-B, take 1, O cara, Cana}

    BANGÚ 9 – TERCA FEIRA 31 JANEIRO 2017, 00:00 AM:

    Xí!!!

    Xilêncio!

    O Eike já Xe deitou!

    Terá tropeXado num certo buraco no chão da Xela?

    “Por Odin! onde estará Thor e seu martelo mágico para tirá-lo dalí ???”

    Sorry “doutô eX” , seu Deus bondoso, mão aberta, não passava de um molusco maneta….

    Que os dias desse armofada mofando na cadeia sejam equivalentes á quantidade de infortúnios que causou á Nação e ao Povo Brasileiro.

  2. Nesse caso também urge que o sigilo seja aberto o mais rápido possivel, sob pena de ficarmos presenciando o triste espetáculo de delações seletivas. QUE SEJA TUDO DIVULGADO E QUE CADA UM SE DEFENDA COMO PUDER! É O MINIMO QUE A NAÇÃO ESPERA!

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