Janot minimiza as críticas de Cunha e Renan

Talita Fernandes
Estadão

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, minimizou as recentes críticas que vem recebendo dos presidentes da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). “Isso é com eles. Eu não tenho nada a ver com isso não”, disse, ao ser questionado sobre se a retaliação que vem sofrendo gerava algum tipo de preocupação ao Ministério Público Federal.

Janot se candidatou para chefiar o Ministério Público Federal (MPF) por mais dois anos. Ele concorre com três subprocuradores ao cargo: Carlos Frederico, Raquel Dodge e Mario Bonsaglia. A partir de agora, os quatro inscritos entram em um processo de campanha que se encerra em 5 de agosto. Os três candidatos mais votados são então encaminhados à Presidência da República, que costuma eleger o primeiro nome da lista, que segue a ordem de votos. O nome escolhido é submetido à sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e a uma aprovação pelo Plenário do Senado Federal.

CRÍTICAS

O procurador tem recebido críticas pela condução que está dando aos casos relativos à Operação Lava Jato. São investigados no processo 22 deputados e 13 senadores em inquéritos abertos no Supremo Tribunal Federal (STF), além de um governador e dois ex-governadores que são investigados em inquéritos que estão no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Entre os alvos das investigações estão Cunha e Renan e o senador e ex-presidente da República Fernando Collor (PTB-AL). Janot tem sido criticado por fazer, segundo os parlamentares, uma investigação “pessoal”. Os investigados negam envolvimento no escândalo de corrupção que apura desvios na Petrobras.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
É impressionante o boicote da mídia ao senador Fernando Collor (PTB-AL), único parlamentar que fez acusações gravíssimas e consistentes contra Janot. Já subiu à tribuna três vezes, apontou diversas irregularidades atribuídas a Janot, mas nenhum repórter o procurou, nem mesmo para conferir os documentos sobre a proteção que Janot dava a seu irmão Rogério, um estelionatário internacional procurado pela Interpol. Não dá para entender por que a mídia não se interessou pelas denúncias do Collor. Deveria procurá-lo, nem que fosse para tentar desmenti-lo. O silêncio é muito estranho. (C.N.)

4 thoughts on “Janot minimiza as críticas de Cunha e Renan

  1. Concordo, mas é estranho também que o senador Collor não tenha levantado tudo isso que ele diz agora quando o Janot foi SABATINADO E APROVADO COM SEU VOTO NO SENADO.

  2. Comprova-se que a tal “sabatina” no senado é mera pantomima, e de baixíssima qualidade!
    Ora, se há uma pessoa indicada para um cargo tão importante, não se encontram explicações por que ela não tenha sido devidamente investigada antes de comparecer perante os inúteis, corruptos e perdulários senadores!
    Conversa mole desse senadorzinho de araque, tal de Collor, ainda mais em se tratando de políticos, que podem levantar a vida de qualquer pessoa ou, por acaso, esqueceram a fábrica de dossiês do falecido Magalhães e do PT?!

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