Jaqueline Roriz quer ser julgada pela “ética” do Senado

Helio Fernandes

Está há muito tempo acusada e de forma irrefutável. Já tirou duas licenças medicas, agora acredita que não há mais saída. Só que com a escolha e posse da Comissão de Ética (?) do Senado, como se diz popularmente, “ganhou alma nova”.

Está conversando, defende que seja examinada (não fala em julgamento) pelo Senado. Diz: “Sou parlamentar, a Câmara ainda não constituiu sua Comissão, não posso ficar sendo caluniada o tempo inteiro”. E fala para amigos: “Nessa Comissão do Senado, serei absolvida por unanimidade”.

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O SUSTO DO REPÓRTER

Quando saiu a relação dessa “ética” do Senado, fiquei assombrado: não vio nome de Gim Argelo, o que merecidamente assumiu (?) quase todos os 8 anos de Roriz. Fui conferir, alívio, estava lá o antigo vendedor de carros usados.

(Na campanha de Nixon para presidente, perguntavam: “Você compraria um carro usado desse homem?”. Em 1960, não compraram, foi derrotado. Em 1968, compraram, eleito. Veio o arrependimento, em 1974, voltaram a desconfiar de Nixon, teve que renunciar para não sofrer impeachment). Quanto a Gim Argelo, basta olhar para ele, ninguém compra nada.

Em relação a Romero Jucá, justíssimo participar dessa “ética”. Líder de FHC, de Lula, de Dilma, ministro da Previdência acusadíssimo de irregularidades, a inclusão do seu nome nessa “ética” está no próprio currículo. Sendo membro, não pode ser julgado. 

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